O serial killer faz mais uma vítima. Kemal Aslan, investigador da polícia, segue determinado a solucionar o caso. Enquanto isso, Ayla Nehir decide fazer as pazes com o passado retornando às origens. Três destinos que se cruzam. Três vidas sujeitas à...
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KEMAL
O som de um alarme disparado fez com que despertasse. Alçando o tronco, alcançou o relógio próximo ao abajur. Quase 3 da manhã. Caíra num sono profundo depois que eles tinham feito amor. Um sorriso desenhou-se no canto de sua boca. Agora ela era sua mulher. Totalmente. Tirou a perna que ainda estava repousada sobre o quadril arredondado e aspirou o perfume delicioso no pescoço de Ayla. Ela continuava adormecida, o rosto encoberto por uma nuvem de cabelos escuros, a boca entreaberta ainda entumecida pelos seus beijos.
Sentiu de novo o desejo despertar. Gostaria de continuar ali, colado no corpo perfeito de sua noiva, mas, ainda não seria possível. Num esforço imenso, levantou-se, imaginando se Nene não teria feito caso do seu carro estacionado em frente à casa, ou se simplesmente não fizera caso do que eles tinham feito, antecipando a noite de núpcias. Franziu o cenho ao imaginar o sermão que provavelmente ouviriam. Nene o adorava, mas, com certeza, não deixaria barato.
Foi ao banheiro e vestiu-se. Ao voltar, viu quando ela abriu os olhos, surpresa por vê-lo de pé.
- Kemal...- abriu um sorriso doce, estendendo os braços e chamando-o de volta para a cama.
A visão tentadora dos mamilos rosados e do ventre macio quase fez com que desistisse da ideia de ir.
- Eu ainda não posso amanhecer o dia ao seu lado, posso, mulher?- sentou-se na beira da cama, abaixando-se para beijá-la.
Um gemido de frustração foi a resposta que obteve.
- Você não acha que é um preço insignificante a ser pago pela delícia que foi essa nossa travessura, amor? - divertido, viu um beicinho surgindo na boca encantadora. Puxando-a pela mão, fez com que se levantasse da cama, suas mãos grandes espalmadas no traseiro redondo, aproximando seus corpos - Vamos comigo até a porta e, se encontrarmos Nene, apanhamos juntos.
Riram da possibilidade. Ela foi até o guarda-roupa e vestiu um pijama simples. Ele ergueu do chão a camisola delicada, depositando-a sobre a cama. Viu, no forro claro, uma pequena mancha vermelha. Ao se virar, deparou-se com o rosto corado da noiva. Acariciou o cabelo macio, enquanto perguntava:
- Benim hayatim...você está bem? Eu tentei não te machucar...- seu olhar preocupado voltou-se para a cama- parece que não consegui.
Ela o silenciou com um beijo.
-Um pouco dolorida, mas...foi tudo lindo, Kemal.- abraçou-o forte.- Eu estou muito feliz por ter esperado por você.
Ela cobriu a mancha e, destrancando a porta, sinalizou que a passagem estava livre. Andaram pelo corredor abafando o riso, o inusitado da situação fazendo com que se sentissem dois adolescentes encontrando-se às escondidas e não um casal adulto, prestes a se casar.
Na porta, se despediram.
- Uma semana...- ela sussurrou, a voz rouca causando uma excitação gostosa – só mais alguns dias e eu vou poder fazer amor com você quando o dia amanhecer, também. - depositou um selinho suave sobre sua boca, alisando seu queixo com a ponta dos dedos.