Cheguei ao quarto um pouco deslocado, coçando minha cabeça sem saber como deveria resolver essa situação, afinal, coloque-me para resolver o pior problema da máfia e terei sucesso! coloque-me para resolver problemas conjugais e certamente falharei...
Ela estava ajeitando a cama, esticando o edredom e tirando as rugas, e fechei a porta atrás de mim.
— O café da manhã já está posto na mesa..._ puxei assunto e ela me olhou por cima do ombro cética.
— Hum! Descerei daqui a pouco. _ ela comentou tranquila alisando a fronha do travesseiro e se virou para ir para o closet e segurei seu braço a olhando nos olhos.
— Eu... Me desculpe!
Ela me olhou, vagando em meu rosto como se estivesse pensando se me desculparia ou não, e acenou a cabeça.
— Tem notícias do seu avô?
— Kalel disse que ele vai passar mais uma noite no hospital. Os órgãos dele estão fracos... Os médicos estão cuidando dele.
— Irei após o almoço o fazer companhia. Assim você pode resolver seus assuntos e Kalel vir descansar.
Alisei seu rosto, observando seus cabelos presos em um coque e Hallie dividiu um olhar em meu rosto.
— Realmente foi tudo bem? _ perguntei baixo e ela suspirou pesadamente.
— Eles não me levaram a sério. Não queria pensar nas coisas que estava negociando e para onde iam, e no que seriam usadas... Então eu pensei estar negociando um copo grande de café expresso com rosquinhas... Um combo promocional imperdível! Claro, dessa vez eu podia fazer o meu próprio preço...
— Você era uma ótima atendente. Mas não sabia que era tão boa em negociações.
— Trabalhei com diversos tipos de clientes na cafeteria. Lidei com seus clientes como um problemático de lá... E no fim deu tudo certo. _ ela suspirou dando de ombros. _ Eu achei que ia falhar, me surpreendi com o resultado. Foi sorte de principiante!
— Eu vou lhe ensinar. _ comentei e ela arqueou a sobrancelha.
— Comece pelo jeito que você os encara, porque eu me seguro para não perguntar: puro ou com açúcar?_ ela praguejou maneando a cabeça e gargalhei.
Ela bufou passando para o closet, e voltando momentos depois com um boné na cabeça.
— Onde vai?
— Treinar minha mira!_ ela disse firme neguei.
Hallie arqueou a sobrancelha e retirei o boné, colocando na minha cabeça.
— Depois do café da manhã, docinho! Eu serei seu professor!
Hallie
Olhei de esgueira para Ares, vendo o boné em sua cabeça e seu olhar sério nos alvos. Ele abaixou seus olhos tranquilo para a pistola em suas mãos encaixando o cartucho.
— Sua mão não pode ficar mole. Deve segurar a arma com firmeza! _ ele disse erguendo a pistola_ Olha o que acontece quando você não fica firme..._ Ares disparou, e sua mão subiu pelo torque da arma, o fazendo errar. _ Agora olhe quando você tem firmeza._ Ele mirou, e disparou, meus olhos foram para o alvo, acertado em um ponto vital. _ Sua vez!
Peguei a pistola, e segurei firme, e com a outra mão usei para apoio. Ares concordou e se escorou na bancada e o olhei de esgueira, ele apontou para meus olhos e depois para os alvos.
Minhas mãos estavam tremendo, mas apertei firme o cabo. Enfiei meu indicador no gatilho e apertei, tentando deixar o meu braço o mais firme possível, e pistola subiu um pouco, mas pelo menos acertei o alvo, e não as pobres das árvores do jardim.
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Um Gangster em Minha Vida
RomansaHallie ansiava mais de sua própria vida pacata. Em uma determinada noite, enquanto busca por um romance para lhe dar algum tipo de propósito, o encontro fracassado e inusitada a leva de volta para casa revoltada. Já no meio da noite, acaba se metend...
