Capitulo 27

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Camila


Quando nos despedimos de Rafa e Davi, os dois nos olharam com um sorrisinho presunçoso no rosto. Ela sabia que eu ainda estava de rolo com Miguel, mas também sabia que não era nada sério e que eu gostava mesmo era de Shawn, mas concordava que eu não deveria baixar a guarda tão facilmente. Em sua opinião, ele tinha que me assumir completamente, antes de eu confessar que só estava curtindo com o Miguel.
— Amanhã eu mando alguém vir trocar o pneu e levá- lo para sua casa — Shawn falou quando chegamos em frente ao meu carro e eu apenas concordei. Demos mais alguns passos e chegamos ao dele, entrando imediatamente. Assim que acionou o motor, um country romântico invadiu meus ouvidos e toda a paixão que sentia pareceu aflorar. Fiquei observando enquanto Shawn dirigia totalmente concentrado, mas pelo tecido fino da bermuda, podia ver que ele ainda estava duro. Aquilo me deixou enlouquecida. Lembrei-me do dia em que saí do barzinho e desenhei o coração no vidro de seu carro. Durante o percurso até sua casa, tive vontade de tocá-lo, de descer o zíper de sua calça e tomar seu pau gostoso em minha boca, mas Shawn ainda estava comprometido e eu, bêbada, de forma que ele nunca permitiria algo assim. Agora, porém, a situação era outra, ele estava tão excitado quanto eu e não se oporia. Senti minha boceta molhar só de pensar nisso, e num impulso, desafivelei o cinto de segurança e prendi o cabelo com um elástico que estava no meu pulso, virando- me de lado. Minha movimentação repentina de Shawn me encarar com surpresa, provavelmente tentando entender o que eu pretendia fazer. Sem perder tempo, coloquei a mão em cima do volume entre suas pernas e o acariciei. Pouco tempo depois, comecei a descer o tecido da bermuda até libertar meu objeto de desejo. O pau de Shawn era perfeito, grande e grosso na medida certa para me preencher por inteiro. Senti minha calcinha encharcar ao me lembrar de como tinha sido e imaginar tudo o que iríamos fazer quando chegássemos em sua casa. Depois de massageá- lo, para cima e para baixo, por alguns segundos, inclinei meu corpo o suficiente para minha boca tocar sua glande, onde passei a língua com cuidado, em um carinho sutil, antes de descer os lábios, fazendo aquela monstruosidade sumir dentro da minha boca. Senti uma de suas mãos agarrar os cabelos em minha nuca, enquanto balbuciava coisas incoerentes, deixando-me ainda mais faminta por ele. Lambi, chupei e mordisquei cada centímetro daquela carne rija e só parei quando ele avisou que estávamos chegando ao condomínio. Shawn escondeu parte de sua nudez com a camiseta e me recompus do jeito que pude, mas quando passamos pela guarita, voltei a atacá- lo, dessa vez com mais vontade enquanto suas mãos percorriam minhas costas.
— Que boquinha deliciosa, Shawn — Shawn falou assim que estacionou o carro na garagem e desligou o motor. Quando as luzes se apagaram, ergui-me e montei nele, procurando por sua boca com avidez. Rapidamente ele afastou o banco para trás e cravou as mãos em cada lado da minha bunda, apertando- a de maneira impaciente.
— Eu tinha outros planos para nossa primeira rodada, mas parece que tem alguém aqui que não quer esperar até entrarmos em casa — sussurrou em meu ouvido, enquanto desfazia os laços das laterais do meu biquini. Depois de se livrar da peça, Shawn posicionou o pênis rígido na entrada da minha boceta e o cravou em mim. Simultaneamente, desci sobre ele, fazendo minha bunda bater em suas bolas inchadas. Ambos arfamos e nossas bocas se encontraram num beijo desesperado, o desejo tomando conta dos nossos corpos. Sem que eu esperasse, suas mãos se posicionaram no tecido fino e transparente da minha saída de praia e ele a rasgou, conseguindo acesso total aos meus seios. Na posição em que eu estava, sua boca conseguia abocanhar meus mamilos com facilidade e ele aproveitou, chupando-os e lambendo-os feito um louco.
— Não sou forte o suficiente para resistir a isso — balbuciou, como se estivesse justificando a si mesmo o porquê de tudo aquilo estar acontecendo. Sem me ater a isso, cavalguei em seu colo como uma amazona, sentindo seu pau indo cada vez mais fundo e me proporcionando um prazer indescritível. Nossos corpos estavam quentes e o fato de estarmos fechados dentro de um carro, apenas piorava a situação. Eu sentia o suor escorrendo por minhas costas, enquanto Shawn castigava meus seios, que certamente estariam com bicos doloridos quando essa brincadeira acabasse.
— Você usa... — Ele começou a perguntar, mas entendendo o que ele queria saber, o interrompi, dizendo:
— Sim e estou limpa. Homens nesse estado, não costumavam pensar com clareza, mas Shawn, mesmo tomado pelo desejo, tentava ser responsável.
