Marlon
Rolei meus olhos ao redor, o vento chocando em meu corpo, balançando meus cabelos grisalhos a visão da praia, o mar azul. Olhei de soslaio para Hallie com mal humor e ela sorriu abertamente de forma radiante enquanto dirigia um conversível branco de bancos de couro vermelho.
Ao menos ela me deu a decência de mandarem me trocar. Mas para meu desgosto, ela jogou um óculos escuros redondos e armação delicada.
Me pergunto se Ares sabe que essa vaca está pensando em me largar bem longe de casa. E achei que depois dela quase ter nos matado da última vez, umas oito vezes, alguém teria escondido as chaves dos carros na garagem.
Ela colocou algo tocar pelo aparelho do som do automóvel.
— Já tem um tempo que queria trazer você aqui! E para melhor, selecionei uma playlist que acho que você vai gostar!_ ela elevou a voz acima do urro do vento, aumentando vagarosamente o volume.
Vivir mi Vida de Marc Anthony ecoou e arqueio a sobrancelha, no ritmo de uma salsa ecoou junto com o ronco do motor, de Hallie acelerando mais um pouco.
Desviei meus olhos para a paisagem da praia vazia, ao longe as lanchas e barcos de velas como pontos brancos em um mar azul exuberante. Segurei um ousado sorrisinho que tentou brotar em meus lábios e contraí as sobrancelhas em uma careta.
***
Hallie abriu a cadeira de rodas e praguejei olhando com desgosto para o objeto. Eu odiava essa coisa!
Torci a cara para outro canto, apenas esperando onde alguns homens viriam para me arrancar de dentro do carro. Mas nada aconteceu.
— Vamos! O que está esperando? Acho que está na hora de arriscar sozinho. Você andou fazendo a fisioterapia desde que acordou... _ Hallie disse e olhei de esgueira para a cadeira.
Pior que ser arrancado do banco era cair como uma amoeba no chão. Torci minha cara novamente.
— Certo!_ Hallie ergueu as mãos em rendição._ Enquanto você se decide eu vou mandarem preparar uma mesa para nós no térreo!
Ela se foi, me deixando sozinho no carro, o manobrista parado olhando para mim e o olhei de esgueira baixo a cima. Esperei mais cinco minutos, ninguém veio e isso foi me deixando ainda mais irritado.
— Você!_ rosnei apontando para o manobrista_ Segura essa porcaria de cadeira!
O manobrista correu, segurando a cadeira e me segurei firme na lataria do carro, ainda trêmulo. Ameacei levar minha perna para fora. Meu corpo inteiro tremeu enquanto me esforçava ao meu limite, meu rosto vermelho como uma pimenta e minhas pernas vacilaram, me fazendo despencar, mas cai sentada e exausto, e para minha sorte, em cima da cadeira.
O manobrista, agora de cadeira de rodas, me moveu para a entrada do bangalô beira mar, e Hallie sorriu largo, ao me ver.
— Tire esse sorriso Idiota da sua cara!_ rosnei e ela assumiu a cadeira pelo manobrista.
O local estava cheio, e meu alívio por não ter caído de forma vergonhosa foi nítido. Hallie nos guiou para o reservista.
— Há mesas disponíveis? _ ela perguntou parecendo deslocada pelo local cheio. O reservista arqueou a sobrancelha intrigado.
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Um Gangster em Minha Vida
RomantikHallie ansiava mais de sua própria vida pacata. Em uma determinada noite, enquanto busca por um romance para lhe dar algum tipo de propósito, o encontro fracassado e inusitada a leva de volta para casa revoltada. Já no meio da noite, acaba se metend...
