Já estávamos um tempo na praça. Ficamos em silêncio olhando as luzes da cidade do outro lado do lago a lua refletia na água enquanto as folhas dos ipês caiam.
- e muito lindo aqui, como descobriu essa praça.
- realmente é lindo e me traz paz. Falou com um sorriso. - tava dirigindo sem rumo aí encontrei bem distante de onde moramos né. Falou com um sorriso de lado.
- é... Você pode trazer a mulher que você está Amando aqui ela vá gostar.
- já a trouxe. Meu coração quase parou com o que ele disse como assim ele me trouxe no mesmo lugar que trouxe ela e tava me sentindo tão mal até meu sorriso sumiu com tão revelação.
- hum! Ela gostou? Perguntei torcendo para ele dizer que não.
- sim ela amou. Colocou a mão em meu rosto acariciando. Se aproximou deixando apenas um centímetro de distância. - você e tão linda Emilly. Meu coração faltou pular pela boca. Minha respiração ficou desregulada. Ele acabou com o espaço que tinha e eu o retribui eu queria tanto esse beijo. Paramos o beijo para podermos respirar.
- você não podia ter feito isso. Falei nervosa e me levantando.
- porque não Emilly. Falou segurando a minha mão me fazendo olhar para ele.
- aposto que foi no mesmo lugar que você beijou ela e também disse a mesma coisa ela. Falei gritando.
- foi eu disse isso a ela e também a beijei e sabe de uma coisa foi o melhor beijo da minha vida. Falou rindo.
- você é um idiota. Falei com lágrimas no olhar me soltei dele e comecei a andar, mas sua gargalhada só me deixou com, mas raiva voltei onde ele tava e joguei minha bolsa no chão. Comecei dar vários tapas nele deixando as lágrimas caírem. Como pode brincar com os sentimentos das pessoas desta forma. Quanto mais eu Batia mais ele ria.
- calma Emilly. Falou contendo, mas a risada.
- você e um idiota que só pensa em você. Falei o batendo mais. Ele segurou meu pulso com firmeza, mas sem me machucar me puxou acabando com a distância entre nós e me abraçou.
- a mulher que amo é você Emilly. Do meu jeito errado com minhas atitudes falhas, mas é você que amo Emilly.
Meu coração batia descontrolado faltou ar e meu estômago embrulhou. Como assim a mulher que ele ama sou eu. Fiquei tão perdida com meus pensamentos. Ele com uma de suas mãos levantou meu rosto, fazendo o encarar me perdi naqueles olhos que agora estavam cheios de luz e não, mas na escuridão. - eu te amo Emilly Albuquerque. Falou lentamente para que eu pudesse ouvir sem ter nenhuma dúvida e depois me beijou. Paramos com selinhos e ele me aconchegou em seu peito me abraçando de novo e deu um beijo no topo da minha cabeça.
Depois de um tempo assim ele pegou minha bolsa segurou em minha mão.
- vamos. Vou te levar para casa. Nossa casa.
- Eu prefiro...
- hoje eu preciso de você Emilly. Falou me interrompendo e colocando o dedo indicador em meus lábios, e depois depositou um selinho casto em meus lábios. Se ajeitou em seu banco e deu partida. Fomos o caminho em silêncio ele em vez em quando me olhava, mas eu tava perdida de mais em meus pensamentos, ainda não acreditava que ele tinha se declarado. Ai meu Deus ele me ama, e eu não sei exatamente o que sinto por ele. Sei que gosto dele, mas não sei se é amor ou simplesmente paixão.
- vem meu amor. Falou me tirando do meu mundo. - vamos, entra em nossa casa. Ele falou me puxando.
- Thiago eu...
- depois Emilly. Falou me beijando me levou no colo para o quarto e depositou meu corpo em sua cama macia ao extremo. Voltou a me beijar sem pressa e me acariciava. Horas beijava meu pescoço e outra minha boca. Já estávamos totalmente despidos, entre nós somente nossos, suor. Me penetrava lentamente sem pressa tatuando cada parte do meu corpo com suas mãos e lábios.
