O ser humano é um animal cheio de defeitos. Também é o mais propenso a cometer erros e permanecer neles. Mas um dos principais erros que comete, é o de pensar que todos ao seu redor são idiotas. Mentir, por exemplo. Quem gosta? Ninguém quer descobrir que foi enganado, mas por outro lado, poucos se preocupam por não enganar. E é justamente por isso: por pensar que todos ao redor são idiotas, que mentimos. Já seja para tapar um erro ou pelo medo a perder. Há alguma forma de mentir e se redimir? Quando uma mentira pode ser considerada... piedosa? Como catalogamos se um erro ou um engano é fácil de perdoar? Provavelmente até o momento em que passamos pela situação e vivemos em nossas próprias carnes a dor, a sensação de ser enganado, traído... é que podemos então definir. Eu, particularmente, considero qualquer mentira um ato de má fé. Não há mentiras piedosas, e sim egoísmo. Pelo medo a ser julgado, a perder, a experimentar o sabor amargo de ser uma decepção para alguém, criamos um escudo: mentir. Mas a mentira tem perna curta, e por mais que a pessoa se convença daquela babaquice de "uma mentira contada muitas vezes pode virar uma verdade" ou, "é melhor a mentira que engana do que a verdade que dói", no final é tudo a mesma coisa: desculpas. E eu me pergunto, como no inferno ser enganado é melhor do que ter a possibilidade de seguir em frente?
Olha, errar é humano. Permanecer no erro, também é humano. Ter medo, está permitido. Duvidar, também. Mas enganar... não é errar. É uma opção. Verdade ou mentira, verdade ou consequência. As pessoas nos entregam suas expectativas, afim de que nós possamos cumpri-las, depositam a confiança e de pronto, temos essa responsabilidade. Mas somos idiotas. Saltamos a primeira barreira, entramos pelo túnel da confiança até chegar ao coração e quando finalmente, depois de todo aquele esforço, possuímos seu bem mais valioso (a confiança), fazemos algo para destruí-la. E pelo medo a perder, porque sabemos que a merda já foi feita, mentimos. Até que o dia, porque sempre passa, a verdade vem á tona e já não há volta atrás.
Todos enchem a boca para criticar uma traição, mas como dizem os teóricos e sábios: falar sempre é mais fácil. Se mentir não é mais que a consequência do medo, a verdade seria consequência da valentia? Covardes... o mundo está cheio deles. Usam a palavra "impossível" como justificativa a seu medo de tentar. Porque para os valentes de verdade, o impossível é só questão de opinião. Porque para os valentes de verdade, errar é humano e reconhecer essa capacidade que temos é algo nobre. Mas também temos a tendência a pensar que em determinados momentos (temos dois ou três ao longo da nossa vida) que se render é um ato de covardia. Falso. Em determinados momentos, se render é o maior gesto de coragem. Porque um "eu sinto muito" á tempo é melhor do que o silêncio eterno. Sempre é.
No capítulo anterior de Happy Ever After...
– Miguel? – ela perguntou com um fio de voz e ele sorriu. Miguel? O único Miguel que eu conhecia era... era... Oh merda. Aquilo só podia ser uma brincadeira.
Lauren POV
Tudo bem, eu reconheço, investiguei cada detalhe da vida dele. Desde o hospital que nasceu até suas notas na faculdade, mas porra... ele era magro, cabelo quase raspado e cara de babaca. O Miguel que estava a nossa frente não tinha nenhuma semelhança ás fotos. Alto, barba mal feita, sorriso galante, roupa social e corpo. Como se tivesse engolido um maldito instrutor de academia, ele estava sorrindo e admirando minha mulher de cima a baixo. Camila, que parecia em transe, mantinha seu sorriso sem graça, como quando é pega de surpresa fazendo algo errado. Não se mexe, não pisca nem deixa de sorrir. Olá? Estou aqui! Sua mulher! Então ele se aproxima ainda mais e a abraça. Ela demora em reagir, mas no final acaba correspondendo. Mas o quê?
- Quanto tempo! – ele disse sorrindo.
- Sim, muito! – ela assentia freneticamente, e como a conheço tão bem, sei que estava tentando processar o fato de que, seu ex e primeiro amor estava ali, parado a sua frente.
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L A U R E N
FanfictionCamila Cabello sempre foi uma jovem responsável e dedicada à família que se esforçava diariamente para sobreviver. Filha de um professor e uma costureira, a jovem cresceu com o sonho de um dia ser uma grande estilista de moda. Porém, a realidade era...
