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— POV MANOELA TRINDADE

Na manhã seguinte o Gabriel me deixou no hospital cedo mas fez seu drama de sempre pra ir embora.

(Manoela): Eu tenho que ir, amor, tá quase na minha hora - falei olhando o relógio no pulso, estávamos dentro do carro que estava estacionado de frente ao hospital.

(Gabriel): Você não pode pedir folga hoje? - brincou.

(Manoela): Você sabe que não - ele fez um beicinho - preciso entrar - lhe dei um selinho rápido.

(Gabriel): Tá bom - me puxou pra perto de novo e acariciou meu rosto - vou sentir saudade - sorri e antes que pudesse responder ele me beijou.

(Manoela): Também vou - terminamos com um selinho e eu saí do carro - tchau, vai com cuidado.

(Gabriel): Pode deixar, quando eu chegar te aviso - assenti com cabeça e me distanciei do carro, mandei um beijo e ele piscou pra mim, esperei o carro sair do meu campo de vista e entrei no hospital.

[...]

Arthur e Mariana são dois enfermeiros daqui que fiz amizade, eles já trabalham aqui há um tempo e se conhecem desde então. Todos os dias nós almoçamos juntos e eles sempre me contam das fofocas do hospital que eu acabo não sabendo por ser bem na minha.

Estávamos no refeitório almoçando quando Arthur soltou mais um fofoca.

(Arthur): Ela tá transando com o Dr. André, outro dia vi os dois num bar e eles flertaram a noite inteira - arregalei os olhos e Mari também.

Ele falava da Clarissa, a residente, ela tinha passado pela gente indo se sentar com seus amigos internos.

(Mariana): Eu achava ela uma santa - comentou chocada.

(Manoela): Pelo visto todo mundo dorme com todo mundo nesse hospital - brinquei e eles riram.

(Arthur): Você é a única aqui que não pega ninguém, mas entendo seus motivos - deu um suspiro, ele sempre faz isso quando fala do Gabriel.

Arthur é gay e toda vez que falo do Gabriel ele brinca dizendo que se um dia a gente terminar ele vai investir no meu namorado.

(Manoela): Não suspire quando fala do meu namorado - o empurrei de leve e ele riu.

(Arthur): É impossível, aquele homem é tudo - eu caí na gargalhada junto com a Mari.

(Mariana): Ele não gosta da mesma coisa que você, Arthur.

(Arthur): Eu faço ele gostar.

(Manoela): Eu sou boa demais pra você conseguir fazer ele não gostar de buceta - falei o final baixo e a Mari ria sem parar.

(Arthur): Como você é convencida! - caímos na gargalhada.

(Mariana): Dá pra ver que ele é louco por ela, Arthur, tinha que ver os dois agarradinhos hoje
dentro do carro quando eu cheguei - semicerrou os olhos pra mim e eu fiquei vermelha de vergonha.

(Arthur): Ele veio aqui? - disse um pouco alto e eu assenti - porque não me apresentou ele?

(Manoela): Por que fiquei com medo dele se apaixonar por você - ele jogou a cabeça pra trás e a gente ria sem parar - mas posso levar vocês pra Maresias e apresento ele pra vocês.

(Arthur): Eu tô dentro! - disse na mesma hora.

(Mariana): Eu não perco esse encontro por nada - disse ainda rindo.

(Manoela): Pretendo ir pra Maresias nesse final de semana, dá pra vocês?

(Mariana): Eu tô livre.

(Arthur): Eu tinha marcado de ir num bar com um boy, mas posso deixar pra depois - seguramos a risada.

(Manoela): Ok, então preparem as malas pro final de semana - batemos as mãos e Arthur comemorou com um gritinho.

Depois do almoço mandei mensagem pra minha mãe avisando que iria pra Maresias no final de semana e com mais 2 amigos, ela ficou animada e disse que já ia deixar os quartos de hóspedes pronto.

Segui o restante do dia concentrada nos atendimentos e consultas, cada dia que passa eu me apaixono mais pela minha profissão e agradeço pelas pessoas que tenho conhecido por causa disso.

SIDE BY SIDEOnde histórias criam vida. Descubra agora