- eu te amo Emilly. Falou assim que caiu ao meu lado exausto fiquei em silêncio tentando regularizar minha respiração. - por favor não me deixe só hoje.
- não irei. Falei deitando em seu peito.
- Emilly me promete está aqui quando eu acordar. Falou dando um beijo em minha testa.
- vamos tomar um banho antes o que acha. Falei sentando e olhando por cima do ombro.
- acho uma ótima ideia. Falou com um sorriso malicioso e o olhar cheio de desejos.
Tomamos banho, cheios de beijos em mãos bobas. Fomos para o closet ele colocou uma cueca Boxe preta. Coloquei uma camisola branca quase transparente e curta. Voltamos para cama me aconcheguei em seu peito e fechei os olhos enquanto ele acariciava meu cabelo.
- prometo estar aqui quando você acordar. Ele depositou um beijo em minha cabeça e me puxou, mas para seu peito.
Acordei, mas Thiago não tava na cama. Eu não acredito que ele me fez prometer que eu estaria aqui, mas ele não está, que raiva levantei em pulo da cama, e sai pegando minhas coisas para ir embora quando a porta do banheiro abrir me dando um susto coloquei a mão no peito.
- que susto Thiago.
- desculpa amor Bom dia. Falou me dando um selinho. Quando ele se afastou pude olhar a oitava maravilha do mundo apenas com uma toalha enrolada na cintura deixando as gotas d'água escorrerem sobre seu abdômen definido. Mordi o lábio inferior, deixando pensamentos pecaminosos invadir minha cabeça.
- a Emilly tentei resistir, mas você não colaborou. Falou me jogando na cama me fazendo dar, um grito pelo susto depois tirou sua toalha, jogando a longe e veio para cima de mim como um leão vai em cima de sua caça.
Depois de banhos tomados descemos para tomarmos café. Liara entrou na sala assim que pisamos no último degrau da escada.
- aí meu Deus. Falou colocando as mãos na boca porque estávamos abraçados. Depois começou a bater palmas com euforia.
- menos Liara. Porque não vai procurar um namorado. Falou sério, mas quando viu a cara de Liara caiu na gargalhada e eu o acompanhei.
- bom dia Liara. Falei depois de ter me recuperando da gargalhada.
- bom dia Emilly.
- vai tomar café conosco. Liara? Perguntou Thiago indo para a cozinha e me puxando.
- já tomei café já que já está quase no horário do almoço. Falou debochada. Thiago apenas deu de ombros e corei.
Tomamos café conversando sobre os pais de Thiago que viria no fim do mês e sobre a loja de Liara.
- vou ter que ir preciso tenho que trabalhar. Falou Liara levantando.
- aí meu Deus. Faltei ao trabalho. Falei levantando rápido demais que fiquei tonta e me segurei em Thiago.
- Emilly você tá bem? Perguntou Tiago me ajudando a sentar.
- traz um copo d'água por favor George.
- ela ta pálida, Thiago.
- eu tô vendo caralho. Vou buscar meus documentos e vamos ao hospital.
- não precisa já tô ficando bem foi porque levantei rápido demais.
- Emilly outro dia você não tava se sentindo bem e agora isso vamos ao hospital.
- não precisa Liara já tô bem. Falou bebendo a água que George trouxe.
- vou levá-la para o quarto então trate de descansar irei deixar George cuidando de você. Pois, irei à empresa tenho que resolver umas coisas.
- eu também vou preciso trabalhar. Falei tentando me levantar.
- nada disso apenas fique e descanse. Falou ajudando a ir para o quarto me deitou na cama que agora tava com outra colcha de algodão egípcio. Ele foi para o closet e saiu vestido seu terno.
- se cuida e qualquer coisa chame George. Revirei os olhos. Ele me deu um beijo e saiu. Fiquei em um tédio comecei a mexer no celular. Quando foi meio-dia desci para almoçar.
- Olá Anastácia.
