- boa tarde menina. O senhor Thiago ligou, mas cedo avisando que chegaria, mas tarde hoje. Falou com um sorriso acolhedor, mas aquele sorriso não me acalmou aquela dor não parava. Nem sei o que era.
- obrigada Ana. Posso te chamar assim.
- claro. Você que almoçar. Aposto que não almoçou ainda.
- tô com fome não obrigado, mas quando o bolo tiver pronto vou querer um pedaço bolo de chocolate com recheio de amendoim e meu predileto. Falei indo para a sala. Subi as escadas correndo deixei a bolsa no closet e fui tomar banho fiquei uns vinte minutos dentro d'água só sair porque a pele ficou enrugada coloquei um short jeans e uma blusa de tricô de manga porque tava frio. Meu celular tocou sair correndo.
Início da ligação
- alô.
- Emilly filha tudo bem?
- sim e com o senhor.
- tô bem só liguei para saber como você tava já que cheguei em casa e você não tava.
- ó me desculpe esqueci de te ligar. Falei colocando a mão na boca.
- tudo bem, fui ver sua mãe hoje. Aproveitei e conversei com o médico ele disse que parece que esse novo medicamento está fazendo efeito, mas que ele não pode da certeza ainda.
- vai dar certo pai creio nisso.
- bom liguei mesmo para saber como você está e te dar essa notícia.
- obrigada, pai o senhor melhorou meu dia. Falei com um sorriso de orelha a orelha.
- bom tenho que voltar a trabalhar agora depois conversamos. Te amo filha.
- tá! Pai também te amo Tchau! Ele desligou e voltei para o closet penteie o cabelo fazendo um rabo alto frouxo fiz uma maquiagem leve para esconder as olheiras da noite passada. Desci para a biblioteca. Peguei um dos livros e me aconcheguei em uma das poltronas, Anastácia trouxe um pedaço de bolo com coca para mim que não achei ruim nem nada. Quando deu umas oito horas jantei sozinha novamente. Escovei os dentes. Vestir uma camisola e deitei.
Tava correndo em uma floresta sendo perseguida por algo que não conseguia ver entrei em uma caverna que quando entrei caiu várias pedras obstruindo a passagem continuei correndo, mas as pedras continuavam a cair.
- socorro. Ao gritar comecei a sentir cortes em meu corpo quando abrir os olhos vários morcegos voando descontrolado.
- socorro. Socorro. Gritava, mas a voz não saia.
- está sentindo dor Emilly?
- Cauê?
- sabe Emilly o que eu senti foi muito pior você me deu esperanças e depois acabou com elas. Pense na dor que sentir.
- por favor para eu não aguento mais isso.
- o meu amor isso só está começando não irei te deixar em paz sabe porquê?
- não. Falei chorando.
- porque a culpa foi sua. A voz dele ficou fazendo eco começou aparecer várias cobras baratas e ratos.
- socorro alguém me tira daqui. Falei tentando voltar me o caminho tava bloqueado. - alguém por favor me tira daqui. Gritei quando sentir uma cobra subindo em minha perna. - socorro falei tentando tirar as baratas que tavão em meu braço e no meu pé direito tinha o rato me mordendo. - por favor me tire daqui. Sentir outra cobra subir. Quando acordei ofegante. Sentei e olhei no relógio do criado mudo e marcava meia-noite, meia e Thiago não tava no quarto, procurei pela casa e nada dele caminhei até a cozinha peguei um copo de leite com Nescau e tomei quando tava subindo as escadas ele abre a porta.
- acordada essa hora? Você não tem aula amanhã? Falou nitidamente nervoso.
- tenho. Falei secamente para ele. Quando vi as marcas outra vez batom em sua camisa e ele com o cabelo todo bagunçado o paletó na mão a pasta na mesma. Virei a cara e voltei a subir. Alguns minutos depois ele subiu foi para o banheiro. Depois voltou apenas com uma cueca preta deitou e me abraçou, mas tirei seu braço de cima de mim sem a menor delicadeza.
- o que foi? Falou se apoiando em seu cotovelo.
- você é cínico ou se finge? Perguntei com toda raiva que cabia em uma pessoa. - não você é hipócrita mesmo. Eu mesma respondi.
- o que foi Emilly? Perguntou ficando com raiva. Eu o fuzilei com os olhos.
- tenho nojo de você. Falei me levantando.
- vai para onde Emilly? Perguntou sem paciência.
- para bem longe de você. A esqueci não posso, sou obrigada a te aturar, mas pelo menos em outro quarto, posso dormir.
- você não vai a lugar algum você vai dormir aqui comigo. Falou alterado
- pede a sua puta para dormir com você. Falei caminhando até a porta, mas ele foi, mas rápido me pegou e jogou na cama.
- falei que você vai dormir aqui caralho então obedeça. Já falei uma vez posso comer quem eu quiser e quando eu quiser, mas você é minha porra é se falei que você vai dormir aqui é porque você vai, entendeu? Não respondi ele apertou meus pulsos. - entendeu Emilly? Falou com raiva.
- entendi. Falei com a voz cortada isso era humilhação demais as lágrimas insistiam em cair. Virei de lado e me cobrir e ele deitou ao meu lado e apagou o abajur. - vou te abraçar e você vai ficar quieta ouviu. Só balancei a cabeça confirmando. Ele me abraçou e logo dormiu, mas eu não demorei muito tempo até conseguir.
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Casamento Forçado
RomanceEle tem tudo que quer. Ela tem que lutar pelo que quer. Ele tem todas que deseja. Ela só quer um que a ame. Ele é um homem burguês. Ela e uma garota humilde. Ele não acredita em amor. Ela que conhecer e sentir o amor. Ele é obsessivo. Ela não. Ele t...
