— POV MANOELA TRINDADE
Não fizemos diferente. Sentamos o mais distante dos bares e das pessoas.
O Gabriel sentou na areia e eu me sentei entre suas pernas, observávamos aquela imensa escuridão no mar e algumas ondas quebrando na areia.
(Manoela): Eu amo quando a gente consegue passar um tempo juntos, só nós dois - falei apoiando minha cabeça no seu ombro.
(Gabriel): Eu também, e isso tem sido cada vez mais difícil - assentimos.
Por mais que eu ame a profissão do Gabriel e ame ver ele ganhando campeonatos e troféus, sinto falta de quando éramos só dois adolescentes que tinham tempo pra tudo e estavam juntos em todo lugar.
A gente podia ir à praia quando quisesse, podíamos dar uma volta por Maresias sem preocupações, passar a tarde inteira assistindo filme e comendo brigadeiro sem se importar com mais nada. A vida era mais simples nessa época.
(Gabriel): Sabe o que eu tava pensando? - desliguei meus pensamentos e resmunguei pra que ele continuasse - a gente podia comprar uma casa em São Paulo - me pegou de surpresa.
(Manoela): O quê? - perguntei ainda surpresa.
(Gabriel): Comprar uma casa, amor - disse simples - eu tenho ido pra São Paulo direto mesmo agora que você mora lá, tenho a academia lá pra treinar e minhas reuniões sempre são por lá.
(Manoela): Eu acho ótimo, mas você acabou de comprar uma casa em Maresias, amor - me virei de frente pra ele.
(Gabriel): E qual o problema? Vou usar ela quando precisar ir pra Maresias treinar na água e visitar meus pais.
(Manoela): Não acha isso um passo muito grande? - perguntei tentando absorver a proposta.
(Gabriel): Não, você acha?
(Manoela): Não sei, eu não tinha parado pra pensar em a gente morando junto já que comprei meu apartamento há pouco tempo e você vive viajando - falei rápido e processando as informações.
(Gabriel): Tudo bem, eu te peguei de surpresa. Então agora você pensa no assunto e me diz o que decidir, tá bom? - ele acariciava meu rosto com o polegar.
(Manoela): Vou pensar.
Era mais de 23h00 quando entramos no prédio e estranhei quando entramos no elevador e o Gabriel apertou o andar acima do nosso.
Tinha mais um casal dentro do elevador que nos cumprimentou educados.
(Manoela): Achei que íamos dormir no apartamento - comentei baixinha e ele sorriu de lado.
(Gabriel): Não quero que a minha família escute você gemendo meu nome a noite toda - disse no meu ouvido e eu arregalei os olhos chocada.
(Manoela): Quem disse que vamos transar? Eu tô cansada, vou dormir - provoquei no seu ouvido e ele passou a mão na minha bunda.
(Gabriel): Não vamos transar, essa noite a gente vai fazer amor gostoso - disse no meu ouvido e apertou minha bunda.
Minhas bochechas ficaram vermelhas e eu sentia calor, o sorriso safado do Gabriel estava acabando comigo e me senti aliviada quando casal saiu do elevador.
Finalmente ele me beijou enquanto me prensava na parede do elevador, suas mãos estavam por toda parte e eu puxava alguns fios do seu cabelo.
Aquele elevador nunca subiu tão rápido, eu estava quase conseguindo abrir um botão da camisa do Gabriel quando a porta abriu e então tivemos que interromper.
Gabriel falou e cumpriu sua palavra, fizemos amor a noite inteira e foi como sempre falamos: "é o melhor jeito de matar a saudade."
O dia estava amanhecendo quando caímos na cama exaustos, as minhas pernas não tinha forças pra se aguentar e a respiração descompassada era dos dois.
Antes de pegar no sono o Gabriel fechou as cortinas do quarto e me puxou pra deitar no seu peito, não precisei de 2 minutos pra pegar no sono. Meus olhos estavam pesados.
[...]
Acordei num susto ouvindo um barulho no outro cômodo, me espreguicei na cama e só então percebi que o Gabriel não estava nela. Olhei pelo quarto e nenhum sinal dele.
Peguei sua camisa que estava no chão e vesti indo atrás dele, fui direto pra cozinha onde o encontrei arrumando a mesa.
(Manoela): Bom dia - falei me escorando na parede e o observando apenas de cueca.
(Gabriel): Bom dia, meu amor - ele se virou pra mim com um sorriso no rosto e segurando dois pratos com ovos mexidos e algumas torradas.
Me aproximei e lhe dei um selinho seguido de um sorriso bobo, não tem como... eu sou apaixonada nesse cara.
(Manoela): O cheiro tá maravilhoso - me sentei em uma cadeira e ela servia a mesa.
(Gabriel): Você sabe que eu não sou o melhor cozinheiro mas eu me esforço - rimos.
(Manoela): Mas você faz ovos mexidos como ninguém, amor - ele sorriu e me deu um beijo.
Tomamos café enquanto conversávamos e olhávamos o mar, ele me contou das suas expectativas para o campeonato e como gosta quando colocam pressão nele pra ganhar algo por que isso acaba dando a ele mais força.
Depois de comer e lavar a louça nos arrumamos pra descer até o nosso andar, ninguém faz ideia que a gente dormiu no apartamento de cima e é até melhor por que o Charlao com certeza falaria horrores no ouvido do Gabriel.
(Simone): Bom dia, meus pombinhos - disse animada enquanto tirava a mesa do café.
(Manoela): Bom dia, sogra! - a cumprimentei com um beijo assim como fiz com a dona Aurora.
Sophia e Charlao estavam na praia surfando, Felipe e a namorada ainda dormiam então eu e Gabriel aproveitamos pra ir tomar um banho antes de ir até a praia. Ele não perdeu a oportunidade de invadir o meu banheiro e tomar banho comigo.
(Manoela): Posso te falar uma coisa? - perguntei enquanto ele passava o shampoo no meu cabelo.
(Gabriel): Pode - disse massageando meu couro cabeludo.
(Manoela): Eu tenho a sensação de que você vai ganhar esse campeonato - me virei pra ver seu rosto e ele estava sorrindo.
(Gabriel): Você é meu amuleto da sorte, eu sempre ganho quando você tá presente - beijou minha bochecha.
À tarde assistimos filme e comemos pipoca com a Sophia, ela ama passar tempo com a gente e eu amo quando ela tá junto.
No restante da semana eu e Gabriel aproveitamos ao máximo o nosso tempo juntos, fizemos algumas programações pelo Rio e no nosso último dia de folga aproveitamos pra fazer uma trilha em família.
Eu já conhecia a maioria das trilhas do Rio então não precisamos de guia, foi muito divertido e especial ter esse momento em família.
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SIDE BY SIDE
FanfictionEla nunca teve um relacionamento, já ele teve vários rolos durante a adolescência, era sempre visto com uma garota diferente. Se conheceram por forçação do destino e descobriram que tinham mais coisas em comum do que imaginavam, dois sonhadores e av...
