—Apaixonado? Porra, S/n... essa foi a maior besteira que já disse. — Georg riu, o que só me irritou ainda mais.
—ENTÃO ME DIZ LOGO! Me dá um motivo pra não acreditar nisso. — gritei, sem saber mais como reagir.
—Sou hétero. Isso já não basta? — respondeu como se fosse óbvio.
—Eu também sou... mas já tive uma breve paixão pela Lanis, simplesmente porque ela me acolheu como ninguém. Confundi sentimentos, mas passou. É isso, não é? — cruzei os braços, firme.
—Não, porra! Não gosto do seu namorado. Relaxa. — suspirou, sentando na cadeira e passando as mãos pelo rosto.
—Era só a atenção que você tinha e eu roubei, não é? — perguntei.
Ele soltou uma risada cansada.
—Você sempre fica com tudo. Tinha toda a atenção da mamãe, a do papai quando vinha passar férias... e nunca percebeu. Até meus amigos, S/n. Você tem tudo, mas nunca parece feliz. Sempre quer mais. — a frustração em sua voz parecia acumulada por anos.
—É ciúmes? — perguntei insegura.
—Inveja. Se quiser usar esse termo, dá no mesmo. — rebateu.
—Não, não pode ser só isso. A mamãe me esqueceu no instante em que se mudou. Do papai, eu implorava por atenção. E seus amigos? Georg, eu cheguei como uma coitada, sem ninguém. Até hoje meus amigos são os seus, caso contrário eu nunca teria conhecido nenhum deles, mesmo sendo vizinhos. — respondi, firme.
—Agora vai se fazer de vítima? — ironizou.
—Não ligo. Talvez eu seja mesmo uma coitada... invejada pelo próprio irmão. — soltei uma risada amarga.
Georg me olhou com raiva, mas logo riu também. Era tão absurdo que parecia piada.
—Passei três anos vivendo de aparência em Nova York. Aquilo foi um inferno. — confessei, secando lágrimas de tanto rir.
—Eu achava que você estava no auge da felicidade. — disse.
—Quem me dera. Meu auge foi quando nos tratávamos como gêmeos, sentindo e sabendo tudo um do outro. — confessei. Ele ficou em silêncio, apenas fitando meus olhos.
—Desculpa... talvez eu seja um idiota. — murmurou.
—É mesmo. Se não gosta do Tom, podia pelo menos ficar com o Bill. Ele é igual, só que gosta de homens também. — provoquei.
—Vai se ferrar! Vai contar pra ele? — Georg arregalou os olhos.
—O quê? Que você se afastou porque, no fundo, sente algo além do que deveria? — perguntei, encarando-o.
—Não sinto merda nenhuma! Se gostasse de homens, não seria do Tom. Só você mesma pra se apaixonar por um idiota desses. — respondeu ríspido.
—Ele é diferente comigo... sempre foi. — rebati.
—É o mínimo! Sempre foi tratada como princesa. Por que aceitaria alguém que te tratasse como lixo? — disse, levantando-se e se aproximando.
—Exato. Só quero que ele me trate como você me tratou a vida inteira... mesmo que nosso contato fosse pouco, ainda assim era respeitoso e gentil. — confessei, com lágrimas ameaçando cair. A culpa me sufocava.
Georg suspirou, passando a mão pelo meu cabelo.
—Preciso de um tempo. Vou me mudar até os shows voltarem. Quero entender minha cabeça. — disse.
—Por quê?! — perguntei, confusa.
—Porque fui um babaca com você e com meu melhor amigo. Preciso resolver isso sozinho. Vai ser bom morar só, longe da bagunça dos outros três. Você fez o mesmo quando foi pra Nova York. Não devia se importar tanto. — beijou minha testa e saiu do quarto.
Fiquei parada, digerindo cada palavra. Descobrir que a mamãe só ligou antes do avião cair porque ele pediu... que meu irmão nutria sentimentos confusos pelo meu namorado... que invejava a vida que eu mesma julgava miserável. Era informação demais para uma única noite.
—Oi... — ouvi a voz do Tom. Respirei fundo antes de me virar e fingir que não havia chorado três vezes naquela discussão.
—Oi. — sorri de canto.
—Georg me pediu desculpas e foi embora. Sabe o motivo? — ele perguntou.
—Vai se mudar. Talvez seja isso. — preferi não contar. Se Georg quisesse, revelaria sozinho.
—Se mudar? Mas...
—Porque ele é um idiota, e precisa de tempo pra deixar de ser um idiota. — respondi rindo.
Tom me abraçou forte. —Eu sei que está escondendo algo, mas... não ligo. Por enquanto. — murmurou. Afundei o rosto em seu peito, encontrando o conforto e segurança que só ele me passava.
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Um mês depois
—AI. MEU. DEUS! — Bill entrou esbaforido na sala, celular em mãos.
—O quê? O quê? — perguntei, ansiosa.
—Você tá famosa... — disse com expressão nada boa.
—Então por que não está sorrindo? — tomei o celular dele.
Meus olhos percorreram a manchete, os comentários e milhares de curtidas.
—Merda... — murmurei.
—Vou falar com a assessora antes que o Tom... — Bill começou, mas foi interrompido pela porta se abrindo. Tom entrou. O olhar dele estava carregado de algo ruim. Muito ruim.
—Droga... — sussurrei.
—Amiga! Que garoto babaca... — Lanis apareceu pela porta dos fundos.
—Só um idiota que não superou. Não liguem. — falei, tentando conter a raiva.
—Não vou deixar assim. — Tom disse, subindo para o quarto.
—A notícia chegou ao Tom raivoso. Problemas à vista. — Lanis roeu a unha.
—Relaxem. É só fofoca. — me sentei no sofá, tentando manter a calma.
—“Que a S/n Listin e o guitarrista Tom Kaulitz estavam de rolo, todos já sabiam. Mas Eric Hizzo, ex-namorado da artista, afirma que a relação nasceu de uma traição. Segundo ele: ‘Uma garota que trai um namorado para ficar com outro repetirá a dose’. Fãs acusam a jovem de sem caráter e traidora. Ela teria abandonado a carreira em Nova York para viver o romance com Tom Kaulitz. Haverá um pronunciamento ou ela seguirá se escondendo atrás da fama do amante?” — Lanis leu em voz alta.
—Não precisava repetir. — forcei um sorriso.
—Ele mentiu! Inventou tudo! — Lanis ficou incrédula.
—Nem tanto. Terminei com ele três dias depois de ficar com o Tom. — confessei.
—Ei, para aí! Não vai se culpar porque o idiota não aceita ter sido trocado. — Bill se exaltou.
—É só fofoca... já vai passar. — tentei me convencer, rolando os comentários venenosos.
Mas então vibrou meu celular. Mensagens.
Eric:
“Você é minha. Se não for minha, vai morrer sozinha. Tenho mais coisas pra dizer sobre você e seu namorado. Fotos íntimas, lembra? Talvez seja hora de visitar seu chefe e assinar sua demissão... podemos conversar melhor. Temos assuntos inacabados.”
Meu estômago gelou.
Eu: 🖕
Eric:
“você não deveria ter deixado Nova York, amor.”
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfikce🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
