Olhei para Ares na entrada da área de embarque e ele me olhou por cima do ombro. Fiquei na ponta dos pés acenando para ele um adeus singelo.
Suspirei voltando meus pés ao chão e fui cercada de todos os lados por homens da máfia disfarçados. Garry abriu a porta do carro quando me aproximei.
— Para onde, senhora?
— Para casa, Garry! Depois ao shopping!
***
Marlon me olhou com desgosto enquanto eu empurrava a cadeira de rodas pelo corredor do shopping. Kalel ficou em casa com Emma, o que impossibilitou de a trazer comigo já que eles começaram a trabalhar.
Mas eu não podia deixar Marlon sozinho e entediado. E apesar de parecer estar odiando nossa voltinha, ele rolava os olhos pelas vitrines.
— O que acha que eu deveria a dar?
Marlon olhou para mim com certo desgosto em seu rosto. Parei diante de uma vitrine, afundando meus pés no chão e olhamos juntos para um terno certamente caríssimo.
— Por que parece que você ficaria ótimo nele?_ murmurei e Marlon arqueou a sobrancelha.
— Porque eu ficaria! _ ele resmungou baixinho e o olhei de esgueira
— Você o quer? _ esperei em silêncio enquanto ele me olhava de esgueira da mesma forma_ Vai ficar um velho rabugento lindo em um terno daquele.
— Não!_ ele resmungou torcendo a cara, e empurrei a cadeira para mais perto da vitrine.
— Vamos lá dar uma olhadinha naquela belezura! _ meus olhos caíram na etiqueta, e desviei o percurso com agilidade. _ Você não queria mesmo!
Marlon
Minha cabeça se moveu para atrás, vendo o terno ficar para atrás e Hallie determinada a nos levar para outro lugar. Queria manda-la voltar, mas apenas voltei a olhar para frente.
— Por quê tudo nesse shopping tem que ser um absurdo de caro? _ Hallie resmungou e a olhei de soslaio.
— É um zegna!_ murmurei e ela me olhou confusa.
— O quê?
— É uma das melhores marcas! São feitos sobre medida! _ disse de mal humor e Hallie arqueou a sobrancelha.
— Você sabia disso, só de olhar para ele?
— Você saberia se fosse mais atenta ao que meu neto veste!
— Vai me dizer que você sabe até a marca das cuecas dele?! Ah vamos lá! Eu sou nova nesse ramo de coisas de luxo!_ ela resmungou baixinho. _ Eu ainda estaria usando minhas camisetas furadas se ele não tivesse enfiado uma tonelada de roupas no guarda-roupa para mim.
— É uma gata borralheira..._ murmurei e ela abriu a boca para me contestar, mas se calou voltando a empurrar minha cadeira.
— Bom, de toda forma, viemos para comprar um presente para a Cecília! E eu separei duzentas pratas para isso!
Meu semblante caiu e a encarei estóico, e ela piscou algumas vezes me olhando de soslaio.
— 200 mil?
— Está louco, vovô? Duzentos pratas mesmo! 200mil... _ ela disse com desgosto balançando a cabeça em negativa.
— Que tipo de murrinha asquerosa você é? _ murmurei e ela sorriu ladino maneando a cabeça.
— Não reclame! Aquele seu CD me custou 330 pratas. Eu queria fazer o dono da loja o engolir! Talvez quando ele abrisse a boca, a música tocaria. _ ela praguejou e minha boca ficou aberta em incredulidade e revolta.
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Um Gangster em Minha Vida
RomansaHallie ansiava mais de sua própria vida pacata. Em uma determinada noite, enquanto busca por um romance para lhe dar algum tipo de propósito, o encontro fracassado e inusitada a leva de volta para casa revoltada. Já no meio da noite, acaba se metend...
