Capítulo 42

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Paralisei.

─ Que forma bonita de se tratar alguém, Alissa. ─ Disse irônico, embora sua voz transmitisse um tom altamente arrepiante.

Virei minha cabeça para o lado, soltando um riso debochado. Fechei meus olhos e neguei com a cabeça, não acreditando que ele havia vindo falar comigo. O ignorei. Não respondi ao seu comentário bobo e apenas permaneci com o meu olhar vago para qualquer direção do corredor que não fosse ele.

O vê-lo perto de mim e sentir o inverso do que eu sentia antes, o nervosismo, era uma grande descoberta. Eu estava literalmente zangada e qualquer ato meu, poderia causar algum dano nele. Não importava se o meu peito doesse em deixá-lo sem respostas, ou ignorá-lo. Eu não queria. Mas minha cabeça dizia para eu jogá-lo contra a parede e espancá-lo até ele sumir. Seja lá o que aconteceu ontem ou hoje que causara isso tudo, eu só precisava ficar sozinha e evitar ao máximo algum contato com Mark Tuan, eu não queria que Sr. Tuan questionasse o olho roxo que o filho dele ficaria.

─ Não vai me responder?

Mordi meu lábio inferior e permaneci com o meu olhar distante.

─ Alissa.

Segurou em meu braço e ao mesmo instante eu o soltei de sua mão.

─ Podemos conversar? ─ Arqueou as sobrancelhas.

─ Não temos nada para conversar. ─ Digo em um tom seco.

─ Está magoada comigo?

Apertei meu lábio inferior ao mesmo tempo em que eu apertava os meus olhos. Um nó formou-se em minha garganta, e eu não sabia se iria conseguir conter as lágrimas de raiva que queriam, ou melhor, precisavam cair.

─ Magoada? ─ Minha voz se tornou rapidamente trêmula. Olhei para ele e neguei com a cabeça. ─ Por que eu estaria? ─ Perguntei irônica. ─ Aquilo que aconteceu ontem, que aconteceu hoje, ou melhor, tudo que veio acontecendo nos últimos meses... Não significou nada, não é. Por que eu deveria estar magoada? ─ Limpei as pequenas gotas de lágrimas que já caíam.

─ Alissa... ─ Se aproximou de mim e passou seus polegares por minhas bochechas, tentando limpar as minhas lágrimas.

─ Me deixa. ─ Retirei suas mãos da minha face.

─ Alissa. Não fiz tudo isso por nada. Eu tenho motivos! ─ Disse ele.

─ Se queria voltar com Minah... Deveria apenas ter sido sincero, e não fazer o que você fez. ─ Solto um suspiro. ─ Eu teria entendido. Mas causar tudo isso. Toda essa turbulência em apenas um dia... Se queria tentar não me ver magoada... Deveria nunca ter me procurado. ─ Me viro para ir embora.

─ Alissa! ─ Segurou em meu braço.

─ Não. ─ Balancei a cabeça e me virei para ele. ─ Só... Me esqueça. ─ Solto-me de seu braço.

O ouvi chamar por meu nome, mas eu simplesmente o ignorei e adentrei a um dos corredores.

(...)

1... 2... 3 

1... 2... 3...

Eu tentava descansar mentalmente. Tentava focar naquelas frases em coreano e esquecer o que estava me causando aflição. Mas eu nunca pensei que decorar uma simples frase, pudesse ser quase impossível. O barulho do ambiente, também não ajudava. Marina e Noah estavam ao meu lado, tentando também decorar as suas frases para a apresentação de hoje à noite. Olhei para a aliança em meu dedo. Eu nem sabia porque eu continuava a usando, nem sequer eu havia reparado se Mark usava a dele. Provavelmente não. Suspirei igualmente entre as outras dezenas de vezes.

─ Parece que alguém não está bem. ─ Disse Noah.

Agora que percebeu?

─ Hey. O que foi? ─ Marina se esquivou ao meu lado para tentar descobrir o motivo de eu estar daquela forma. ─ Que bonito anel. ─ Disse ela e olhou rapidamente para Noah, sorrindo maliciosamente. ─ É de compromisso? ─ Perguntou ela, curiosa.

─ É um presente. Só isso. ─ Dou de ombros. ─ Nem sei porque aceitei... ─ Fecho meus olhos e encosto minha cabeça na parede atrás de mim.

Uma ótima forma de passar o seu aniversário, Alissa.

─ Quem eu estou querendo enganar? ─ Perguntei para mim mesma. ─ Isso aqui não é para mim. Essa faculdade, essa cidade, esse país... Não é o meu lugar. Eu deveria ter ficado em Los Angeles. ─ Me debruço sobre os meus joelhos, aguardando lentamente o momento de voltar para casa. 

(...)  

Depois que voltei para a casa do Sr. Tuan e fui para o meu segundo trabalho no café do Sr. Min, a noite pareceu cair rapidamente, e logo já estava na hora daquele maldito teste, que por sinal, eu não sabia nem o começo da minha frase.

Já bastava o dia ter começado mal, e ainda por cima no dia do meu aniversário. Parecia que as coisas estavam conspirando contra meus vinte e três anos. 

Eu já estava no auditório da universidade, apenas aguardando que aquele show de humilhação começasse. 

─ Alissa? ─ Uma voz um tanto grossa chamou por meu nome.

─ Jackson? O que está fazendo aqui?

─ Posso falar com você?

O olhei duvidosa.

─ Tudo bem. ─ Levanto do banco e caminho junto a ele para seja lá que lugar onde ele queria me levar.

─ Bem... Primeiro, feliz aniversário. ─ Sorriu meigo ao parar em um corredor que dividia a saída do auditório e os banheiros. ─ Segundo... Fiquei sabendo sobre você e Mark.

─ Huh?

─ Desde o começo. Até o final.

─ Isso não importa mais. ─ Suspiro.

─ Claro que importa. Eu sei que Mark não conseguiu falar com você, então... Não pense coisas demais.

─ Não pensar? ─ Ri em deboche. ─ Eu não pensei nada. Vi com os meus próprios olhos. Mark e Minah. O casal que todos gostam. Por que eu deveria interferir?

─ Mark e Minah não formam um casal! E nunca formarão.

─ Eu os vi com as mãos dadas e... Todos os viram ir para o "lugar da pegação". Jackson... ─ Bufo. ─ O que está fazendo aqui? Por que veio?

─ Eu prezo o meu amigo. E a felicidade dele. Você acha que ele fez isso tudo porque quis? Acha que só você se afetou?

─ Então explica. O que está acontecendo?

─ Você não me deixou contar. ─ Mark surgiu atrás de nós. 







Hihi 🌚🍃❤️ ~q

Espero que PENSEM mais ainda 🌚🍃❤️

TIAU ❤️ ❤️❤️❤️❤️      

Oops... » Mark Tuan Onde histórias criam vida. Descubra agora