Any: Ei calma, não é o que você está pensando. - disse se levantando mais depressa do que podia.
Ucker: E o que eu pensei? - encarou ela, mas estava encarando mais ainda Poncho.
Any: Por favor Christopher - olhou o irmão.
Ucker: Quer pegar as novinhas? Cadê sua namoradinha? - disse indo em direção á Poncho.
Poncho: Ucker! É um seguinte, o que aconteceu aqui, conversamos depois! - Dul e Alma entraram no quarto conversando mas pararam ao verem Ucker perto demais de Poncho, com certa fúria. - Só que eu acho que nem você e nem eu, queremos brigar aqui! Estamos aqui pelo Bento, pela sua irmã, isso - apontou para ele e para a Any. - É assunto para outra hora! - disse impondo respeito, e olhando Ucker sair do quarto, Dulce foi atrás.
Dul: Amor.. calma. - disse chegando nele.
Ucker: Você sabia? Que ele tava pegando minha irmã? - olhou ela.
Dul: Não! Bom em partes. - ficou pensativa e Ucker a olhou com ódio. - Ah Christopher, vai me dizer que você nunca notou os olhares dos dois, como os dois se tratam? Agora se estavam transando, ou se beijando ou sei lá o que, isso eu não sei, por isso sei em partes. - encarou o noivo.
Ucker: Cara, ele é velho - disse olhando a noiva.
Dul: Eii, ele é meu irmão tá.. - encarou ele. - Vamos lá, depois sentamos como adultos e velhos que somos e conversamos - sorriu.
Ucker: Tá. - disse ainda bravo, entraram no quarto, e Poncho estava em pé olhando os movimentos dos carros pela janela, Any sentada na poltrona, e Alma falando sem parar.
Alma: Você deveria ter me ligado! LI- GA-DO.. - disse olhando a filha. - Eu fui em casa, ajeitar tudo para você e o Bento irem embora, eu tive que ir para a faculdade, e perguntei se você poderia ficar sozinha, e é claro que você não podia. - olhou a filha.
Ucker: O que houve? - disse encarando a irmã.
Alma: O Bento passou mal ontem durante a mamada, por isso que estamos aqui hoje, porque sua irmã autorizou eles fazerem exames no menino. ,- disse em tom de bronca, Any levantou o olhar iria dizer algo, mas Poncho a repreendeu com o olhar.
Toc toc.
Residente: Vamos lá senhorita Portilla? - olhou diretamente para Any, que assentiu e levantou.
Poncho: Ei vai dar tudo certo tá. - falou baixo, e foi ficando para trás.
Any: Vem comigo! - pegou na mão dele.
Poncho: Acho melhor não Any. - Disse parado.
Any: Por favor! - olhou ele nos olhos, ele respirou fundo e foi, mas foi atrás de todos, quando entrou na sala, Dulce, Alma e Any se sentaram nesta ordem enfrente a uma mesa, Ucker ficou escorado na parede atrás de Dul.
Ucker: O que ele está fazendo aqui? - olhou para Poncho.
Poncho: Eu não viria, sua irmã insistiu. - disse sem olha-lo, se encostou em um pia, do lado mas um pouco para trás de Any.
Raul: Senhorita Portilla!? - Um senhor alto, de voz grossa entrou na sala, causando arrepios de medo em Any.
Any: Bom dia doutor! - ela levantou e apertou a mão do médico, o restante fez um gesto com a cabeça, exceto com Poncho, que ele apertou sua mão.
Raul: Bom! Vamos lá! Sem muitos rodeios. - Sorriu. - O parto da senhorita, foi prematuro, bebês prematuros, tem um certo tempo para terminar de se desenvolver, alguns mais lentos outros mais rápidos, e existem os bebês - fez uma pausa. - Bom.. que são especiais. - ele pensou antes de falar assim que viu Any com os olhos cheios de lágrima.
Dul: Ele vai morrer? - ela disse começando a chorar.
Raul: Não, o Bento é um bebê prematuro especial, ele nasceu prematuro, e tudo está certo, mas através do cansaço durante a mamada, foi possível diagnosticar um buraquinho que não quer fechar no coraçãozinho dele. - agora era difícil se controlar, Dul e Alma estavam inconsolável, Ucker chorava, mas se mantinha forte, ja Any e Poncho, estavam se mantendo firme, Any sentiu uma força enorme possui-la.
Poncho: É necessário cirugia? - olhou nos olhos do doutor.
Raul: Bom pai - Todos olharam Poncho, mas não disseram nada. - O Bento será assistido até antes de completar os dois anos que é o tempo para fechar sozinho, ele será assistido pela minha equipe da cardiologia, o que ele tem chamamos de C.I.A., é assim temos dois átrios um do lado direito e outro do lado esquerdo, dentro do coração, e eles são responsáveis por receber o sangue no coração, esses dois átrios, são separados por um septo, e neste septo existe um buraquinho, que não fechou. Sei que exite várias perguntas, então vamos lá! - respirou fundo e continuou - Ah doutor quanto tempo? Como eu disse, até dois anos para fechar. Ah doutor o Bento vai poder ir para casa? Vai sim, só que com os retornos marcados, onde vamos avaliar tudo que precisamos, ganho de peso, sendo o seio materno a única fonte de alimentação por enquanto, e vamos ver o coração, o pulmãozinho, vamos sempre fazer exames, e lembre-se o Bento se cansará mais do que um bebê sem furinhos, tenha paciência - disse olhando para Any. - A mamada terá que se estender para mais 10, 20 até mais que 30 minutos do que o normal - encarou todos. - Ah então ele vai ser normal? Olha família, o Bento já é normal, quando crescer é correr, brincar, pular, comer o que quiser, tendo o acompanhamento certo com a equipe cardíaca, tá tudo certo. - Raul, falou perguntando e respondendo as perguntas, Any prestava muita atenção, Dul e Alma só chorava. - Alguma pergunta família? - olhou diretamente para a Any.
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Talvez.. AyA
FanfictionTalvez seja amor! Talvez seja paixão! Talvez seja um Adeus! Talvez seja Ela e Ele! Talvez seja para sempre AyA!
