Tudo vermelho.
Ódio.
Negação.
Isso é como estão os meus dias e humor durante essa semana. Apenas vou ao campus para as aulas e sempre tendo a vigilância constante dos Bartholy e de Viktor, está sendo um pé no saco. A Osborne é outra que não desgruda do meu pé, e até o momento não tenho idéia de como ela se machucou, sendo que no momento estava em sala de aula. E bem, também não fui atrás de saber como que ela fez isso.
No momento, estou na biblioteca, isolada de todos dessa casa e ignorando também, Lorie inclusa, o que a deixa triste em seu quarto e Viktor irritado. Ótimo, assim fica tudo perfeito. Estou sentada em uma poltrona, com um livro em mão, pálida e com fome.
Maldito. Essa fome que não passa ou para por um instante. Já faz seis dias que não me alimento desde o massacre no vestiário, sem nem uma mísera gota de sangue entrou em meu sistema durante esses dias. Uma merda, digamos de passagem. Respiro fundo para tentar manter minha paz no momento, que não é muita e olho para a porta da biblioteca, ouvindo baterem nela mais uma vez dentro de 10 minutos. Irritada, me levantei da poltrona e fui até a porta, levando o livro comigo e a abri de supetão, vendo o loiro oxigenado do outro lado vestindo apenas uma calça e os seus tênis, com os fios bagunçados e ódio no olhar.
Abri um sorriso cínico a ele.
- Pois não? Está a interromper minha leitura.
- Tadinha, a princesinha tem tempo para ler depois de tudo e ter sido colocada de castigo. - um sorriso zombador aparece em seu rosto, fazendo o meu sumir e dar espaço para uma expressão sombria. - Oh, perdão, princesinha Bartholy. Disse algo que não devia?
Meu autocontrole esses dias não estão dos melhores e ele sabe disso e mesmo assim continua dia após dia a me irritar, tirando a pouca paciência que tenho. E como um raio, em um piscar de olhos dele, ele estava com a bochecha do lado esquerdo vermelha e com um pequeno corte sangrando que logo se curou. Seu olhar voltou para o meu, injetado de puro ódio e vermelho.
- Diga mais uma palavra sobre isso ou me chame assim e da próxima vez será sua garganta cortada e não um tapa que irá receber, Drogo Bartholy. - minha voz saiu amena, fria e sem emoção alguma, vazia. - E diga de uma vez o que você quer. Se não tiver nada a dizer, vá embora. Não quero vossa companhia adorável.
Ele deu uma risada fria e baixa, deu um passo para dentro da biblioteca, chegando mais perto de mim e levou a mão destra ao meu pescoço, o apertando de leve. Não recuei, mesmo que meus instintos no momento gritavam para eu sair dali e voltar para o quarto, onde ele não conseguiria entrar, mas não, em vez disso fiquei ali e apenas o olhei nos olhos.
- Cuidado, princesinha. Seu protetor não se encontra e no momento, você está mais fraca que a Mia. Se eu quiser te jogar na cela dela e tirar as contenções dela, você será o prato principal dela. - e aí está, a ameaça. Ri na cara dele, uma risadinha baixa e sem humor.
- Mais alguma ameaça vazia ou já terminou?
- Continue agindo assim e saberá.
Fui lançada para trás por ele, com ele me prendendo na poltrona mais próxima e mostrando as presas para mim, a poucos centímetros do meu rosto.
- Você é apenas um brinquedo descartável, Sarah.
- Tem certeza disso, Drogo? Diria mais que vocês que são brinquedos descartáveis e não eu. - zombei dele, o olhando e pouco me importando de ter sua mão em meu pescoço me sufocando e suas presas tão perto de meu rosto. - Eu fui caçada durante anos e mais anos, se eu fosse apenas descartável, eu não estaria aqui mais e muito menos ele estaria aqui me vigiando.
Ele apertou a mão mais me fazendo perder o ar e sentir suas unhas entrarem em minha pele, a rasgando e arrancando sangue dele. Tentei escapar de seu agarre, mas sem condição nesse estado que estou. Vi em dobro, mas também em vermelho.
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A Puro-Sangue
FantasySarah Bittencourt é uma vampira Puro-Sangue, a última de sua espécie e por ser a única está sendo perseguida e ameaçada por um vampiro original que quer tomar seu poder. Sarah está morando em Mistery Spell, uma cidade no interior da França e está tr...
