Capítulo 49

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     Pov Maxon

    América não precisou ligar para a minha mãe, pois ela chegou no dia seguinte, bem cedo no hospital e até viu nós dois dormindo juntos na mesma cama.

    Os policiais foram até o hospital para pegar meu depoimento e eu contei para eles tudo o que tinha acontecido, não emiti nenhuma informação. Assim como eu sei que nenhum dos outros fez. Eles contaram a verdade e eu também contei.

    Fiquei duas semana internado no hospital, o que foi bom, pois a liberação do corpo do meu pai para ser levado para os Estados Unidos levou um mês. Tivemos que ficar em Berna até que tudo estivesse resolvido.

     Depois deste período, fomos para casa no avião particular da nossa família, todos nós juntos.

    Meu pai seria enterrado dois dias depois de nosso retorno a Chicago, para que tudo ficasse como ele queria em seu testamento.

    Os amigos, sócios e pessoas importantes da América que conheciam o meu pai apareceram no funeral e acompanharam o cortejo até o cemitério.

   Os repórteres estavam em todos os lugares e queriam saber o que tinha realmente acontecido em Berna, mas não divulgamos nada. Para proteger a todos nós e nossa privacidade.

    Depois de todo o processo do enterro e de uma cerimônia na universidade, voltei para a casa da minha mãe, já que meu apartamento tinha sido vendido.

    América aceitou vir passar a noite na minha casa. Essa vai ser a primeira vez que ficaremos sozinhos já que a minha mãe iria ficar na casa de uma amiga dela, então teríamos a casa somente para nós.

   --É muito estranho entrar aqui e não ter o espírito negativo e assustador do meu pai. -eu comentei, depois que a America me ajudou a sentar no sofá, afinal ainda estou de recuperação.

   --O ambiente até parece ter outro designer. -ela respondeu, se jogando ao meu lado.- Parece estar mais claro e mais colorido.

   --E mais leve. -disse, concordando com ela.- Tudo mudou tão rápido não é mesmo. Eu ainda não consegui processar tudo que aconteceu.

   --Eu também não. -ela disse séria.- Em um momento ele estava nos ameaçando e no outro ele estava morto. Estranho pensar que nunca mais teremos que sentir o medo do seu pai.

    --Sentir essa liberdade é maravilhoso, eu tenho que admitir. -falei para ela sorrindo.- Mas o melhor sentimento é o de estar com você finalmente depois de todos esses anos.

   --Nisso eu vou ter que concordar com você. -ela sorriu para mim, com aquele sorriso lindo que só ela tem.- É tão bom poder namorar você sem medo de que seu pai possa nos separar de novo.

   --Namorar? -perguntei surpreso com essa afirmação.- Então quer dizer que você está namorando comigo?

   --Achei que depois de um mês inteiro juntos isso já tinha ficado bem claro, não ficou? -eu neguei em resposta a sua pergunta.- Então agora eu vou deixar o mais claro possível. Maxon Schreave, você não pediu, mas eu aceito namorar você.

   --Então acho que a hora de entregar isso aqui, finalmente chegou. -eu peguei uma caixinha que estava no bolso da minha calça.- Quer namorar comigo oficialmente?

   --Vai ser o maior prazer. -eu peguei o anel de compromisso e  coloquei no dedo dela.

    --Agora todos saberão que você é minha namorada e que nenhum outro homem poderá dar em cima de você.

   --Eles podem dar em cima de mim o quanto quiserem, só tenho olhos e coração para você.

   Ela subiu no meu colo e começou a me beijar, de um modo bem romântico, mas ela acidentalmente bateu a mão no local do ferimento e eu soltei um gemido de dor.

   --Me desculpe, esqueci completamente. -ela falou, mas não saiu de cima de mim.- Maxon, como vai ser agora?

    --Vai ocorrer alguns trâmites para que eu e você assumamos a presidência. -eu expliquei para ela.- Os bens no testamento só poderam ser lidos depois que os casos que meu pai está sendo acusando forem encerrados.

   --Mas a sua família terá que responder por esses casos? -América perguntou.

   --Se ele for condenado, sim, teremos. -eu respondi.- Mas ainda bem que a Lucy colocou as universidades no nosso nome.

   --Ainda não me acostumei com essa notícia, parece tão surreal.

   --Então se acostume, pois você agora é dona das universidades, junto comigo. -eu dei um beijo nela.

   --Isso quer dizer que serei rica? -ela perguntou, sorrindo com irônia.

   --Bastante. -ela deu pulinhos no meu colo e bateu palma de felicidade.- Adoro ver você não feliz.

   --É essa sensação de estar com você que me deixar assim. -então ela ficou em silêncio de repente.- Me promete uma coisa?

   --O que você quiser. -eu estava olhando no fundo dos olhos dela.

   --Me promete que você nunca mais irá me deixar? -ela falou e seus olhos brilhavam, como se ela fosse chorar- Não importa o que aconteça? Não vou suportar viver sem você, não de novo.

   --Sim, eu prometo. -então ela me beijou de novo.

   Nosso beijo era como se estivéssemos famintos um do outro e se formos parar para pensar, depois de todos esses anos, estavamos mesmo.

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