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— POV MANOELA TRINDADE

A polícia continua o trabalho investigativo pra saber quem invadiu meu apartamento, já tem 2 meses que estou na casa do Arthur e o Gabriel ainda não sabe.

Minha família e a dele já sabem de todo o ocorrido e Simone concordou comigo que era melhor esperar o Gabriel voltar pra que eu conte o que aconteceu.

Tenho procurado alguns apartamentos com uma segurança melhor mas até o momento só estou olhando, tenho ido trabalhar com o Arthur mas algumas vezes volto sozinha já que ele tem os plantões dele. Na maioria das vezes volto morrendo de medo e achando que alguém pode estar me seguindo, não consigo me sentir segura em nenhum momento.

Gabriel volta pro Brasil amanhã e vai passar em São Paulo pra me buscar já que vou acompanhar ele na etapa do Rio, consegui algumas folgas no hospital mas vou auxiliar a outra psicóloga direto do meu celular.

(Mariana): Qual a programação de hoje a noite? - perguntou enquanto terminava seu almoço.

(Arthur): A gente podia ir no cinema já que sempre vamos pra bar - sugeriu.

(Manoela): Eu tenho que arrumar minhas malas, vocês sabem que eu vou pro Rio amanhã - comentei antes de beber minha coca-cola.

(Mariana): Então a gente te ajuda com as malas e depois nós vamos no cinema, o que acha? - pensei por alguns segundos.

(Manoela): Pode ser, vocês saem que horas hoje?

(Arthur): Eu saio 16h00.

(Mariana): Eu saio 17h00.

(Manoela): Então vou embora com você, Mari - ela assentiu.

Depois do almoço voltamos para as nossas atividades e o restante do meu dia foi super corrido, tive duas emergências pra atender e uma reunião com a família de um paciente.

(André): Obrigado pela ajuda na reunião, Dra Manoela - disse educado enquanto caminhávamos pelo corredor do hospital.

(Manoela): Não foi nada, sabemos que eles não aceitariam a doação de órgãos se tivessem olhando só o lado difícil - entramos no elevador e ele apertou o botão do 4° andar.

(André): É sempre difícil convencer uma família a aceitar a doação de órgãos - ele bufa.

Por um curto segundo admiro a beleza do homem ao meu lado, eu diria que ele tem uma beleza padrão mas os olhos cor de mel trazem um diferencial. Agora entendo o que a Clarissa viu nele.

(Manoela): Eu tenho uma visita na pediatria agora mas assim que a família assinar os papéis eu te aviso - falei antes de sair do elevador.

Ele assentiu com a cabeça e também saiu do elevador mas foi pelo corredor contrário ao meu.

Já passava das 16h30 quando terminei as visitas e aproveitei que faltava alguns minutos pra ir embora e deixei minha sala organizada. Tudo no lugar e organizado pra que a Suzana ache o que for preciso.

Mari me deu carona pra casa do Arthur e acabou ficando por lá também, os dois me ajudaram com a mala e mais uma mochila.

(Arthur): Coloca isso na mala dela, amiga - ele tirou um conjunto de lingerie da gaveta e jogou pra Mari.

(Mariana): Com certeza vai precisar, vai passar duas semanas com o boy - eu ri.

(Manoela): Podem parando, ele vai competir então não podemos transar durante o campeonato.

(Arthur): Mentira! - exclamou chocado - é sério?

(Manoela): Sim, ele precisa estar 100% focado no campeonato - eu dobrava algumas roupas em cima da minha cama.

(Mariana): Você vai passar duas semanas com aquele surfista sem dar uns pegas nele? - caí na gargalhada.

(Manoela): São sacrifícios da profissão, a gente tem tempo pra fazer o que quiser depois que termina o campeonato mas durante ele tem que manter o foco - expliquei me recuperando.

(Arthur): Nossa Senhora, é um sacrifício difícil demais - revirei os olhos rindo.

Depois de arrumar a mala e também o quarto, a gente se aprontou e fomos pro shopping, a briga foi pra escolher o filme que íamos assistir mas no final deu tudo certo.

Voltamos pra casa quase 00h porque eles insistiram que eu devia comprar algumas roupas a mais pra ir pro Rio e também me obrigaram a comprar lingeries novas, escolhi uma sem que eles vissem pra eu não ter que aturar a zoação.

SIDE BY SIDEOnde histórias criam vida. Descubra agora