Algum lugar próximo a Seattle - 2013
A ambulância parou bruscamente diante da entrada de emergência do primeiro hospital que encontraram na estrada.
As portas traseiras se abriram com violência.
Luzes brancas invadiram o interior do veículo.
Derek permanecia completamente inconsciente, o rosto pálido e manchado de sangue. A cabeça estava imobilizada e o peito subia de forma irregular sob o oxigênio.
Alina, na maca ao lado, lutava contra ondas de escuridão que vinham e iam.
O mundo piscava.
Consciência.
Escuridão.
Consciência novamente.
Do lado de fora da ambulância, vozes começaram a discutir.
— Não. Mais um não! Já pegamos aquela garota e a mãe dela. A garota das tripas e o cara com ferimento na cabeça. É melhor levar pra outro lugar. Não somos um centro de trauma. Não estamos equipados pra esse tipo de coisa. Não temos espaço! — um médico berrava.
— Abram espaço. E não é um. São dois. — respondeu o paramédico.
— O que a gente faz com esse cara? Olha pra ele.
Alina ouviu aquilo como se estivesse debaixo d'água.
Então tentou levantar num rompante.
Um dos paramédicos a segurou imediatamente.
— Fica calma, senhora. Você está no hospital. Vai ficar bem.
— Eu tô ótima... me solta... — ela murmurou, tentando se libertar.
As duas macas foram empurradas rapidamente para dentro do hospital.
Corredores estreitos.
Luzes fluorescentes.
O cheiro forte de antisséptico.
O paramédico caminhava ao lado enquanto relatava:
— Homem não identificado. Traumatismo na cabeça, peito e abdômen. Hipotensão persistente depois de litros de solução salina. Pressão 130.
— E a mulher? — perguntou o médico.
— Não identificada. Cortes no rosto e trauma na cabeça e abdômen. Perdeu a consciência duas vezes no local, mas agora está lúcida e reagindo bem. Não parece grave.
— Quero quatro unidades de sangue.
Uma médica mais nova se aproximou rapidamente.
— O que houve?
— Homem não identificado, teve que ser removido no local. Perda de consciência. Não responde. Escala de coma 10.
Ela se inclinou sobre Derek.
— Qual seu nome, senhor? Consegue me ouvir?
Sem resposta.
— As pupilas estão reativas — disse ela.
Uma enfermeira virou-se para Alina.
— Espere aqui, senhora. Logo alguém vai vir vê-la.
— Derek... — Alina murmurou, levando a mão à cabeça quando tentou se sentar. — Ai... minha cabeça...
Os dedos tocaram sangue.
Ela respirou fundo.
Forçou a mente a funcionar.
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Código Azul
FanficAlina Koracick sempre teve um destino claro: ser médica, seguir os passos de seu pai como neurocirurgiã. Mas quando ela deixa para trás sua vida em Baltimore e o conforto do Hospital Johns Hopkins para ingressar na residência cirúrgica do Seattle Gr...
