25. Reencontro

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II

— Porra! — Uma voz abafada xingava, com a cabeça abaixada

Tocava o rosto como se verificasse se algo havia quebrado com a joelhada.

— Essa mulher é mais violenta que um animal selvagem. — Disse o homem, que depois riu repentinamente, enquanto erguia-se e massageava a virilha. — Eu gostei dela.

Os olhos de Ethan se arregalaram em descrença, sua se boca abriu, sem que ele percebesse. Seu coração já agitado pela adrenalina, deu solavancos em seu peito, sua expressão transformou-se de surpresa e descrença para ira total. Ethan avançou ameaçadoramente.

— Colin! — Sussurrou Ethan com fúria, enquanto ia para cima do homem, com os punhos cerrados.

Colin, como covarde que era, choramingou, sabendo o que o aguardava e Ethan não o desapontou. Recuou seu punho direito e o lançou no maxilar de Colin, que fez um som engasgado, o homem perdeu o equilíbrio e por pouco, não caiu, apoiou-se na parede e girou, para enfrentar Ethan novamente.

Ethan estava preparado para dar outro soco no bastardo, quando viu que o homem que já chamou de amigo, sorrindo com os dentes ensanguentados. Ethan congelou com o punho no ar, sua mente funcionando furiosamente.

NÃO! Gritou internamente, Alyssa e ele agrediram Colin sem que ele fizesse algo que corroborasse uma legítima defesa. Puta merda! Pensou Ethan, apenas isso já dava o suficiente para Colin colocá-lo na prisão novamente. Como não era réu primário, ele certamente iria preso por agressão.

— O que você quer aqui? — Perguntou Ethan, na defensiva.

Tentava controlar cada grama do seu corpo que gritava para transformar o rosto daquele filho de uma puta em uma massa disforme.

Embora suasse por cara poro em seu corpo, Colin parecia tentava manter a aparência descontraída.

— Estava com saudades? — Brincou ele.

Ethan cruzou os braços, uma mensagem clara, fale a merda que você quer e depois se mande.

— Na verdade eu preciso conversar com você, urgentemente.

— Me deixe adivinhar, quando eu mandar você pro inferno, sua próxima frase será "ou eu dou parte de você por agressão"? — Ethan ergueu uma sobrancelha.

Conhecia o covarde que Colin era, como todos os outros. Infelizmente conheci tarde demais. Mas não vou repetir esse erro.

— O que? Não! — Colin suspirou. — Eu entendo porque você pensa isso, afinal, depois de tudo o que fizemos contra você... — Ele pôs a mão na nuca, desviando o olhar, havia pesar em seu tom de voz.

Ira continuou fervendo em Ethan. Pesar? Como se tivesse arrependido? Nem no inferno.

— O-que-você-quer? — Ethan perguntou pausada e ameaçadoramente cada palavra.

Tentava contabilizar o tempo que levaria para finalmente perder o controle.

— Eee-eu sinto muito por tudo que fiz parte. — Gaguejou ele, falando apressadamente com as mãos erguidas em sinal de rendição e proteção. — Eu nunca quis participar daquilo...

— Mas também nunca fez algo para impedir. — Cotou Ethan, secamente.

— Sim. Eu sou um covarde. — Colin esfregou o rosto em clara frustração, sem se dar conta de que espalhava pelo rosto o sangue que escorria de sua boca.

Ethan o avaliou. Colin sempre fora o rato de computador do grupo, era formado em T.I, e quando Ethan fundou a empresa, Colin ficou encarregado pela administração de banco de dados. Um setor importante para uma empresa, ele tinha acesso a todas as informações que circulava, basicamente, se tudo aquilo aconteceu, foi porque ele foi o primeiro a permitir.

Onde as lágrimas repousam [Concluído]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora