Capítulo 6

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Eu já havia passado por muitas diligências em minha vida, mas o futuro casamento com Luiza Montti, era diferente

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Eu já havia passado por muitas diligências em minha vida, mas o futuro casamento com Luiza Montti, era diferente. Era como uma tempestade iminente que se aproximava, cheia de expectativas, incertezas e compromissos. Eu me sentia dividido entre meu dever com a famiglia e meu desejo de vingança, lutando para encontrar um equilíbrio, se é que poderia haver algum. Como o chefe da organização, a responsabilidade de liderar a máfia recaía sobre mim, e a pressão era tirânica.

Essa minha neurose pela garota já era uma traição imperdoável à minha família e a mim mesmo. Eu sabia que não poderia permitir que minhas emoções me fizessem agir de forma imprudente, mas eu tinha consciência que essa batalha interna estava longe de acabar.

Sua beleza deslumbrante me cativou desde o primeiro dia que pus os olhos nela, ainda uma menina de longos cabelos ondulados com seu vestido rosa  balançando em um parque. Ela tinha apenas dez anos de idade, uma garotinha. Eu já era um homem feito, calejado pela vida, havia matado mais homens que a quantidade de anos que ela tinha. Não senti desejo sexual por ela, era apenas uma menina, mas eu tinha certeza de que seria minha, não só pela minha vingança. Então, a partir daquele dia, eu vivia minha vida sempre sabendo que um dia me casaria com ela. Assim foi o início da minha psiconeurose. Os anos foram passando, eu observava seu crescimento de longe, controlando sua vida, mesmo trancafiada naquele colégio, às vezes parava meu carro a uma distância da escola dela e a via caminhando pelo gramado. A menina franzina foi crescendo e se transformou em uma linda adolescente. Minha admiração foi tornando-se desejo, às vezes sonhava com o dia que a possuiria.

Expeli no chão antes de, movimentar os ombros e os pés, e avançar, sem nunca abaixar a minha guarda. O consigliere se esquivava, avançando quando eu recuava e recuando quando eu atacava, a intensidade dos golpes trocados refletidos em ambos os nossos corpos suados.

— Já ponderei todos os meus pontos em relação a isso, esperto como é, me ouviria. Não sou seu conselheiro por brincadeira, Riccardo. — Vicenzo dobrou o pescoço para um lado e depois para o outro antes de atacar e se colocar em posição de defesa novamente. — Apenas dê a ordem, e Luiza não acordará para mais um amanhecer.

— Você não acha que está a  subestimando demais? — O choque familiar percorreu meu corpo inteiro quando minha mão fechada atingiu as costelas do homem à minha frente.

Ele cambaleou, mas, no instante em que reencontrou o equilíbrio, me atacou, apostando na velocidade da sua reação como elemento surpresa. Sem parar de movimentar os pés no tatame por nem um segundo, regressei os braços à posição de defesa, protegendo o rosto com os punhos enquanto o consigliere emendava uma série de tentativas. Uma delas me acertou no ombro graças a um movimento rápido o suficiente para evitar que a porrada fosse no rosto.

— Se tratando de uma mulher, mio caro, subestimaria qualquer uma, todo cuidado é pouco — garantiu, tentando me acertar um soco, e eu desviei com facilidade. — Ainda mais se tratando de uma Montti.

Casada com o InimigoOnde histórias criam vida. Descubra agora