CAP - 3

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18 de Abril

Georg chegou em casa hoje bem cedo... foi direto dormir. Voos são cansativos, de alguma forma.
Começo a arrumar meu quarto para passar o tempo. Faltavam só uns minutinhos para o almoço ficar pronto. Organizo minha tela e as tintas no canto do quarto, pensando no que vou pintar dessa vez... já cansei de desenhar paisagens, monumentos, fantasias... Olho para a bancada e vejo o desenho que fiz das casas da frente... a casa do Tom Kaulitz.

— Ow, o almoço tá pronto. Vem comer. — Georg fala, abrindo a porta do meu quarto e me dando um leve susto.
Desço para a cozinha e vejo as panelas: era macarrão... de novo.

— Pai, você precisa aprender a cozinhar umas coisas novas... — digo, enquanto me sirvo.
— É o mais prático. Bom... tenho uma viagem de negócios para fazer. Deixei o cartão para vocês pedirem comida e o que precisarem... Georg, cuida da sua irmã e não deixa ela sozinha para ir na casa dos Kaulitz! Sei que a irmandade de vocês tá enferrujada, mas será uma ótima atividade para se conhecerem melhor. — meu pai diz, colocando o terno.
Não acredito que vou ficar sozinha nessa casa... é óbvio que o Georg vai sair com os amigos o tempo todo.

Termino de almoçar em completo silêncio com o Georg, coloco o prato na pia e vou até a sala procurar algo para ver na TV.

— E aí, ainda te chamo de Boo? — Georg diz rindo, um apelido idiota que ele me deu quando começamos a falar. Meu pai e minha mãe adotaram isso para o resto da vida.
— Não, credo... você toca baixo? — digo sorrindo.
— Mexeu nas minhas coisas? — Georg questiona.
— Talvez... eu estava entediada. — respondo.
— Aham... tenho uma banda com os meninos, mas a gente só toca em alguns clubes da cidade. Bill canta, Tom toca guitarra, Gustav bateria e eu, baixo. É bem daora. — ele diz puxando o controle da minha mão. Fico impressionada. Uma banda... deve ser irado.
— Ei! Eu ia ver algo... — digo puxando o controle dele de volta.
— Vai ver o quê? Fofoca? Maquiagem... ah, faz favor, S/N. — ele diz se deitando no sofá. Começo a rir e ele também. Parece que não vai ser tão difícil conviver com ele afinal.

— Aliás, falando em fofoca... sinto em informar que conheci seus amigos e jantei com eles. — digo, parando de brigar pelo controle.
— Que?! — ele diz surpreso, mas não era uma boa surpresa.
— Caiu a luz e o papai deu essa incrível sugestão... mas não se preocupe, não tenho interesse em manter contato. — digo com a cara mais forçada que existia, tentando não demonstrar que, na verdade, tudo que eu queria era ver o garoto novamente.
— Aham... acredito! Não é por mal, mas cuidado, tá? Um é extravagante demais e o outro... não é a melhor opção de namorado. — ele diz rindo.
— Na-namorado? Tô fora! Não quero seus amigos, credo. — digo sentindo meu rosto queimar. Provavelmente minhas bochechas estavam coradas.

Antes que ele respondesse mais alguma coisa para me constranger, invadem a casa: os gêmeos e mais um garoto, provavelmente o tal do Gustav.

— E aí, babaca? Achei que fosse lá pra casa hoje. — Tom diz se jogando no sofá ao lado do Georg. Os dois começam a rir e conversar... nem parecia que tinha mais gente na sala.
— Eu ia passar a tarde com minha irmã hoje... mas nem preciso apresentar, vocês já se conhecem, né? — Georg diz dando um soco brincalhão no braço do Tom.
Tom ri e me olha, fechando o sorriso lentamente... com uma cara que depositava muito interesse.

— Ia passar a tarde comigo? — pergunto, confusa, ignorando os outros.
— Não quer? — Georg responde.
— Não quero que seja minha babá porque o papai pediu... não seria a primeira vez que eu ficaria sozinha e isso não é nada impactante. — digo me levantando.
— Aonde você vai? — Georg questiona, levantando-se também.
— Ao shopping... — digo sorrindo.
— Sozinha? — Bill pergunta.
— É, ué... — respondo.
— Vai deixar sua irmã sair sozinha, Geo? Se prepara para conhecer seu novo cunhado. — Tom diz baixo para Georg.

Subo para me arrumar, coloco uma roupa, arrumo o cabelo, faço uma maquiagem leve, passo meu perfume e pronto!

Desço as escadas olhando o celular, quando me deparo com a trupe de amigos do Geo, os quatro parados me olhando.

— Que foi? — digo parando de caminhar.
— Vamos com você! — Tom diz sorrindo.
— Não vão não... — respondo.
— Vamos sim! — Tom responde.
— Você ouviu o pai, S/N... só estou fazendo o que ele disse. Vamos só acompanhar, vigiar. — Georg diz sorrindo, como se estivesse realizando um grande feito.
— Vigiar? Bill? Você concordou com isso? — cruzo os braços.
— Eu amo o shopping... é meu ponto fraco. — ele responde se sentindo culpado.
— Eu não tenho nada melhor para fazer. — Gustav diz com as mãos no bolso.

Fico incrédula olhando aquela cena por mais alguns segundos... quatro garotos me seguindo. Ok... adeus novas amizades que eu possivelmente faria.

— Isso é patético! Vão ficar em silêncio... — digo, passando por eles e indo até a porta. Todos concordam e logo me seguem.

Caminho pelo shopping olhando as vitrines... tinha comprado algumas roupas e sapatos que os meninos estavam carregando. Achei que seria ruim, mas na verdade está sendo incrível não ter que carregar sacolas.

Já faziam quase duas horas que estávamos no shopping. Acho que eles começaram a se arrepender de terem vindo junto.

— Brilhante ideia, viu... agora estamos sendo tratados como empregados da garota. — Gustav diz rindo.
— Ô, S/N, majestade. — Tom para de caminhar. Me viro para ele e respiro fundo.
— O que é? — digo irritada.
— Caraca, tem aquele filme de terror que falamos no cinema hoje. Precisamos assistir. — Bill diz, olhando os cartazes do cinema.
— Já estamos todos aqui mesmo. Quer assistir também, S/N? — Georg pergunta animado.
— Não sei não, Geo... — me aproximo deles.
— Vai me dizer que tem medo? — Tom ri.
— Lógico que não! — respondo.
— Então vamos, por favor... já carregamos suas coisas e cumprimos nossa parte de não atrapalhar você. — Gustav fala, arqueando a sobrancelha.

Fico uns segundos em silêncio. Realmente, eu estava com medo... mas não ia admitir na frente deles.

— Tá bom, vai... vamos logo. — digo, entrando no cinema com eles.

Escolhemos o filme e pegamos algumas coisas para comer. Fomos para a sala e sentamos na seguinte ordem: Tom, eu, Gustav, Georg e Bill. Queriam manter a ordem dos bilhetes, mesmo que pudéssemos trocar de lugar.
As únicas pessoas que não me deixam nervosa estavam longe de mim. Tom consegue me constranger em segundos e não conheço Gustav o suficiente para puxar assunto aleatório.

O filme começa e me sinto desconfortável. Realmente, eu odeio filmes de terror, ainda mais no cinema, onde o barulho é 100 vezes maior.

— Relaxa, S/N... eu protejo você de algo que não existe. — Tom diz rindo, tirando sarro da situação em que nos encontrávamos... vai ser uma longa duas horas.

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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora