9. A Corrida

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I

Todo mundo resmungou enquanto Ethan ria.

O supermercado ficava uma quadra de distância do prédio de Alyssa, de forma que foram andando, compraram uma tonelada de bebidas e salgadinhos e agora estavam no estacionamento vazio, as sacolas em um canto, dois carrinhos de supermercado diante deles e uma disputa verbal acirrada sobre quem faria par com Alyssa.

O desafio era uma corrida até o poste, uns trinta metros de distância, obviamente que por Alyssa ser a mais leve, ela fornecia uma vantagem para quem fosse carregar o carrinho. De modo que os argumentos para convencer Alyssa a escolher uma dupla eram os mais ridículos.

— Eu lavo o seu banheiro e preparo todas as refeições. — Contra argumentou Dan.

— Isso não é nada, eu deixo você me filmar com algum vestido seu, falando três frases que você escolher e deixo você passar o vídeo no meu casamento. — Respondeu Max.

Alyssa deu um risinho e tocou os dedos de forma maliciosa, como um vilão faria em um desenho animado.

— O orgulho tá indo ladeira abaixo aqui crianças, eu gosto muito. — Ela olhou para Jason, que ainda não tinha dado sua réplica. — E você Jay? O que tá disposto a fazer?

Ele estava muito sério quando se ajoelhou em uma das pernas e estendeu a mão para Alyssa.

— Aly, você quer casar comigo?

Ethan engasgou com o refrigerante enquanto Alyssa e Max se dobravam de tanto rir, Dan estava fazendo sons estranhos enquanto ria, uma pessoa desatena diria que ele estava passando mal.

Jason se levantou com um sorrisinho de canto de boca.

— Vamos lá Aly, esse homem gostoso para sempre. — Disse ele apontando para si mesmo e balançando as sobrancelhas. — Apenas alguns segundos de corrida alucinante.

— Esse é o nome do seu pornô? — Perguntou Alyssa, rindo.

Ela enxugou os olhos lacrimejados. Todos eles, incluindo Ethan, precisaram de algum tempo para se recuperarem.

— Eu não acho justo participar. — Ela apontou para Ethan. — Ele por outro lado, tem mais ou menos o mesmo tamanho e peso de vocês.

Os três se voltaram para ele, avaliando-o criticamente.

— O que? Eu não vou brincar disso. — Retrucou.

— Brincar? — Questionou Jason, ofendido. — Essa é uma tradição sagrada e milenar feita por esse grupo desde que nos libertamos de nossos cativeiros e recebemos o doce sabor da liberdade em nossas veias. — Jason falava enfaticamente.

Poderia muito bem estar recitando Shakespeare.

Alyssa, Dan e Max bateram palmas e assoviaram em ovação exagerada.

— Amém. — Respondeu Max.

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Onde as lágrimas repousam [Concluído]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora