Hallie
Entrando dentro de casa, deixei meu blazer creme escorrer de meus ombros, ouvindo Ares fechar a porta logo após passar.
— Você tem algo a resolver hoje?_ perguntei, olhando cética por cima do ombro e Ares acenou.
— Mas hoje irei sozinho. _ ele soprou e arqueio a sobrancelha.
— É algo que eu atrapalharia?
— Algo que tenho certeza que seu estômago não vai aceitar. _ ele beijou a lateral de minha cabeça e subiu pelas escadas.
Trouxe meus olhos para a luz da cozinha acesa, e me aproximei lentamente. O cheiro de algo sendo preparado aguçou meus sentidos, e parei sorrateira antes da entrada da cozinha, espiando Marlon preparando a sopa.
Sorri escondido, com os cantos meus lábios se torcendo para cima. Olhe só para esse velhote amolecendo. Entrei na cozinha, fechando o cenho de forma falsa, e caminhando diretamente para geladeira.
Me servi de um bom copo de suco, e me escorei na bancada, o olhando servir a sopa um prato fundo e me olhar com aquele mesmo mal humor e rancor nítido.
— Diga a Emma... _ dessa vez, ele murmruou um pouco mais alto. Mas o interrompi antes que terminasse seu aviso.
— Emma está no hospital.
— Então agora você fala comigo? O que houve com seu castigo? _ ele resmungou e arqueio a sobrancelha.
— Estou entrando em uma exceção agora. _ Sussurrei firme. Eu podia adorar Marlon, mas deixei meus olhos ficarem afiados para que ele visse a ameaça real neles. _ Então me ouça bem, Marlon! Muito bem! Sua bisneta está correndo risco. A gravidez de Emma é de risco, e ela pode perder o bebê. O médico a proibiu de se estressar ou fazer esforços. Se você... _ tirei meu indicador ao redor do copo para apontar para seu rosto, mesmo ainda mantendo o objeto em minha mão. _ Não me importo se você não falar com ela, ou fingir que ela não existe, mas se você a maltratar, eu vou tornar a sua vida um inferno! E eu posso fazer isso! Estamos entendidos? Você quebrou a regra mais sagrada de todas, Marlon. Deveria ter vergonha do que está fazendo...
Somente eu falei. Terminando meu sugo em goles calmos e seguidos, ainda o olhando no fundo dos olhos. Coloquei o copo na pia, agora mais perto dele e me inclinei para encarar seu rosto agora a poucos centímetros do meu.
— Não me importo se você me maltratar, me xingar ou qualquer coisa inútil que você ache que vá funcionar. Você é meu avô por afinidade, e vou o amar e corrigí-lo. Sempre quis ter uma família, e é por isso, que estou te ajudando a abrir os olhos enquanto você ainda tem o amor deles. _ soprei pousando minha mão em seu ombro e apertando. _ Alyce. Talvez você não queira saber, mas estou lhe contando assim mesmo. Alyce é o nome da sua bisneta. Alyce Crawford. Não Hampton! Crawford!
Me afastei vendo seu olhar duro em meu rosto. E subi para o quarto. Ainda faltava algum tempo para o jantar, mas estava sem fome.
Eu queria que Marlon percebesse antes que fosse tarde de mais. Ele tinha algo extraordinário que muitas pessoas desejavam. Pessoas como eu sem um lugar para cair morta, ou alguém para se apoiar nas dificuldades.
Ele precisava ver o que estava fazendo, as pessoas que estava afastando de si por seu orgulho. Sei que ele ainda tem raiva dos Hamptons pelo que fizeram com o filho e a nora. Mas ele amava os netos, e precisava mudar enquanto havia tempo, enquanto eles ainda amavam o avô, e não tinham raiva ou rancor pelo mesmo.
Ah Marlon... Você não acordou pra ser odiado. Isso eu tinha certeza! Mas precisava descobrir isso logo.
Ares continuou falando firme no telefone, parecendo irritado com algo enquanto destilava ordens restritas para barrar a entrada de qualquer um.
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Um Gangster em Minha Vida
RomansaHallie ansiava mais de sua própria vida pacata. Em uma determinada noite, enquanto busca por um romance para lhe dar algum tipo de propósito, o encontro fracassado e inusitada a leva de volta para casa revoltada. Já no meio da noite, acaba se metend...