— Eu também e vou encher essa bocetinha com a minha porra. Contraí os músculos internos ao escutar suas palavras sujas. Shawn me segurou pelos quadris e começou a bombear rápido, subindo meu corpo como se eu não pesasse nada e o fazendo cair em seu colo novamente. De pepente, ele me apertou junto a si e comecei a rebolar em seu pau, tomada pelo prazer. Parecendo notar que eu estava no meu limite, Shawn desferiu um tapa em minha bunda que me fez gozar no mesmo instante, gritando descontroladamente, e sendo acompanhada por ele, que balbuciou meu nome, deixando claro que eu era a responsável pelo seu prazer. Enquanto nos entregávamos àquele momento, não pensei em nada além da plenitude de estar nos braços do homem que eu amava. Naquele momento não existia Miguel, ou meu pai, éramos apenas nós, da maneira mais íntima que dois seres humanos poderiam estar Depois de quase dez minutos abraçados, tentando normalizar nossas respirações, consegui me recompor. Saí de cima dele com cuidado para não melar seu banco, e desci do carro, seguida por Shawn. Pensei em ir embora, mas depois percebi que seria uma atitude infantil e idiota, já que queria estar com ele, especialmente depois de tudo o que aconteceu, quando meu coração estava cheio de amor e esperança. Entramos na casa e fomos direto para o banho. Terminei antes de Shawn e a seu pedido, fui para cama completamente nua e sem nenhum lençol me cobrindo. Ele falava que meu corpo nu era a coisa mais linda que ele já tinha visto na vida, que adorava a cor dourada de minha pele com suas marcas de biquini e aquilo me deixou lisonjeada. Quando ele saiu do banho, secando os cabelos com uma toalha, eu estava deitada de lado, mexendo no celular. Assim que voltei meu rosto para ele, percebi em seu olhar que aquilo não o agradou, e na mesma hora adivinhei o que se passava em sua cabeça.
— Está falando com ele? — perguntou, me fazendo sorrir. Eu adorava seu jeito direto. Virei a tela do celular em sua direção, mostrando a página de gastronomia que eu estava bisbilhotando no Instagram. Ele não falou nada, mas vi o esboço de um sorriso em seu rosto, enquanto terminava de secar o corpo gostoso. Deitei-me de bruços e abri um pouco as pernas, queria que tivesse uma vista completa da minha bunda. Shawn foi até o interruptor, apagou a luz e pegou alguma coisa na gaveta do criado mudo, voltando a ficar em frente da cama em seguida. Senti o colchão afundando atrás de mim e logo o corpo forte estava em cima do meu, sua boca beijando minha nuca suavemente, a barba macia fazendo toda a minha pele se arrepiar.
— Não deveria me provocar desse jeito, quando sabe o quanto sou louco por essa bunda — murmurou, enquanto seus dedos percorriam minha coluna, parando ao encontrarem a entrada da fenda. Então foi a vez de seu corpo descer, os lábios fazendo o mesmo caminho de seus dedos, até ele estar de frente para o meu traseiro.
— Essa marca de fio dental me deixa louco — grunhiu, lambendo exatamente nesse lugar e causando um estremecimento involuntário em meu corpo. Quando seus dedos
afastaram as bandas da minha bunda, deixando-me completamente aberta, meu corpo se contraiu. Eu nunca estivera tão exposta em minha vida e não sabia bem o que pensar. Soltei um gritinho assustado, quando senti sua língua quente circulando meu orifício anal, mas logo, sem perceber, estava gemendo. Aquilo parecia errado, estranho, mas era tão gostoso... Sua mão se esgueirou por baixo de mim e um dedo tocou meu clitóris com suavidade, a língua parou os movimentos circulares e começou a dar estocadas. Nessa hora, me agarrei aos lençóis, sentindo um prazer completamente diferente tomando conta do meu corpo. A língua de Shawn circulou e invadiu meu canal estreito por incontáveis vezes. Então um dedo foi somado à brincadeira, intercalando com a língua e me fazendo gemer incontrolavelmente. De repente ele se afastou e rosnei em protesto. Ouvi uma risada rouca sair de sua garganta enquanto percebia que ele rasgava alguma coisa. A princípio pensei que era um preservativo, mas quando virei a cabeça, vi outra coisa em sua mão. Ele se aproximou mais e notei que se tratava de uma joia anal. Eu já tinha visto alguns modelos em sex shop, mas nunca tinha usado.
— Você sabe o que é isso? — perguntou, apresentando o acessório a mim? Eu balancei a cabeça afirmativamente, sentindo um misto de ansiedade e euforia.
— Vai ficar linda em você — ele afirmou, aproximando a boca novamente e lubrificando meu ânus com sua saliva. Segundos depois, senti algo gelado deslizando para dentro e a sensação foi muito bizarra, mas assim que ele começou a brincar com meu clitóris, esqueci-me daquele invasor e comecei delirar. Estava chegando ao clímax, quando Shawn se pôs de joelhos, agarrou meus quadris e ergueu minhas ancas para colocar um travesseiro embaixo da minha barriga. Ele deitou-se por cima de mim e a ponta do seu pau pincelou minha boceta, causando uma tortura deliciosa. Nunca tinha estado tão encharcada, tão doida para ser fodida.
