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   Abracei a marmita contra mim, olhando para a tela sobre o rosto da mulher. A olhei baixo à cima, e depois para os outros. Me virei, olhando para Ares, de baixo e estendi a marmita.

— Você almoçou? Eu trouxe isso para você. Quero que experimente. _ Ares, ao ver que eu tinha ignorado toda sua família, pegou o embrulho em minhas mãos intrigado e voltou a me encarar com uma pergunta em seus olhos. _ É simplesmente a melhor macarronada do mundo!

— Eu estava mesmo com fome. _ ele murmruou, beijando o topo de minha cabeça e desceu a escada indo em direção a cozinha. Deixando dezenas de par de olhos a segui-lo.

— E a nossa comida? Estou morto de fome! Sabe quanto tempo de viagem enfrentei para estar aqui para o velório do velho? _ um homem de idade aproximada a de Kalel e eu resmungou.

   Este deveria ser Oliver. E o analisei meticulosamente enquanto descia a escada em direção a sala. A mulher aos pés da escadaria, me olhava como se eu fosse uma ladra que fosse roubar todo seu dinheiro.

   Parei no último degrau, a olhando no fundo dos olhos.

— Você deve ser a Megan. _ comentei e ela piscou surpresa.

— Você ouviu falar de mim? _ ela riu, alisando os cabelos tentando parecer simpática.

— Bastante! Você faz gastos exorbitantes e não paga. Uma caloteira como diria alguns. _ comentei e ela arregalou os olhos e a boca, ofendida. Olhei para o sofá e apontei para Oliver _ E você é um parasita. Você é outro. E você também.... _ apontei um por um, para cada rosto.

— Ares, controle essa sua esposa malcriada! _ Megan rugiu indo quase marchando como um soldado para a cozinha. _ Quem ela pensa que é? Nós somos Crawfords! Faça alguma coisa!

  Ares apareceu na sala com a marmita na mão, e de boca cheia. Ele apontou com o garfo para mim, e para o macarrão, apertando os olhos e comemorando. Ri baixinho, colocando minhas mãos no quadril.

— Vamos ser sinceros. _ disse tranquila, porém firme, caminhando em direção ao sofá e me lancei no estofado, cruzando as pernas de forma elegante. _ Vocês não estão aqui porque Marlon morreu, estão pelo dinheiro.

  Megan bufou, fingindo estar insultada.

— Essa garota ordinária...

   Uma das empregadas que estava parada na porta da cozinha, tentando convencer Ares a pelo menos sentar na mesa e colocar o conteúdo da marmita em um prato, olhou para mim quando estarei os dedos.

— Tina, traga por favor aquilo.

   A mulher engoliu em seco, e acenou. Deixando Ares em paz, ela correu para o andar de cima, e momentos depois retornou com a maleta em mãos. Na mesa de centro diante de mim, ela abriuo objeto, revelando fartos malotes de dinheiro. Ares escorou na parede, sem sequer parar sua refeição para assistir o desenrolar. E quando subi mais um pouco meus olhos, Kalel estava escorado no corrimão, no segundo andar. Como se não quisesse perder a confusão, mas também não quisesse ficar por perto.

   Os olhos de Oliver arregalaram. Ele se inclinou para tocar o dinheiro, mas recebeu um belo tapa na mão da irmã mais nova.

— Talvez vocês não saibam, mas antes do velho morrer, ele deixou um testamento.

  Silêncio total e absoluto enquanto eles trocaram olhares cheios de surpresa e intriga. Certamente pensando: quem foi o premiado? Quem faria a maior mordida na herança milionária do velho?

   Ares engasgou, batendo no peito e todos o olharam. Certamente pensando que ele tinha algo para se preocupar, um todo poder a perder. Alguns ficaram cheios de confiança, enquanto eu assisti discretamente Ares e Kalel trocarem um olhar como se perguntassem: Quando vovô morreu?

Um Gangster em Minha Vida Histórias para pegar e não largar. Descubra agora