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Hallie

   Tropeço, estendendo minhas mãos em busca de apoio. Ares permaneceu fazendo mistério ao cobrir meus olhos e me guiar pela garagem.

— Só mais um pouco...

— Não é nada exorbitante, não é?

— Não.

— Isso é um não, não é ou não um não, nada comparado ao que posso comprar? _ Arqueio a sobrancelha quando o silêncio de Ares reinou. _ Ares...

— Poderia te dar coisas melhores. _ ele soprou de forma convencida e claridade irradiou por minhas pálpebras quando suas mãos se afastaram. _ olhos fechados, hum! _ Suspirei, o obedecendo. Ele se afastou, e senti a inquietação e animação em meu âmago. _ Abra os olhos docinho!

Abri os olhos, tentando me acostumar com a claridade intensa da garagem, piscando algumas vezes. Diante de mim, um carro coberto por uma fina manta negra, estacionado sozinho, distante dos outros carros emparelhados como em um museu. Meus olhos subiram para meu marido, enquanto ele me encarava cético, seus olhos brilhando o mistério como se ele estivesse ansiosos por minha reação.

Ares puxou a manta com um puxão forte, e diante de mim, uma Aventador preta me fez prender o ar. Subi meus olhos de volta para Ares com tanta pressa que meu cérebro doeu pelo movimento abrupto. Minha boca estava aberta. E quando voltei a encarar o carro, podia jurar que sua lataria mudou de cor com um sútil movimento meu.

Eu estava imóvel, sem reação. Não era só um carro, era O Carro. Meu coração estava golopando na boca assim como quando Marlon colocou aquela pulseira no meu braço. E se ele não tivesse dito que era bijuteria, e eu não conhecesse a aquele velho ranzinza, diria que era de verdade.

Ares ficou em silêncio, a luz de led no teto batia sobre a lataria do carro e a fazia parecer um espelho. Era magnífico...

— Se ficar em silêncio assim eu não saberei se gostou. _ Ares me provocou e engoli em seco.

— É que não dá pra dizer que é falsificado. _ murmurei e Ares tombou a cabeça, gargalhando alto.

   Ele abriu a porta do carro, de modo que ela foi para cima e não para o lado. Sua mão estendeu em minha direção, me chamando, e me aproximei contendo a empolgação explosiva dentro em mim.

— Por que não dá uma volta?

— Mas e a festa? _ perguntei subindo meus olhos arregalados para seu rosto e Ares deu de ombros.

— É só uma volta, docinho! Vamos! Vou com você!

Dito isso, ele apenas se afastou, indo para o passageiro e entrando no meu carro primeiro, se aconchegou no banco, avaliou todos os detalhes e me encarou, notando meu desgosto nítido. Ele riu rouco, erguendo as mãos em rendição, descendo do carro e apontou para o interior.

— A regra número um de Hallie Crawford. Se é dela, ela vê, veste ou experimenta, primeiro.

— Humph! _ fingi desgosto por suas palavras, mas por dentro me sentia uma garotinha que tinha ganhado um unicórnio que pediu ao papai Noel.

  Deslizei para dentro do carro, sentindo o conforto do banco, a beleza do painel. Ares entrou novamente, me olhando com expectativas quando o encarei e sorri largo deixando sair aquele sentimento novo de ter ganhado algo extraordinário.

— Não pense que acabou. Mais tarde temos que abrir os presentes de baixo da cama.

— Por que tudo isso, Ares? A casa, o carro, os outros presentes que... céus! Eu tenho medo agora de quanto você gastou neles. _ meus olhos estavam arregalados olhando para o parabrisas e Ares suspirou, sua mão segurou meu queixo, me obrigando com elegância a encara-lo.

Um Gangster em Minha Vida Histórias para pegar e não largar. Descubra agora