O serial killer faz mais uma vítima. Kemal Aslan, investigador da polícia, segue determinado a solucionar o caso. Enquanto isso, Ayla Nehir decide fazer as pazes com o passado retornando às origens. Três destinos que se cruzam. Três vidas sujeitas à...
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Kemal
Três semanas. Estavam oficialmente comprometidos há três semanas e ele não conseguira passar um mísero momento a sós com Ayla.
A não ser por alguns beijos trocados quando se encontravam e se despediam nas visitas de toda noite desde que firmaram o noivado, ele não conseguira nenhum contato maior entre os dois. Parecia uma piada de mau gosto, mas, era real.
Na noite do compromisso, tinha ido à casa de Nene munido de flores e chocolates, conforme Zafer orientara. Na presença de alguns membros do conselho, entregara a Ayla o conjunto de anel e o cordão com pingente delicado em ouro, que providenciara como presente. Logo após, ambos tinham recebido de Nene as alianças de cobre que usariam até a cerimônia onde se uniriam permanentemente.
Ouvira em silêncio enquanto Zafer oficializava o compromisso. Ele reforçara a importância da liberdade de escolha entre os parceiros, mas enfatizara o peso do respeito entre o casal, justamente por se escolherem de livre e espontânea vontade.
-Entre esse grupo de ciganos, não há casamentos forçados...nem namoros longos! Vocês se escolheram?- perguntara incisivo, aguardando a resposta dele e de Ayla.
Trocando olhares divertidos e nervosos, tinham respondido que sim. Nene fizera um discurso emocionado sobre a beleza de vê-los juntos, mas pedira que tudo mais seguisse a tradição: os dois se casariam dentro de um mês. Exatamente dali há uma semana.
Ela recebera das mulheres mais velhas orientações para que se mantivesse pura até que o casamento acontecesse. E ele fizera uma promessa de que respeitaria o acordo, dando sua palavra de honra.
Só que ninguém podia imaginar o quanto vinha sendo difícil manter a promessa, já que Ayla não perdia a chance de provocá-lo. Agora, sentado na cozinha, tentava acompanhar a fala dela sobre a instalação do mobiliário novo no quarto onde dormiriam. Tinham decidido ficar ali, junto da avó. Amavam demais Nene e não queriam deixá-la sozinha.
Kemal contratara uma equipe para algumas pequenas reformas que já tinham acontecido e se mudaria logo após o casamento. Ouviu quando ela finalizou o que dizia. Algo sobre 'a nossa cama'. Chega...'- pensou. Ela já o torturara o bastante.
Sentada numa cadeira à sua frente, ela usava uma calça legging confortável. O blusão em tricô fino de tom salmon caía por um dos ombros, deixando ver a pele aveludada que ele tinha vontade de beijar, até chegar no ponto onde o tecido leve marcava os mamilos. Dava pra ver que não usava sutiã. Seus olhos mal conseguiam focar o rosto lindo. Sua mente se mantinha em algum lugar entre a noite de Milão e a outra noite no bosque.
Aproximando a cabeça do peito de Ayla, buscou aconchego no colo macio, enquanto aspirava o perfume gostoso que vinha do corpo feminino.
Ayla
Um sorriso enternecido se abriu em seu rosto assim que ele se recostou. Ele estava completamente enfeitiçado, a cabeça repousando sobre seus seios. Aconchegando-o, acariciou a barba e beijou a testa de Kemal. Suspirou cheia de desejo, consciente de que não apenas o vinha torturando nesses últimos dias, mas também a si mesma.
- Amor! Você ouviu o que eu te falei?- a respiração pesada antecedeu a resposta.
- Ayla...- uma lamúria escapou da garganta rouca- eu quero ficar com você. Agora!- puxando sua mão, colocou-a sobre a calça onde se via o volume pressionando o tecido grosso. - Você sabe que tem sido cruel comigo, não é?
Ela nem pensou em retirar a mão. Sentia a palma queimando, uma vontade imensa de pressionar a evidência do desejo que pulsava entre seus dedos. Cedendo à vontade, beijou a boca que procurou a sua. Um fogo subiu por seu corpo quando as mãos grandes se enfiaram por baixo de sua blusa, ladeando a lateral de seus flancos, até alcançarem os seios nus.
Estavam sozinhos em casa. Nene tinha saído para a noite do carteado na casa de uma das amigas. Narin, que ficara para fazer-lhe companhia a pedido da avó, se fora dando uma risadinha maliciosa assim que o carro de Kemal parara em frente à casa, alegando um compromisso inadiável. Pelos seus cálculos, tinham tempo suficiente para saciarem um pouco da vontade que os consumia.
- Kemal...vamos para o quarto. – abriu os olhos, apreciando a visão linda do homem apaixonado à sua frente.
- Nene?- ele perguntou.
-Ela não vai voltar agora. Temos um tempo só pra nós.
- Certeza, ask? Eu não aguento mais ser interrompido sempre que estamos prestes a...
- Dessa vez nada vai nos impedir, amor...- antes que finalizasse, viu-se agarrada e erguida pelos braços fortes.