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Estou com a cabeça a mil, perdida e apenas seguindo a vontade do sangue que corre pelo meu sistema em uma quantidade extrema, superior ao que já me alimentei antes e definitivamente, mais do que durante esse tempo em que cheguei aqui em Mistery Spell. Além disso, estou puta com o Peter por ter mandado mensagem ao Nicolae e por ele ter falado ao Viktor o que eu tinha feito. Maldito. Quando ele ficou a par, não parou de me infernizar nem por um segundo.

Chegando em casa, subi direto para meu quarto, ignorando a todos e tudo, onde me arrastei para o banheiro e tomei outro banho, agora um mais demorado e para tirar qualquer cheiro e resquício de sangue de mim. Não queria nem o odor, o aroma deles sobre mim. Nem mesmo sabia quem eram aquelas pessoas, seus nomes, mas pouco me importava também.

— Sarah, abra a porta.

Ouvi a voz de Viktor do lado de fora da porta do quarto,deixando sua voz abafada por conta da porta do banheiro fechada também, me fazendo revirar os olhos a sua ordem que não era bem uma ordem ali. "Vai encher outro, Viktor." O ouvi rosnar em desgosto pela minha resposta e depois destravar a porta, bufei frustrada por não poder ter aquele tempinho para mim e me afundei na água da banheira.

Sou puxada para cima pelos braços e ao abrir os olhos assustada, vejo os olhos injetados em vermelho do Bartholy, de meu... Me abracei escondendo meus seios e cruzei as pernas, saindo de sua visão, mesmo que não fosse necessário, já que seu olhar estava firme no meu. Irritado.

Chiei e sibilei em dor e raiva. Vagabundo.

— Te odeio... Para com isso...

Ele semicerra os olhos me olhando e dá uma risadinha frívola e sarcástica, me segurando mais forte enquanto continua a cravar e cavar minha mente com seus poderes psíquicos.

— Quer que eu pare? Então pare de ser uma criança mimada, Sarah. Nem a Lorie faz isso. Você fez um estrago no Campus, Sarah!

Engoli a dor e dei uma risadinha baixa e sombria o olhando, o afastando de minha mente usando de meus próprios poderes, me livrando de suas garras e me sentando, puxando a toalha para mim, me enrolei enquanto me erguia da banheira.

Você me deu a liberdade, a permissão. Você sabia e sabe perfeitamente bem que não me alimento adequadamente durante meses, papai! Você sabe disso! Então não venha me dar um...

Minha voz é cortada e meu rosto arde, enquanto que minha visão está focada na parede. Ele me deu um tapa. Viktor Bartholy me deu um tapa. Levei a mão até o rosto que ardia e o olhei de volta, que estava irritado e horrorizado pelo que tinha feito.

— Saia daqui agora. Não te quero mais perto de mim. FORA! – gritei com ele, meus poderes se fazendo presente e minha ordem se cravando fundo em sua mente, algo que o mesmo não era acostumado. — Saia daqui, Viktor! Saia do meu quarto!

Ele rosnou em desgosto, mas fez o que foi mandado a fazer, saiu do banheiro e depois de meu quarto, fechando a porta atrás de si. "Você está muito ousada para o meu gosto, Sarah Bartholy." Rosnei e travei minha mente dele e de qualquer um que tentasse entrar em minha cabeça, tinha cansado deles.

Terminei o meu banho dentro da destruição que estava em meu interior e saí do banheiro, fui pegar uma roupa para mim. Saia e uma blusa de frio, a lingerie e uma bota alta com uma meia branca. Me vesti e sai do quarto, indo para a sala de estar, onde esperaria Lorie voltar da elementar. Ignorei a qualquer um que tentasse falar comigo, focada em um livro que tinha pego em meu quarto, enquanto esperava pela loirinha.

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A loirinha tentou descobrir o que tinha acontecido comigo e os outros, mas não disse nem mesmo uma palavra sobre aquilo. A ajudei com a lição de casa e depois a deixei brincar por um tempo, logo lhe dei um banho e penteie seu cabelo, o deixando solto nas costas e a deixei em seu quarto, enquanto ia para a cozinha.

