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— POV MANOELA TRINDADE

Chamei a família do Gabriel pra almoçar com a gente e eles aceitaram, menos Felipe que não estava em casa.

Deixei o Gabriel ir dirigindo meu carro e ele foi o caminho inteiro cantando as músicas da sua playlist, o caminho foi tão rápido que só deu tempo pra 3 músicas.

(Manoela): Cheguei! - avisei assim que deixei a chave do carro na mesinha ao lado da porta.

(Clara): Estamos na cozinha - gritou pra que eu ouvisse.

Gabriel enganchou o braço na minha cintura na intenção de marcar território e eu estava me divertindo com isso.

(Manoela): Gabriel essa é a Mari e Mari esse é o Gabriel - os apresentei assim que a Mari levantou do lugar dela pra cumprimentar ele e a família.

(Gabriel): Prazer, Mari - sorriu simpático e deu dois beijos.

(Mari): O prazer é meu, bom saber quem é o cara que essa garota fala o dia inteiro - fiquei vermelha e o Gabriel riu.

(Manoela): Não precisa dar detalhes pra ele - pedi e ela riu - Gabriel esse é o Arthur e Arthur esse é o famoso Gabriel - o garoto na minha frente parecia nervoso.

Gabriel o cumprimentou assim como cumprimentou a Mari e Arthur parecia chocado demais com a presença do Gabriel.

(Gabriel): Prazer, Arthur - forçou um sorriso.

(Arthur): O prazer é todo meu de conhecer esse deus grego - revelou seu jeitinho na mesma hora e eu caí na gargalhada assim como todo mundo, menos o Gabriel que parecia surpreso.

(Manoela): Eu falei pra você não cantar ele.

(Arthur): Ai amiga, não tem como! Ele é ainda mais gato pessoalmente - o Gabriel estava vermelho de vergonha - você é uma sortuda.

(Manoela): Eu sei disso - falei convencida.

Todos se acomodaram em volta da mesa enquanto eu fui tomar um banho, entrei no banheiro já trancando a porta sabia que o Gabriel viria atrás de mim.

Quando cheguei no closet pra me trocar ele já estava lá dentro mexendo nas minhas roupas enquanto me esperava.

(Gabriel): Porque não me falou que ele era gay? - eu comecei a rir.

(Manoela): Você nem me deu a chance, você fechou a cara pra mim na praia e não quis papo - ele negou com a cabeça e então começou a rir.

(Gabriel): Eu te odeio, cara - falou rindo e se aproximando, eu não contive a risada.

(Manoela): É mais fácil ele dar em cima de você do que de mim, amor - ele me abraçou pela cintura - ele é apaixonado por você.

(Gabriel): Uma pena pra ele, eu sou apaixonado por você - me derreti e o beijei.

Agora sim um beijo calmo e cheio de carinho, mas também malícia dele que desamarrou o nó da minha toalha.

(Manoela): Não faz isso, a gente não vai transar - me afastei e ele fez bico - ninguém mandou fazer ceninha de ciúmes.

(Gabriel): Eu não tive culpa - tentou se justificar e eu neguei com a cabeça.

Foi a vez dele me observar andar nua pelo closet enquanto escolhia uma roupa, mas ele segurava seu amigo dentro da bermuda que queria dar sinal de vida.

Descemos pra almoçar e todo mundo conversava animadamente. Simone, Charles e Sophia se enturmaram rapidamente com os meus amigos e eles morriam de rir das bobeiras do Arthur.

Durante todo o almoço o assunto fluía, Arthur e Mari contavam as fofocas do hospital e todo mundo adorava, não demorou pra minha mãe trazer a sobremesa e minha boca encheu d'água vendo aquele pudim que só ela sabe fazer.

Comemos a sobremesa e depois ficamos espalhados pela casa, minha mãe e Simone tomavam conta da Sophia e Alice que estavam na piscina, Charles cochilava no sofá, meus amigos também foram pra piscina e eu secava a louça enquanto Gabriel me observava.

(Gabriel): Quero te levar em um lugar - falou mexendo no seu celular.

(Manoela): Agora? - terminei de secar a louça e fui até ele.

(Gabriel): Se você não tiver nada pra fazer agora... - ele guardou o celular no bolso.

(Manoela): Não tenho, tô livre - ele assentiu.

(Gabriel): Então vamos - ele pegou minha mão e me levou pra fora de casa.

Acabei não avisando minha mãe mas depois mando uma mensagem pra ela, Gabriel entrou no banco do motorista e eu no carona. Ele seguia um caminho que eu não conheço mas dava pra ver a praia.

(Manoela): Aonde vamos? - perguntei curiosa.

(Gabriel): É surpresa.

(Manoela): Essa surpresa é um sequestro? - brinquei.

(Gabriel): Talvez... - arregalei os olhos e ele riu - espera mais um pouco que já estamos chegando.

Eu admirava a vista do caminho e me perguntava como nunca vim pra esse lado de Maresias, a paisagem é ainda mais linda quando chegamos em frente a um condomínio fechado. Estranhei quando entramos no condomínio sem precisar dar nome ou documento, mas não perguntei nada e apenas esperei pra ver aonde ele ia.

Gabriel estacionou em frente a uma casa com a fachada linda, eu facilmente diria que a pessoa que mora nessa casa é milionária e com bom gosto.

(Manoela): Quem mora aqui? - perguntei confusa quando descemos do carro e o Gabriel já foi destrancando a porta da entrada.

(Gabriel): A partir de semana que vem eu moro aqui - ele destrancou a porta e nós entramos na casa.

Eu estava chocada, como ele conseguiu guardar esse segredo de mim e ainda teve tanto bom gosto pro designe da casa.

(Manoela): Você vai morar sozinho? - perguntei com os olhos brilhando, estava deslumbrada com aquele lugar.

(Gabriel): Vou, acho que já tá na hora de deixar a casa da dona Simone - concordei e sorri pra ele.

(Manoela): Eu tô tão feliz por você - o abracei apertado e lhe dei um selinho.

(Gabriel): Eu também tô muito feliz, acho que vai ser um passo importante na minha vida - seu sorriso era impagável.

(Manoela): Me mostra tudo, quero conhecer minha segunda casa - falei animada e ele riu.

(Gabriel): Pode ser sua única casa - disse sugestivo.

(Manoela): Talvez futuramente? - também sugeri.

(Gabriel): Mal posso esperar por esse momento - nos beijamos.

Ele me mostrou todos os cômodos da casa e me impressionou o quanto ela é grande, mesmo não estando totalmente mobiliada já dá pra ver o quanto é bonita. Sem falar da vista que ela tem pra praia.
Só consigo imaginar o quanto de festa e bagunça os garotos vão inventar aqui.

SIDE BY SIDEOnde histórias criam vida. Descubra agora