Pov Maxon
Tratar a America daquele jeito foi a coisa mais difícil que já tive que fazer em toda a minha vida, mas ser mal educado com ela era o único jeito que mantê-la longe de mim. Era o único jeito de mantê-la segura e feliz. Mesmo que isso me custasse tudo.
--Eu posso saber por que a minha amiga saiu daquele jeito da biblioteca? -Marlee me parou no meio do corredor ao final da última aula.- E onde ela está?
--Não sei do que está falando Marlee, esbarrei com a America e foi só isso. -eu respondi tentando me afastar dela, mas ela não deixou.
--Não minta para mim, Maxon Schreave. -ela disse bem furiosa.- Minha amiga só ficaria naquele estado por um único motivo e esse motivo é você. Então é melhor me contar o que é que está acontecendo?
--Já disse que não sei do que está falando. -falei olhando para ela.- Agora se me dá licença.
--Não eu não dou. Ou você me conta o que aconteceu ou eu vou começar a gritar.
--Esta bem, Marlee. -eu disse para que ela não gritasse.- Eu esbarrei com a America na biblioteca e fui grosso com ela, só isso nada mais.
Antes que ela pudesse me dar uma bronca pelo que tinha feito e me deixar pior do que eu já estava, sai da universidade e fui até o meu carro.
Sai do estacionamento e fui dirigindo até o mercado que ficava no próximo quarteirão, fiz as compras que eu tinha que fazer e voltei para o carro.
Estava dirigindo em direção a minha casa quando meu celular tocou e olhei para o lado, era meu pai então nem liguei.
Quando voltei a olhar para frente um pessoa surgiu do nada e eu não tive tempo de frear, acabei atropelando a pessoa.
Parei o carro e desci para vem quem eu tinha atropelado. Assim que eu percebi que era a América entrei em desesperou. Ela não podia morrer, não por minha culpa.
Eu estava tão perdido pelo que tinha acontecido que não conseguia raciocinar direito, eu nem sequer sabia quem tinha chamado a ambulância, quando dei por mim os paramédicos já estava socorrendo a America.
--Para qual hospital vocês iram levá-la? -eu perguntei a um dos paramédicos.
--Foi você que atropelou ela? -eu respondi que sim.- Chicago Hospital.
--Obrigado, estarei lá em breve.
Eles colocaram a maca dela dentro da ambulância e partiram. Eu respirei fundo e me acalmei não poderia dirigir assim. Já com a cabeça no lugar, entrei no meu carro e parti em direção ao hospital.
Quando cheguei no hospital fui informado que tinham levado ela para as primeiras avaliações e que eu tinha que esperar por informações.
Foram horas de espera e muito nervosismo até que um médico finalmente veio falar comigo.
--Você é o homem que atropelou a senhorita Singer? -eu tinha dado as informações dela assim que cheguei.
--Sou eu sim, Doutor. -respondi todo sincero.- Como ela está?
--Até onde podemos avaliar ela está bem. -o médico disse para mim.- Mas ela bateu a cabeça com muito força e está com um grande inchaço no cérebro, pois isso decidimos colocar ela em coma. Preciso saber se ela tem família aqui na cidade?
--Não, eles moram em outro país. Mas eu ficarei responsável por ela. O hospital já tem todos os meus dados, estarei a disposição.
--Que bom. -o médico disse.- Mas é melhor você ir para sua casa, não há nada que possa fazer aqui por enquanto. Qualquer novidade mandarei te avisar.
--Agradeço.
Ele estava certo, na havia nada que eu pudesse fazer, então fui para a minha casa, para descansar. Amanhã será um longo dia naquele hospital e tinha que avisar a Marlee do que tinha acontecido.
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Partir Mil Vezes
FanfictionAmérica é uma garota linda, carismática e inteligente que mora no Canadá. Para poder realizar seu sonho de se tornar uma musicista maravilhosa ela e seu namorado Aspen se mudam para Chicago, para que América possa entrar na Universidade de Música e...