Mas que merda. Quem é uma hora dessas?! Me dirigi a porta do hall em vez da cozinha ao ouvi-la tocar, com uma paciência zerada, abri ela e vi Sara ali fora me olhando preocupada. Franzo o cenho para manter as aparências e inclinei a cabeça, apagando minha presença a ela.

— O que houve? Por que está com essa expressão?
— Trouxe a matéria de hoje para você... e a faculdade está interditada, não teremos aula até segunda ordem.. o teto do vestiário desabou... E algumas pessoas morreram, e a Morgana está ferida... Ela estava na arquibancada na hora e pelo vestiário ser do lado, os destroços a atingiu...

Pisquei os olhos chocada com aquela informação. Não sabia se ficava feliz ou triste com aquela notícia, mas tudo bem.

— Ela está bem? E os outros? Falaram algo? E como assim desabou?

A bruxa suspira negando as minhas perguntas e me estende o caderno que tinha as matérias que ela tinha copiado para mim, comigo o pegando em seguida.

— Não sabemos.. os polícias disseram que era pelo prédio ser velho e pela queda das vigas de ferro na quadra, parece que apenas agravou mais ainda o estado da estrutura do prédio... E aí desabou hoje... Peter está bem?
— Entendi... E está sim. Pelo menos chegou aqui em casa inteiro.. e eu estou exausta, confusa e perdida. Então, se não for muito desrespeitoso de minha parte, gostaria de ir descansar um pouco. Aproveitar que Lorie está calma em seu quarto.

Ela pisca os olhos e afirma, dando um sorriso em seguida.

— Claro, pode ir. Espero que tudo volte ao normal logo. Descanse bem, mando mensagem se tiver alguma novidade.
— Certo, obrigada.
— Tchau.

Dou um tchau para ela com a mão e depois dela sair pelo portão, fecho a porta do hall e me viro, indo para a cozinha por fim, onde vejo Peter e Drogo se alimentando. Dou um único olhar a eles e vou atrás de um pedaço de bolo, onde o pego e vou embora em seguida da cozinha, indo para o jardim, com o doce e o caderno.

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Estou com uma dor de cabeça dos infernos desde que Sarah me atacou, nem mesmo sangue e descanso está me ajudando nesse caso. Então espero que tudo melhore de uma vez, me deixando em paz e bem logo. Drogo está preocupado comigo e tendo Lorie querendo saber o que aconteceu, apenas piora tudo, pois, ninguém quer falar sobre o ocorrido para a pequena. O loiro não sai do meu lado e no momento, estamos na cozinha tomando nosso sangue na paz exterior, pois interior, ninguém tem.

A visita já foi embora, pois quando Sarah quer algo, ela consegue. Assim como fez primeiro, conseguiu fazer Viktor sair de seu quarto e ficar bem longe dela e do quarto. A loira tá bem poderosa por conta do sangue que bebeu, dando a força que ela já tinha mas que lhe foi negada pelo nosso criador, por medo dela fugir dele novamente. Suspiro silenciosamente enquanto olhava para o meu copo, ignorando Drogo e tentando acalmar minha mente e a dor que sentia, quando ouço os passos da loira e sua presença que estava indetectável primeiro. Os olhos de Drogo se focaram na loira, pouco para lhe dar uns tapas e gritar com ela para pedir desculpas, mas não fez nada, pois, apesar disso, ele ainda gosta dela e a entendia um pouco. Ela deu apenas um olhar a nós dois e foi atrás de algo para comer com o caderno em mão, provavelmente o de anotações que a bruxa lhe trouxe, pegando o bolo, ela saiu da cozinha para o jardim.

Fechei os olhos e levei o copo aos lábios, bebendo mais um pouco de seu líquido, dando outro suspiro. Ao terminar me levantei e fui para o meu quarto, onde me tranquei e esqueci os outros. Não adiantaria nada eu ficar olhando e esperando uma desculpa dela, o que me restava era descansar e ver se a dor de cabeça passava.

A Puro-SangueHistórias para pegar e não largar. Descubra agora