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— Traga-na!_ a voz de Ares ecoou baixo do andar de baixo e Kalel me olhou de forma séria. Ele maneou sutilmente a cabeça, como se estivesse me dizendo: eu te avisei.

    Seus puxões para o andar de baixo, me fizeram grunhir e me debater, puxando meu próprio pulso para me livrar de Kalel. Desci as escadas quase arrastada e empurrada diante de Ares de uma forma grosseira.

    Ele não se moveu nem mesmo para olhar para mim, enquanto eu queria soca-lo. Meu coração estava acelerado assim como minha respiração e Ares finalmente terminou seu café da manhã, se levantando e deu leves tapinhas na minha bochecha, um deboche claro a minha tentativa inútil de ganhar dele.

— Você não está pronta, docinho..._ Ele sussurrou se inclinando para perto de meu ouvido _ Acho que ganhei, não é?

   Apertei minhas mãos em punhos e Ares tombou sutilmente a cabeça, me olhando indecifrável, mas eu podia ver seus olhos brilhando a vitória. E eu estava odiando isso.

— Seu canalha ..._ rosnei e os olhos de Ares foram para atrás de mim como um disparo, um olhar mortal, e virei lentamente minha cabeça para ver Kalel com as mão estendida para segurar meu pescoço por trás.

   Apertei os olhos para ele e o olhar de Kalel se escureceu.

— Eu te avisei garota... _ ele rosnou dando um passo adiante, mas não me movi, nem um centímetros sequer.

   Kalel estagnou, quando viu minha mão escorrendo para a mesa finalmente, segurando o cabo da faca.

— Toque em mim, e vamos ver se eu ligo de verdade pra porra da sua posição. Toque em mim, e eu te mostro o que uma pessoa sem sobrenome ou o que perder, pode fazer... _ Sussurrei rouca e Kalel deu um passo para atrás.

    Não... não por mim. Mas era o olhar de Ares o avisando para se afastar. A mão de Ares deslizou como uma serpente silencioso aproveitando de minha distração e apertou sutilmente. Soltei a faca que deixou um sonido na mesa, com minhas mãos tremendo fervorosamente e Ares cruzou seus dedos aos meus apertando com força.

  Tentei puxar minha mão, mas ele continuou firme, no mesmo lugar.

— Nos dê um momento._ Ares avisou sério e Kalel apenas se retirou ainda me olhando dentro dos olhos mortalmente._ Você acha que estou equivocado agora, Hallie? _ Ares perguntou em um susssurro rouco e desviei meus olhos, com uma carranca severa em meu rosto. Ares tocou meu queixo, me fazendo o encarar nos olhos, não encontrando mais seu olhar severo, mas sim compreensivo e calmo. _ Me responda docinho. Quando eu digo que você ainda não está pronta para a máfia, e você diz que pode estar e age assim...

— Eu deveria apenas o deixar me bater.

— Não! Nunca! E mesmo que seja contra meu irmão que você queria levantar uma faca, estou orgulhoso por se defender. Mas você não está sabendo lidar comigo...

  Apertei as sobrancelhas com estranheza de suas palavras e seu polegar roçou em minha bochecha.

— Claro que estou!

— Não, Hallie! Você não está. Porque você acha que serei o mesmo o tempo todo. A maneira como eu te dou liberdade, não vai ser a mesma quando eu for seu líder. Eu te testei, e você foi reprovada, docinho!

   Minha expressão se suavizou e dividi um olhar em seu rosto. Esse tempo todo era um teste?

Ares apertou de volta minha mão, e com a livre pegou a faca próxima e a tirou.

— Seu..._ rosnei e ele sorriu.

— Já tivemos experiências o bastante com facas. Eu vejo seu potencial, querida, mas se não aprender a fingir obediência as coisas vão ficar bagunçadas._ ele sussurrou quase inaudível.

Um Gangster em Minha Vida Histórias para pegar e não largar. Descubra agora