- menina, George falou que você não tava bem. O que está fazendo aqui na cozinha quando devia estar descansado.
- foi apenas uma tontura por ter me levantando rápido demais e já estou bem vim almoçar já que estou com muita fome. Ela apenas riu. Depois de almoçar ajudei Anastácia arrumar a cozinha. Fui para o quarto. Tomei banho, coloquei um vestido curto e de alcinha peguei minha bolsa e desci.
- boa tarde Ricardo será que você pode me levar na casa do meu pai.
- boa tarde senhora. Falou saindo de casa, fiquei em frente a casa o esperando. Mandei uma mensagem para Thiago.
Emilly 13:43
Oi. Tô indo para casa do meu pai.
Thiago 13:45
Sei. Não se esqueça que sei se tudo Emilly. Quando eu sair daqui te busco.
Emilly 13:47
Não precisa se preocupar ficarei hoje lá.
Thiago 13:55
Porque Emilly? A noite de ontem não significou nada para você volta para casa.
Emilly 13:58
Quando você resolver seus problemas. Por enquanto ficamos assim está bom.
Thiago 14:01
está bom Emilly.
Percebi que ele ficou com raiva, mas não posso fazer nada eu não vou aceitar essa situação. Nem percebi que Ricardo já tava na rua do meu pai e logo parou o carro em frente ao prédio.
- obrigado Ricardo. Falei saindo do carro ele só acenou subir para o apartamento do meu pai e me joguei no sofá e liguei a televisão. Fiquei assistindo um filme.
Tava cansada do tédio então fui ver minha mãe o médico disse que nos exames ela pode acordar a qualquer momento. Depois dessa notícia meu coração pula de alegria. Agora estou fazendo o jantar já que são seis e meia. Quando coloco a travessa do arroz no forno para o queijo derreter a campainha toca quado abro sou recebida por um beijo me fazendo esquecer do mundo - tava com saudades amor.
- o que faz aqui.
- vim te vê. Falou entrando e sentando.
- você não e nada folgado né Thiago.
- senta aqui amor. Falou batendo com a mão em sua perna.
- não Thiago meu pai pode chegar a qualquer momento.
- a Emilly por isso quero que volte para casa assim não seríamos interrompidos.
- eu já disse Thiago que quando você resolver seu problema, conversamos sobre isso. Falei voltando para a cozinha e tirando o arroz do forno e colocando em cima do descansa panela em cima da mesa.
- o cheiro está ótimo. Falou me abraçando e esfregando sua ereção em minha bunda.
- pelo amor de Deus Thiago você só pensa nisso.
- e a melhor coisa do mundo minha cara. Eu me resolvi já demitir Alexia e dei meu jeito para ela não me ameaçar mas. Virei para ele.
- e como posso ter certeza. Falei olhando em seus olhos.
- confie em mim. Amanhã, você tira suas conclusões.
- Thiago mesmo que isso seja verdade eu preciso de um tempo a mais, pois uma traição não se esquece assim.
- a Emilly cada hora você inventa uma história. Falou passando a mão em seu cabelo mostrando que tava nervoso.
- Thiago. Eu...
- tudo bem Emilly vou embora e te darei seu tempo. Falou seco. Quando ele ia saindo peguei em sua mão fazendo ele olhar para mim.
- Thiago. Eu... Eu. Falei suspirando. - Eu...
- você o que Emilly.
- é... Nada não. Falei decepcionada comigo. Ele se soltou e saiu com raiva. Fiquei o vendo ir. Por que eu não conseguia dizer o que sinto. Sentei no sofá, peguei umas almofadas e coloquei no rosto abafando meus gritos de raiva.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Casamento Forçado
RomanceEle tem tudo que quer. Ela tem que lutar pelo que quer. Ele tem todas que deseja. Ela só quer um que a ame. Ele é um homem burguês. Ela e uma garota humilde. Ele não acredita em amor. Ela que conhecer e sentir o amor. Ele é obsessivo. Ela não. Ele t...
