(Por Lingling)
Mais uma noite mal dormida...
Levantei com o sol surgindo no horizonte e uma dor de cabeça horrível que me deixou desorientada, a lembrança daquele jovem sendo assassinado a sangue frio na frente não sumia.
Por alguns dias fiquei refletindo sobre o assunto e permaneci com a cabeça abaixada, às vezes em que eu conseguia tirar um cochilo eu sonhava com a mesma imagem e aprisionada na cadeira estava a Orm.
Eu comecei a me alimentar, mas comia só o necessário e evitei tomar qualquer bebida alcoólica, em certo momento o uísque me fez lembrar da senhora Koy, do seu sofrimento e dos arrependimentos dela com relação a filha.
Tomei um banho frio para espantar o calor e voltar a minha normalidade, a água bateu em minha pele me fazendo estremecer, na realidade não foi uma sensação ruim, contudo não iria reclamar.
Desci as escadas e pedi a empregada que me fornecesse um analgésico e após torná-lo resolvi caminhar pelos jardins da frente da mansão, os empregados ficaram me encarando e eu notava que muitos deles tinham pena de mim.
Eu somente ignorei os seus olhares.
Não sei por quanto tempo caminhei, mas ao pôr os meus pés em dentro da mansão Um Apasiri me pegou pela mão com uma expressão completamente feliz no rosto e me chamando de docinho, a voz tão alta e exagerada.
Eu tentei me desviar dela, mas ela segurou forte e disse que nós duas precisávamos de um tempo de mãe e filha para ver as opções de vestido para o meu casamento.
Só dela mencionar aquilo o meu estômago embrulhou, então ela perguntou se eu não estava ansiosa com o retorno do meu noivo, já que o Pentaii voltaria em menos de quatro dias.
Eu não respondi, porém percebi que já estava no momento de entrar em contato com o meu funcionário e o melhor lugar para isto eu já havia descoberto... O escritório de Plai era um dos poucos cômodos daquela mansão que não tinha escutas e câmeras, só precisava arrumar a cópia da chave dele.
“Talvez se Um Apasiri me ajudasse com isso...” pensei, mas eu teria que jogar com ela também e eu não possuía nenhuma noção do quão ardilosa ela poderia ser.
Ela me conduziu até o seu quarto e trancou a porta, o seu sorriso acabou no exato instante que ela fechou a trinca:
- Hoje você vai me escutar – Ela sussurrou assim que se virou pra me ver – Se você estiver planejando alguma coisa pra fugir daqui, nem tente.
- Ele te mandou vir atrás de mim pra você me falar isso? – Eu cruzei os braços a desafiando.
- Ele não sabe que eu iria atrás de você, ele me proibiu de interagir contigo enquanto você não o obedecesse.
- Essa é a coisa mais absurda que você me falou desde que pisei nesta casa – Debochei – Ele é seu marido e não pode te proibir de falar com a sua filha.
- Então você agora me aceita como a sua mãe? – Ela perguntou surpresa.
- Não, mas biologicamente você é – Afirmei a fazendo suspirar desgostosa.
- Eu não sou a esposa de Plai – Ela confessou – Eu posso ser tudo na vida daquele homem, menos isso, mas não é por isso que eu te chamei aqui.
- Você não me chamou – Constatei – Você me puxou até aqui.
- Lingling – Ela alterou a voz e de repente ficou pálida, como se tivesse feito algo errado, encostou na porta e colou o ouvido na mesma por um tempo, então respirou aliviada e se aproximou de mim – A gente não deve falar alto enquanto estivermos aqui, não quero que ele saiba sobre o que iremos conversar, você me entendeu?
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ME ESPERA...
RomanceLingling era CEO de uma multinacional na Inglaterra e levava uma vida comum neste país, tendo o trabalho e a sua solidão um refúgio para manter a sua serenidade. No entanto, as suas barreiras são quebradas quando ela conhece Orm Kornnaphat, que apes...