— Shawn... —gemi quando seu pau me penetrou até o fundo, aumentando a pressão da joia; era como se meu corpo fosse pequeno demais para tanta invasão.
— Shhh — sussurrou no meu ouvido, dando uma mordidinha na ponta da minha orelha, e começou a se mover, entrando e saindo vagarosamente. A cada movimento, o acessório anal seguia o mesmo ritmo, girando e me dilatando, causando uma sensação deliciosa de preenchimento. Eu poderia me viciar nisso. Mais uma vez, quando estava prestes a gozar, Shawn parou, ergueu um pouco o corpo e retirou a joia, fazendo com que me sentisse estranhamente vazia. Isso não durou muito tempo, pois logo senti um dedo sendo introduzido no meu buraquinho que já não apresentava mais tanta resistência. Ele voltou a se mover, enfiando e tirando o dedo no mesmo compasso, me deixando inebriada. Subitamente, seu membro deixou minha boceta e começou a tomar o lugar do dedo em meu ânus, mas apenas quando ele forçou levemente a cabeça volumosa foi que percebi a diferença na espessura e automaticamente me contraí.
—Relaxa, Camila — pediu baixinho e tocou meu clitóris. O carinho de seu dedo no meu ponto mais sensível me ajudou a relaxar e ele conseguiu se introduzir um pouquinho mais.
— Isso, assim mesmo, minha menina... — incentivou, beijando minha nuca, enquanto avançava. Quando metade de seu membro se alojou em meu canal, ardeu um bocado, mas além do desconforto, havia prazer, e aquilo me surpreendeu. Eu gostava de levar umas palmadas na hora do sexo, mas nunca imaginei que fosse sentir prazer naquele tipo de dor. Shawn ficou parado, esperando que eu me acostumasse, e afundou dois dedos em minha boceta, o polegar massageando o clitóris endurecido de tanto tesão. Assim que sentiu meu corpo mais receptivo, ele terminou de enterrar seu pau dentro de mim.
— Ah! — gritei com a invasão brusca e trinquei os dentes, ele era muito grande, mas não senti tanta dor quanto imaginei, era apenas esquisito me sentir tão esticada. Contudo, não podia negar que era bom demais. Shawn tirou a mão da minha boceta, se deitou sobre o meu corpo e agarrou meu rosto, virando- o para si.
— Estou todo dentro de você, Camz — falou o óbvio, mas aquilo aumentou minha excitação. Ele então procurou minha boca e ficamos nos beijando por longos minutos, até que eu comecei a erguer minha bunda em busca de contato, fazendo-o gemer na minha boca. Ele cessou o beijo, mas ainda estava com os olhos cravados nos meus quando tirou seu pau quase que completamente e o introduziu mais uma vez. Gemi longamente, apesar de ainda ser desconfortável, e fechei os olhos, querendo apenas sentir aquela nova forma de prazer. As primeiras investidas foram feitas de forma vagarosa, para não me machucar, mas rapidamente meu corpo foi relaxando e quando vi, seu pau entrava e saía cada vez mais rápido e com mais força, até o fundo, mostrando que Shawn estava tão ensandecido quanto eu. Ergui um pouco mais a bunda para que ele tivesse melhor acesso e Shawn me acompanhou, se erguendo um pouco, conseguindo ainda mais impulso para me invadir com vontade. Sem perceber, comecei a rebolar, timidamente a princípio, mas quando ouvi que seus gemidos haviam aumentado, esqueci a
vergonha e o acompanhei.
— Você vai me matar desse jeito — falou, a voz completamente rouca de tesão. Continuei rebolando e um prazer diferente foi tomando conta do meu corpo. Agarrei-me aos lençóis e deixei que ele me comesse do jeito que queria, enquanto rosnava e declarava o quanto eu era gostosa. Percebendo que eu estava no meu limite, ele deitou-se sobre mim novamente e voltou a massagear meu clitóris. Na mesma hora comecei a gozar fortemente, pela segunda vez nessa noite, e foi a experiência sexual mais incrível da minha vida. Já tinha ouvida falar que sexo anal era bom, mas nunca imaginei que fosse tão bom. Saí de meus devaneios quando percebi que Shawn estava se movendo com mais rapidez. Logo ele gemeu, alto, despejando jatos de sêmen quente dentro de mim, desabando sobre o meu corpo em seguida, com a respiração entrecortada e o coração a mil. Quando ele se retirou de dentro de mim, a sensação ardida que tomou conta do meu canal deixou claro que o estrago tinha sido grande, mas não me importei, eu estava literalmente fodida e completamente feliz, pois aquela loucura tinha acontecido com o homem que eu amava.

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