Fifty

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eu não ia voltar, mas voltei.

quero trinta comentários!

Boa leitura!

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Carol estava agachada no chão do banheiro, mas não chegava estar sentada pois eu sei que ela tem 'nojinho. Eu segurava o cabelo dela em um rabo de cavalo, enquanto olhava o Felipe dar voltas no banheiro.

— Acabou?– perguntei baixinho.

— Sim. Só estou vendo se vai voltar.

— Ok, eu espero.– fiquei tentando achar algo interessante pra olhar naquele banheiro, mas não tinha nada de interessante alí, vai ver é porque é um banheiro. Eu só não queria olhar pro vômito da Carol.

— Não vai voltar, eu acho.– ela se levantou devagar e eu soltei seu cabelo.

Ela deu descarga e saiu da cabine, fui atrás dela. Ela lavou a boca e as mãos, entreguei uma bala de menta que eu tinha no bolso, e ela aceitou.

— Será que foi algo que você comeu?– perguntei olhando para ela.

— Não sei. Acho que foi porque alguém me comeu.– ela deu um sorriso fraco.

— Não entendi.– perguntei confusa.

— Não é nada. Preciso ir na farmácia comprar um remédio, enquanto isso você pode dar uma volta com o Lipe.

— Ok. Lipe, vamos ao parquinho?– o menino olhou para mim e arregalou os olhos.

— Parquinho? Vamos logo!– ele correu até mim e começou a puxar a minha mão.

— Te encontro no parquinho depois.– ela me deu um selinho rápido e eu saí do banheiro.

C.

Logo depois que Dayane saiu do banheiro, eu peguei meu celular e disquei o número da minha mãe. Depois de três toques ela atendeu.

— "Oi, filha. O que foi?"

— "Mãe, que remédio é bom para vômito?"– saí do banheiro e comecei a caminhar a procura de alguma farmácia.

"Por que? Está mal, amor?"

— "Sim. E não é a primeira vez nesse mês. Vomitei quase o mês todo, mas tentei deixar pra lá, mas agora estou ficando preocupada."

— "O que está sentindo?"

— "Dor de cabeça, enjôos e um pequeno detalhe de nada."

— Que detalhe, Caroline?"– engoli a seco

"Minha menstruação tá atrasada."

— "Você tá grávida."

— "Isso foi uma pergunta?"

— "Foi uma afirmação, imbecil! Vai comprar um teste de gravidez, garota. Aí caralho, viu"– eu teria rido se não fosse sério.

— "Ok, já estou já farmácia. Qual é o melhor?"

— "Compra todos se for possível. Faz dois testes agora e o resto em casa. Tenho que ir, se o resultado for negativo nem me ligue. Vou estar esperando a ligação."

— "Como pode ter certeza que vai dar positivo?"

— "Intuição de mãe. Achei que já tinha a sua."

— "Eu também tenho certeza que vai dar positivo. Que merda!"– fui colocando todos os testes de gravidez na minha cestinha.

"Não queria um bebê, filha?"

— "Agora não, mas tudo bem. A Day vai endoidar."

— "Ela não quer um filho?"

— "Ela me pede um filho todo santo dia!"– fui até o caixa e coloquei a cesta em cima do balcão. A moça que estava no caixa passou tudo para mim e eu tirei o cartão da Day do bolso e dei para a moça passar. Coloquei a senha do cartão na maquininha e a mulher me entregou a sacola com os testes. Enquanto isso, minha mãe falava na minha orelha como ter um segundo filho era maravilhoso e coisas do tipo.— "Mãe, eu já entendi! Tenho que ir. Vou dar um jeito de esconder essas coisas no carro."

— "Sua grossa!"

— "Se eu tivesse ia ser grande também."

— "Mas aí você não tem e deixou isso para a Dayane."

— "Andou vendo minha namorada pelada?"

— "E é do jeito que eu falei?"

— "Não vou falar"

— "Se não quer responder é porque é! Sua florzinha tá bem?"

— "Mãe, você vai ia sair?"

— "Aí é mesmo! Ai Caroline, você fica me ligando."– dei risada quando ela desligou a ligação.

Entrei no estacionamento e comecei a procurar o carro da Dayane. Quando achei, abri a porta de trás e coloquei a sacolinha em uma bolsa que estava alí dentro.

Voltei para dentro do shopping e fui até o parquinho que falei que encontraria Dayane. Vi ela de mãos dadas com o nosso filho.

Acenei para ela quando ela olhou em minha direção, ela sorriu e acenou de volta. Ela me chamou com a mão e eu fui até ela.

— Comprou?

— Sim. Já estavam indo embora?

— Não, estávamos procurando um lugar pra sentar. Tô cansada já.

— Pode ir, eu brinco com o Lipe.– ela me deu um selinho demorado e saiu a procura de um banco. Felipe me puxou pela mão, me levando para um brinquedo.

coisa raraOnde histórias criam vida. Descubra agora