Capítulo 18

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     Pov América

   Fiquei no hospital por mais três dias, fazendo exames para ver se estava tudo certo e de acordo com o médico eu estava bem, mas ele não conseguia explicar o motivo de eu não me lembrar do Maxon.

   Marlee me convenceu a ficar na casa dela até que eu estivesse totalmente recuperada. E ela também não iria me deixar ficar sozinha na minha própria casa.

    --Sua casa é tão aconchegante. -falei depois que entramos na casa.

    --Tinha me esquecido que você nunca veio aqui antes. -ela disse colocando minha bolsa no chão.- Mas sinta-se a vontade, agora a casa também é sua.

   --Agradeço muito por tudo minha amiga. -falei para ele.- Será que posso ir para o meu quarto, estou meio cansada.

   --Claro que sim. -ela disse.- Andar de cima, primeira porta a direita no final do corredor. Vou pedir algo para comermos. Se importa se for Pizza?

   --Nem um pouco. Será que pode pedir de brócolis para mim?

    --Posso sim, agora vai lá descansar. Se precisar tomar um banho, as toalhas já estão no banheiro.

    --Pode deixar que eu me acho lá em cima, posso me virar sozinha. E muito obrigada novamente.

    Ela sorriu e foi em direção a cozinha. Peguei minha bolsa e subi para o outro andar. Achei o quarto bem rapidamente e entrei. O local era bem grande e era bem confortável.

    Joguei minha bolsa em um canto e depois me joguei em cima da cama, acabei adormecendo, acredito que por causa dos remédios que estou tomando.

    Quando acordei o sol já tinha se posto. Peguei umas roupas limpas e fui tomar banho. Assim que sai do chuveiro, desci e senti um cheiro de pizza vindo da cozinha.

    --Acabaram de chegar, vamos comer vendo um filme bem chichê? -ela perguntou e eu concordei.- Pensei em Dançarina Imperfeita.

   --Pode ser. Vamos lá na sala, porque estou faminta.

    Pegamos o refrigerante e as pizzas, levamos para a sala e colocamos o filme da Netflix para assistir.

     O tempo foi passando e quando dei por mim um mês já tinha se passado. Eu voltei a faculdade, mas ainda não podia voltar para o trabalho.

    Vi Maxon algumas vezes nos corredores, mas ele apenas me cumprimentava com a cabeça e seguia seu caminho.

    Depois de todo esse tempo na casa da Marlee, percebi que não queria mais ficar sozinha, então me mudei de vez para casa dela para morarmos juntas.

    --Hoje é o grande dia. -falou a Marlee enquanto saíamos para ir para a faculdade.

   --Grande dia? -não tinha entendido  o que ela estava dizendo.

    --Nossa confraternização de final de ano. -ela falou e eu me lembrei.- Quando a noite acabar, estaremos de férias.

    --Graças a Deus. -falei levantando a mão para o céu.

    Entramos no carro da Marlee e fomos para a faculdade. Chegando lá, todos estavam bem eufóricos para o último dia, principalmente aqueles que iria se formar na próxima sexta.

    Fui até meu armário, peguei meus livros e um trabalho que precisava entregar.

    A noite passou super rápido e logo já era hora da confraternização. Ajudei a arrumar tudo e depois da última aula fomos comemorar que nosso primeiro dos quatro anos tinham chegado ao fim.

    --Você é muito ruim em contar piadas Carter. -falei para um garoto que pertencia a uma outra classe.- Vou ao banheiro, mas já volto.

    Saí e fui em direção ao banheiro, que por incrível que pareça estava vazio.

    Quando saí, escutei uma discussão, foi sem querer. Mas quando estava saindo, escutei meu nome no meio da conversa e decidi ouvir a conversa.

    --Pensei que eu tivesse deixado bem claro que não era para se aproximar daquela menina. -falou um homem para o Maxon.

    --O nome dela é América. -Maxon disse com veemência.- Eu só fiz com a America o que teria feito com qualquer pessoa. Eu atropelei ela e prestei socorro, foi apenas isso.

    --Acho bom que seja apenas isso mesmo, se não você já sabe o que vai acontecer com sua amiguinha. -o homem disse e senti uma arrepio.

     --Como o senhor desejar meu pai. -então muita coisa fez sentido. Aquele homem era pai do Maxon.

     O homem saiu e Maxon encostou a cabeça na parede, como se quisesse esconder algo muito importante.

     Me virei e voltei para a sala de aula, onde estava acontecendo a nossa festinha, pois já ia começar o amigo secreto.

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