ROMANCE DARK
Ela sonhava com a liberdade. Ele era a própria prisão.
Aos vinte anos, Luiza Montti acreditava que finalmente conquistaria a liberdade prometida. Mas o que deveria ser um recomeço transformou-se em um pesadelo sangrento - e ela foi lanç...
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A minha mente estava funcionando a mil por hora. Eram muitos acontecimentos, informações, muita merda para alguém poder discorrer de modo trivial.
Há pouco mais de um ano, eu era apenas uma garota solitária em seu mundo fastidioso e arbitrário. Eu queria viver, sair da mesmice, conhecer pessoas e fazer amizades, entretanto isso era demais, os rumos que minha vida estava ganhando eram contraditórios a tudo que sonhei, frustrando-me e assustando-me de forma desproporcional. E algo me dizia, que era apenas o início.
Encarei, Guilhermo, e não vi nenhuma piedade em sua face, suas pupilas mostravam uma aura de escuridão impenetrável.
— Vamos acabar logo com isso, não tenho a noite toda para esperar a donzela parar de fazer birra, portanto levantasse e vamos. Não vou pedir de novo.
— Birra? — Eu suspirei meu próprio temperamento completamente fora de controle. — Você espera que eu me comporte como uma cadela adestrada, enquanto você me ameaça apontando uma arma para a cabeça de quem eu me importo? Sério? Não seja ridículo!
— Espero que você obedeça. Apenas isso, Luiza.
— Sua ordem não garante a minha obediência — retruquei, incapaz de esconder o traço de rebeldia.
Com a minha afronta, Guilhermo estreitou os olhos para mim antes de ficar de pé e fechar a distância entre nós. Então ele estava pairando sobre mim como uma nuvem estrondosa.
Agarrando a bancada para manter o equilíbrio, eu suspirei, entretanto o ar foi rapidamente cortado quando seus dedos fecharam em torno da minha garganta.
— Você goste ou não, irá obedecer. Seja por bem, ou por mal.
Ele agarrou meu braço, após soltar minha garganta e me forçou a levantar.
— ME LARGA SEU BABACA! — Vociferei, chamando alguns olhares para nossa direção, no entanto, isso era tudo. Curiosidade. Ninguém intervia.
Mas que porra é essa? Como eles podem simplesmente fingir que é uma ocorrência cotidiana e não ajudarem? Meu Deus, ele poderia ter me matando agora mesmo!
— Nossa relação melhora a cada hora princesinha, Montti. — Um canto de seu lábio se ergueu em zombaria.
Talvez esse sorriso gozador seja sua marca registrada.
— Não me chame de princesinha, imbecil. — Minha voz saiu ríspida.
— Você terá que controlar sua linda boquinha, se quiser manter sua língua — ameaçou, fitando meus lábios.
Por descuido, eu desviei meus olhos dos seus e os fixei abaixo de seus ombros. A única visão possível, para alguém que não queria encarar o seu rosto por um segundo a mais que fosse.
— O que foi? Pensei que tivesse senso de humor — disse com uma expressão mordaz. — Foi só uma brincadeira, ou não.