A agente aperta os dedos em torno da pistola. O couro da luva rangeu levemente, abafando o som da respiração ritmada atrás da máscara.
Estava escuro, só a baixa iluminação do corredor comprido tornava capaz de ver a silhueta.
Ela caminhava firme, silenciosa. Um passo de cada vez. As botas mal tocavam no chão. Mas se alguém ouvisse, não teria tempo de reagir.
Dois agentes da HYDRA observavam tudo pelas câmeras hackeadas, numa sala cheia de telas. Não diziam nada, os olhos apenas acompanhavam os movimentos da arma.
– Alvo na zona três – disse um deles. – Movimento detectado.
Emily inclinou o rosto. viu a sombra se mover atrás da porta. Respirou fundo. O calor que subia pela coluna avisava: a energia estava ali, querendo sair.
Mas não era hora de usar o fogo. Ainda não.
Ela encostou a mão na maçaneta. A pele formigava. Se afastou alguns passos e foi como se um clique trouxesse o foco de volta.
Três. Dois. Um.
A porta foi arrombada com um chute seco. Antes que o homem à frente pudesse sacar a arma ela já estavam em cima dele. Um soco no queixo, uma rasteira e o corpo desabou sem som.
Outro correu de dentro da sala. Ela girou, mirando a pistola com precisão milimétrica. Um tiro no ombro, outro na perna e o terceiro foi no peito. Encerrando.
A agente ficou parada por um segundo. Observando o corpo. O sangue escorria rápido.
– Setor limpo – avisou, apertando o comunicador no pescoço. A voz saiu firme. Quase sem emoção.
Uma pausa. Do outro lado da linha, a voz metálica respondeu:
– Siga ao próximo andar. E lembre-se, Cygnea... não queremos prisioneiros.
Ela engoliu em seco. Claro que não queriam
Seguiu pelo corredor. O calor dentro dela começava a se agitar de novo, o fogo pedindo espaço, querendo sair. Mas Emily sabia controlar. Quase sempre.
"Oscilação térmica em ascensão."
A frase foi dita baixo, mas o suficiente para silenciar momentaneamente a sala iluminada por telas.
Gráficos dançavam. A energia dela era monitorada em tempo real: respiração acelerada, batimentos em leve escala, temperatura nos punhos se elevando.
– Ela está mantendo o foco – afirmou um dos cientistas, embora soasse mais como uma torcida do que uma constatação. – Até agora nenhum vazamento.
Na outra base, Emily mantinha a mão direita próxima à parede enquanto avançava. O calor pulsava em ondas sutis, aquecendo o metal sem derretê-lo – sinal de que ainda havia controle.
"Nível de foco neurológico estabilizado."
– Ainda duvidam do que eu criei? – disse uma voz grave, cortando o ar.
O homem de terno cruzou a sala sem olhar para os lados, como se tudo ali estivesse sob seu comando mesmo sem precisar se impor.
VOCÊ ESTÁ LENDO
THE AVENGER (PAUSADO)
AksiToda história tem um começo, um meio e um fim. Esta é a de Emily Swann - uma jovem agente da HYDRA que passou a vida inteira esperando pelo seu. Emily nunca teve a chance de ser uma adolescente comum. Enquanto outras meninas se preocupavam com prova...
