Estar no foco da atenção da mídia, revistas, jornais e sites de fofocas pelo seu grande sucesso no auge de seus 18 anos parece melhor do que qualquer conto de fadas da Disney. Afinal, o show business é, de fato, um mundo tentador, mas também é cruel...
Eu diria "querida", mas acho tão falso e não combina nada com você. Enfim, Lizzie, oi! Eu nem tenho certeza se você vai mesmo ler essa carta, mas espero que sim, porque não sou muito boa com palavras e estou literalmente dando meu sangue para fazê-las saírem. Tá, não literalmente.
Vamos ao que importa: eu nunca fui o tipo de pessoa que é fã de alguém, sempre gostei de uma banda ou outra, de um famoso aqui e outro lá (crushei alguns deles, afinal, quem nunca?), mas nunca fui realmente fã. Não é à toa que minhas amigas sempre me chamaram de poser. Eu não lembro mais como foi que soube da sua existência, provavelmente alguma amiga me falou sobre as suas músicas. Tudo que eu sei é que era um dia ruim, eu estava com alguns problemas em casa e, somado a isso, meu coração estava em pedaços (eu sei que isso soa bem dramático, mas na época, eu realmente senti como se estivesse) e então eu ouvi uma música sua. Acho que algumas das coisas que passaram pela minha cabeça foram "caralho, que música foda", "que voz maravilhosa é essa???", "meu deus, eu poderia me casar com essa música". É, aquele foi o primeiro ataque fangirl, de muitos que eu já tive depois que te conheci, midiaticamente falando. Depois disso, eu fui procurar saber mais sobre você e os meninos que tocavam com você. (Devo confessar que Josh foi meu crush por anos, mas já superei. Ou não). Isso foi um pouco antes de você estourar na mídia, então eu sempre senti como se tivesse te descoberto antes de todo mundo, o que só te tornou ainda mais especial na minha visão de adolescente.
A partir daí, eu comecei a te seguir em todas as redes sociais, segui contas no Twitter que contavam curiosidades sobre você (como o fato da sua nacionalidade ser brasileira <3), li notícias suas diariamente, assisti todas às suas entrevistas... Depois de dois anos, essa perseguição passou, provavelmente por causa da minha idade. Mas ela deu lugar a uma coisa maior e muito mais bonita: a admiração. Eu cresci com você, Lizzie. Eu vi você passar por altos e baixos, enquanto eu também passava pelos meus, eu te vi superar cada um dos obstáculos no caminho, e aquilo me deu forças para superar os meus também, eu te vi ser você mesma, apesar do que as pessoas diziam e aquilo me inspirou a ser quem eu era também. Nós temos a mesma idade e isso, desde o começo, me fez sentir como se estivéssemos conectadas de alguma forma e acredito que realmente estejamos.
Hoje, enquanto escrevo essa carta, eu reflito sobre como é ter 18 anos:
Ter 18 anos é ter muitas dúvidas, mas nenhuma resposta. É descobrir que nem tudo é como você esperava. É se decepcionar com as pessoas que mais ama. É cometer erros e ter que assumir a responsabilidade por cada um deles. É se afastar dos seus melhores amigos e ter dificuldade em lidar com seus pais. É passar por diversas crises, sejam elas de insegurança, medo, raiva ou dor. É perceber que, no fim do dia, só você sabe pelo que está passando. É entender que a única responsável por juntar os caquinhos de toda essa bagunça, é você. Você se sente como uma ilha.
E nós somos mesmo ilhas. Mas adivinha? Tem outras milhares de pessoas passando pelo mesmo que nós. A vida não é fácil para ninguém. E, apesar de sermos todos ilhas, nós compartilhamos todo o sofrimento e as dificuldades uns com os outros, mesmo sem saber. Há um certo alívio em saber que você não está passando por tudo isso sozinho, é como se sentir levemente entorpecido ao pensar que, apesar das situações serem por vezes diferentes, outra pessoa se sente tão perdida quanto você. Foi assim que eu me senti aos quatorze anos quando soube da sua existência e é assim que eu me sinto hoje, aos dezoito. Você pode não saber, mas eu me apoiei em você nos meus momentos difíceis. Toda vez que eu passava por algo e me sentia sufocada, eu ouvia suas músicas, assistia uma entrevista com você, ou lia sobre o que estava acontecendo na sua vida. E então eu pensava "ei, se a Lizzie tem a minha idade, certamente está passando pelos mesmos dilemas que eu. E se ela consegue segurar a barra de todos esses dilemas mais toda a parte desagradável da fama, eu consigo sobreviver aqui". Você sempre me deu forças, Lizzie. Você sempre foi um exemplo para mim.
Eu sei que já falei demais, mas preciso terminar te agradecendo. Obrigada, Lizzie, por ser uma garota comum em meio ao caos que a fama traz, obrigada por ser tão verdadeira, obrigada por nunca ter imposto um padrão de beleza sobre nós, obrigada pelas suas músicas e por ser exatamente quem é. E lembre-se que não importa quão ruim seja um acontecimento na sua vida, você não está sozinha. Eu admiro você com todo meu coração.
Com carinho, Marília.
-----------------------
Gif de Clube da Luta porque foi citado no cap passado, mas coloquei um gif do Dylan e não lembro nem do porque .q
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Eu sei, bem anti-climático pra essa fofura que ceis acabaram de ler né? Mas é Clube da Luta, num tem nada de fofo (mesmo assim VEJAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Eu li o livro há poucos dias e ainda não superei).
Meu amorezinhos, olá! Eu to meio sonolenta ainda então esse recado pode sair meio bocó, então relevem. Pelo menos não tenho muito o que dizer, exceto que eu não tenho da a ver com essa carta, ela foi todinha escrita pela MariaaaPN, já que a Lia é personagem dela, nada mais justo né?
Inclusive, quase chorei. Mas fui forte e fiquei só no quase ( e aí de quem duvidar de mim *emoji de arminha*).
Enfim, tem uma coisa que eu tava a fim de fazer textão aqui, mas já tem alguns dias então acho não-necessário fazer mais. Mas, para não deixar passar em vão, repitam comigo:
APOIO NÃO É LUTA.
APOIO NÃO É LUTA.
APOIO NÃO É LUTA.
Sim, é meu lado feminista falando.
Que no caso são todos os meus lados, enfim.
Agora, thats all folks! E até a próxima! Não esqueçam seus votos e suas declarações de amor pela história (ou só simples comentários mesmo).