Ares
Torci a cara em sono ao despertar, esfregando meu rosto no travesseiro. Me espreguicei na cama, sem fazer a mínima ideia de que horas eram.
Me levantei da cama, indo para o banheiro e minutos depois sai pronto para atormentar Hallie. Acho que Emma e Kalel estão agradecidos por eu ter encontrado outra pessoa para atormentar.
Parei diante da porta do quarto de vovô, vendo a mesma mal escorada, e o vislumbre de Hallie flexionando uma dar pernas dele, e a esticado. Com cuidado, a devolveu a cama, e seguiu para fazer os mesmo com a outra.
Sorri ladino me escorando no portal e empurrando vagarosamente a porta, cruzando meus braços frente ao peitoral quando seus olhos vieram para mim surpresos, como se tivesse a assustado.
- O que está fazendo, docinho?
- Exercícios._ ela anunciou continuando a flexionar e esticar a perna de vovô Marlon. _ O fisioterapeuta disse que é importante.
- É por isso que ele vem aqui duas vezes na semana._ arqueio a sobrancelha e Hallie apertou as suas sutilmente
- Eu pensei que talvez... Isso fosse ajudar de alguma forma.
- Meu avô odiava exercícios. E odeia as janelas abertas...._ Apontei para a janela e me movi na intenção de fecha-la.
- Mas fica abafado! E ventilação faz bem! _ Ela murmurou e retornei a cruzar os braços tendo que concordar com seu argumento. _ Seria bom se ele pudesse pegar um pouco de sol pela manhã.
- Hallie..._ Sussurrei balançando a cabeça em negativa. Entendia sua vontade de ajudar, mas isso era se encher de falsas esperanças.
- Venha, me ajude! Movimente os braços dele! O fisioterapeuta deixou uma bolinha ali_ ela apontou para a gaveta do criado mudo_ Disse para o fazer aperta-la e solta-la.
Me aproximei, abrindo da mesinha de cabeceira, e pegando a bolinha. A coloquei na palma de meu avô e o fiz apertar e soltar com auxílio de minha própria força contra o dorso de sua mão.
Olhei para Hallie pelos cantos dos olhos, vendo sua concentração, esforço e cuidado com meu avô. Ela estava levando sério isso... Como um raio, sua imagem adormecida na cama me veio a memória. E desviei meus olhos de volta para a massagem na bolinha.
- Eu cuido dele! Vá preparar meu café se quiser seu dinheiro de volta.
Hallie não me respondeu, apenas continuou o que estava fazendo com extrema concentração. Ela murmurou uma contagem quase inaudível e quando acabou, colocou a perna de meu avô na cama. Achei que ela iria se impor, mas Hallie saiu do quarto.
Continuei cuidando de meu avô, passando para a outra mão. E quando acabei, alisei seus cabelos ralos e grisalhos para atrás. Sorri abatido, sentindo saudade de sua presença pela casa, sua voz e suas ordens.
- Você está recebendo atenção, seu velho ranzinza..._ Sussurrei rindo. O dei um beijo no topo da cabeça e sai do quarto.
O cheiro do café preencheu minhas narinas e sorri abertamente.
Hallie
Misturei até que havia diluído perfeitamente. Guardei o pote de sal em seu exato lugar e joguei joguei o pó de café. O cheiro da cafeína subiu no ar e um sorriso ladino cruel contornou meus lábios.
Fechei a garrafa térmica e deixei sobre o balcão quando Ares apareceu na cozinha com um sorriso presunçoso e vitorioso.
Sai pisando duro, e a cada passo comecei a ir mais rápido até estar correndo para o meu quarto. Onde entrei e tranquei a porta, escorando minhas costas contra ela.
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Um Gangster em Minha Vida
RomantikHallie ansiava mais de sua própria vida pacata. Em uma determinada noite, enquanto busca por um romance para lhe dar algum tipo de propósito, o encontro fracassado e inusitada a leva de volta para casa revoltada. Já no meio da noite, acaba se metend...
