Livro 1. Série Dark Souls.
Kananda Wright sempre foi atraída pelos bad boys, aqueles que fumavam e possuíam tatuagens espalhadas pelo corpo. Ou talvez, que só se vestissem de preto. Não importava, ela adorava observar os homens. Mesmo que a sua vida...
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A PROVA QUE fiz depois daquela noite terrível e deplorável me fez arfar ao recebê-la. Eu tinha tirado um C! Era mais do que estava acostumada, e nem estudei para fazê-la!
Além do mais, minha primeira sessão na terapia foi... no mínimo... renovadora e revigorante. No fundo, imaginava que a terapia não ajudaria em nada. Mas depois de alguns minutos sentada em um Puff redondo, contar sobre minha vida nunca foi tão fácil.
Porque sabia que aquela conversa não sairia dali — e a psicóloga não fazia caretas de pena sobre os acontecimentos que levaram o meu rosto a ficar machucado. Ela me fez repensar as atitudes que estava tomando em decorrência ao conhecimento dos irmãos Willer.
Ela tinha razão, claro. Mas uma sessão não mudaria completamente minha ideia.
Sendo assim, eu e Gabriel combinamos de nos encontrar a tarde.
A desculpa que tinha dado a minha avó sobre meu rosto, era de que tinha brigado com alguém da faculdade por essa pessoa ter chamado minha mãe de puta, apenas por esbarrar nela em um corredor. Sara me deu uma bronca, mas ficou feliz de ter devolvido o insulto na mesma moeda.
Essa era a minha vida. Legal, imaginei, seria se ela soubesse que beijei essa pessoa depois.
Quando o carro branco parou na frente da minha casa, infelizmente, Sara estava cortando grama com sapatilhas rosas, uma blusa de mangas compridas verde e uma calça antiquada preta. Ela parou ao ver os cachorros do vizinho latirem em reconhecimento.
Ah.
Saí de dentro de casa com a mochila — mochila essa que esqueci no Perverse e Gabriel devolveu antes de eu voltar para casa, perto das 12:00h — pendurada nas costas ao mesmo tempo que Gabriel saiu de dentro do carro. Ah, não.
Por que ele tinha que sair do carro?
O sol atrapalhou minha visão, mas com certeza não a de minha avó.
— Onde você vai, Kan? — Ela gostava de me chamar assim.
Dei de ombros e fui até o portão, enquanto Gabriel... muito bem — soltei um suspiro de alívio — ele estava aceitável aos padrões masculinos de Sara. Calça jeans, tênis pretos, moletom tapando a maioria das tatuagens dos braços enquanto a touca escondia a tatuagem da testa.
Ele não parecia um maconheiro daquele jeito, mas se minha avó visse o que ele fazia... com certeza não me deixaria passar do portão. Que já tinha aberto e fechado atrás de mim.
— Irei fazer um trabalho na casa da irmã dele — apontei para Gabriel —, não se preocupe, a mãe dos dois vai estar lá.
Uma única preocupação era se na casa de minhas amigas, a mãe delas estariam lá. Como se pudéssemos fazer algo de muito errado com ou sem elas. Nunca pude ir na casa de ninguém por esse fato. E por não ter muitas amigas também.