Paulo Vitor.
Laura foi tomar um banho enquanto me encarreguei de preparar o café da manhã, bato alguns ovos, e os tempero.
Sempre ouvi meu pai dizer que mesmo que seja um simples omelete se for feito com amor terá um gosto especial... Minha mãe sempre amou os cafés da manhã dele.
-Obrigada, por tudo. -A voz de Laura ecoa atrás de mim.
-Nao precisa agradecer, faria isso quantas vezes necessário. -Respondo virando-me para firá-la.
-O que está preparando?-Pergunta se aproximando.
-Omeletes, mas serão os melhores omeletes que você já comeu.
-Tenho certeza que sim.
Demorou mais alguns minutos e tudo estava pronto, nos sentamos a mesa. Comemos tranquilamente, e percebi que a mulher a minha frente estava mais tranquila que ontem, mais relaxada.
Laura não mereceu passar por tudo isso, contudo passou... Essa é a história dela, unicamente sua, e a mesma precisa determinar certas etapas, e processos. Com tudo de mim quero fazer parte da sua história, e realmente desvendar a cada dia mulher incrível que ela é.
Parece que meu plano de se afastar, ou nunca mais entrar num relacionamento parece ter caído ao chão visto que estou planejando participar da história dela com tanta avidez que me assusta.
-Obrigada por ter ficado.
-Se me agradecer de novo eu juro que vou embora.-Digo fazendo-a rir.
-É que é estranho pra mim isso, quer dizer... É estranho vir de alguém que não é meu amigo. Mas é um estranho bom.
Sorrio. Enquanto comemos conversamos sobre algumas amenidades, afinal creio que não seria o melhor ficar relembrando-a tudo o que aconteceu.
Quando encerramos nossas refeições tratei de lavar a louça enquanto Laura a enxugava. Uma batida na porta interrompe nossos afazeres.
-Deixa que eu vou. -Falo direcionando-me até a porta, abro-a.
-Oi, Paulo, eu já deixei a Maria na escola e vou precisar resolver algumas coisas então se não conseguir buscar ela eu te aviso.-Joyce diz. -Mas de noite consigo ficar com ela.
-Ah tudo bem Joyce, valeu.
-É Paulo.
-Hm?
-Eu gostei dela, acho que dessa vez você está fazendo uma boa escolha. -Fala me fazendo sorrir.
-É Joyce, eu também acho que foi um ótima decisão.
-Vou indo, tchau.
Despeço-me dela, e adentro novamente reencontrando Laura na cozinha.
-Maria está bem?
-Sim, ela foi pra escola só volta de tarde.
-É integral?
-Mais ou menos, três dias por semana sim e aí ela tem algumas aulas extras, mas nos outros dois dias é só aula normal.
-Eu acho lindo o jeito que você a trata.
-Maria é meu bem mais precioso. -Pirragueio.-Pra você tudo bem eu ter uma filha?
Ela arregala um pouco os olhos, surpresa.
-Claro, eu amo a Maria, ela é uma criança maravilhosa.-Responde me fazendo sorrir.
Realmente, eu fiz a escolha certa.
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A Noite Que Nos Conhecemos
RomansaObra registrada! Plágio é crime! Laura Gabriela era a típica mulher destemida e com uma auto estima nas alturas, alguns diziam que por seu peso sua auto estima não deveria ser tão intocável como aparentava ser, mas isso não causava nenhum impacto ao...
