Resfoleguei, quando o peso do corpo de Giovanni tombou sobre mim. Agarrei as laterais de seu corpol, lutando contra o peso para o lançar para o lado. Um grunhido, rouco e fraco, escapou de minha boca no processo, e no instante que Giovanni bateu no chão ao meu lado, os olhos de Kalel arregalaram.
Eu não sabia o que sentir primeiro. Alívio? Com certeza isso estava transbordando em mim. Kalel fechou a porta com agilidade, vindo até mim enquanto eu tentava me apoiar no cotovelos. Seus joelhos bateram secos no chão quando ele foi eficaz em me colocar sentada.
Seus olhos arregalados dividiram um olhar de um lado a outro em meu rosto. A respiração descompassada indicando que ele estava correndo contra o tempo. Suas mãos pousaram em meus ombros, tremendo, e sem dizer nada, ele apertou o cenho de um jeito severo e me puxou pra um abraço seco que me arrancou outro grunhido pelo impacto. Na mesma intensidade ele me afastou, voltando a olhar para as manchas de sangue em meu corpo.
— Onde você está machucada? — sua mão vagueou pelo meu rosto que formigava e latejava. Na verdade, todo meu corpo doía intensamente.
Giovanni grunhiu, me fazendo quase pular em susto. Mas Kalel não vacilou ao disparar tantas vezes que tive que cobrir os ouvidos com força. Eu não tive dúvidas que agora sim ele estava morto. Kalel se levantou com um calmaria assombrosa e fria, tirando seus olhar escurecido de Giovanni para me olhar na mesma intensidade.
— Você não comeu ou bebeu, certo?
— Já faz três dias que eu não como nada. — praguejei, e as sobrancelhas dele se apertaram com força.
— Três dias?— ele estendeu a mão, e aceitei a ajuda para me levantar.
— Era pra ser o castigo de Giovanni já que eu não confiava nele. — Soprei, e Kalel suspirou, olhando para mim como se estivesse com pena ou aliviado. Era difícil de decifrar.
— A coisa lá fora está feia. Preciso tirar você daqui. — Ele murmurou severo, e concordei com rápidos acenos. Mas antes... Eu corri para o outro lado do quarto, pegando meu canivete ensanguentado no chão, e alcancei Kalel na porta. Ele me deu uma espiada curiosa ao ver a lâmina em minha mão.
— Eu conheço esse canivete...
— Foi só emprestado. — praguejei, e ele estreitou os olhos. — Não estreite os olhos para mim! — resmunguei, e para minha surpresa Kalel sorriu estreito e fraco.
— Sentimos sua falta, Hallie. Agora vamos lá! Não saia do meu encalço de jeito nenhum! As ordens de Ares é remover você deste lugar imediatamente após a encontrar!
E na menção de seu nome,meu coração disparou, se contorceu, doeu no peito. As lágrimas começaram a brotar, meu queixo tremeu.
— Ares está aqui?
— Está de brincadeira? — Kalel grunhiu — Acha mesmo que ele não estaria?
Eu ri. Com certeza Kalel pensava que eu estava sendo uma tola chorona. Na verdade acho que ele sempre acreditou nisso. Limpei as lágrimas com as costas das mãos. E ele acenou para irmos.
— Me leve para ele!
— De jeito, nenhum! Ordens são ordens!
— Kalel, me leve para ele! — rosnei. Agora irritada. — Caralho, me sequestraram e esquecem que eu sou a esposa dele?
— Teoricamente você não é mais já que se casou com aquele lá.— ele apontou com o queixo para Giovanni estirado em meio a uma enorme poça de sangue.
O soquei direito nas costelas, o que o fez resfolegar.
— Se não foi consumado, então não vale. E você sabe! Não tem divórcio. — Soprei, olhando para fora de um lado a outro. — Por favor, não me tire deste lugar sem que eu o veja primeiro. Eu não quero ter pesadelos com este lugar, e não ter a imagem de Ares aqui por mim.
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Um Gangster em Minha Vida
Lãng mạnHallie ansiava mais de sua própria vida pacata. Em uma determinada noite, enquanto busca por um romance para lhe dar algum tipo de propósito, o encontro fracassado e inusitada a leva de volta para casa revoltada. Já no meio da noite, acaba se metend...
