Harry e Liam não me deixaram em paz durante o trajeto de meu flat até a casa de Styles. Música após música, me fizeram cantar com eles vários sucessos da One Direction. Como não sabíamos se os outros garotos queriam comprar alguma coisa específica, deixamos para ir no mercado todos juntos. Péssima idéia.
Eu esperava encontrar a casa de Harry bagunçada como havíamos deixado nas noites anteriores, mas é óbvio que ele tinha alguém para cuidar dos afazeres domésticos, pois o ambiente estava imaculadamente limpo e organizado quando chegamos. Óbvio, Thamara! O garoto é milionário, claro que ele tem funcionários para cuidar das roupas, da grama, da piscina, de tudo.
Era incrível como aquele lugar já me soava familiar. Parece que até o cheiro estava presente em minhas memórias de infância, mesmo tendo conhecido aquela casa a poucos dias. Harry me pegou desprevenida enquanto eu fungava na sala, de olhos fechados, me abraçando pela cintura e me girando no lugar.
– Então! Como você tá agora? – Ele tirou uma das mechas de meu cabelo que insistia em cair no rosto como havia feito na noite em que me roubou um beijo.
– What? – Eu me assustei com o abraço – Ah! Eu tô bem... É coisa de momento, foi susto de momento. E eu sou meio bipolar também – Dei com os ombros.
– E quem não é hoje em dia? – Liam passou por nós, pulando por cima do encosto do sofá para se sentar – Bóra assistir um pouco de televisão enquanto os garotos não chegam!
– Hmm, acho que não agora. Tô morrendo de fome! – Harry me soltou para tirar a camisa que usava por cima de uma regata branca. Mexeu no cabelo como de costume e colocou um boné que encontrou sob o aparador ao lado da mesa de jantar – Vocês querem comer alguma coisa?
– Eu acho que eu aceito. – Acenei com a cabeça, indo me sentar ao lado de Liam, que por sua vez passou o braço pelo meu ombro e me puxou para mais perto dele – Não sei se é fome, mas tô com vontade de comer.
– Isso é ansiedade, mocinha! Saudade do ruivo! – Liam comentou enquanto trocava os canais da televisão rapidamente.
– Ele ainda não mandou nenhuma mensagem? – Harry perguntou da cozinha, enquanto vasculhava a geladeira.
– Não – Respondi rapidamente, mas aproveitei para checar o celular que estava em meu bolso – Zero mensagens, ele deve estar voando ainda. Ai pera, chegou uma!
– Opa, vê aí! Deve ser ele – Liam bateu palmas, animado. Às vezes ele parecia tão posh que me fazia rir.
Sua puta, que horas você vai me buscar amanhã? Odeio gente atrasada. Trabalhar na coisa da festa pra mim também, mereço. JENNY
– Affffff! – Suspirei, segurando o riso – É a vaca da Jenny, querendo saber se vou buscar ela. Já deve estar no aeroporto pronta pra embarcar.
– O que ela disse? – Liam estava curioso, tentando interpretar as palavras escritas em português na tela de meu celular.
– Perguntou que horas vou chegar. Um doce de pessoa. – Suspirei de novo, erguendo os braços como quem lamenta.
– Ironia? – Harry se jogou do nosso lado, a voz embargada porque estava com uma colher na boca. Em uma das mãos, segurava um pote de sorvete. Na outra, talheres e três garrafas de cerveja.
– Mais ou menos. Ela é gente boa pra caralho – Expliquei – Mas o jeito que a gente se comunica pode parecer grosseiro pros outros. Eu entendo porque também falo assim.
– Eita! Tô achando que ela vai se dar melhor com o Louis do que com o Niall, ein? – Liam fez menção de pegar um dos talheres da mão de Harry, passando o braço à minha frente enquanto eu digitava a mensagem de resposta, mas deu um grito e deixou cair algo metálico em meu colo – AH! COLHER!
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Evergreen
Hayran Kurgu"Era uma vez uma cidade cheia de cor, um ano cheio de promessas e uma garota com uma mochila cheia de sonhos. A cidade? Londres. O ano? 2014. E a garota? Sou eu. Para mim, uma garota brasileira, viver no Reino Unido é como morar em um lugar onde as...
