CAP - 27

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Alemanha
1 de setembro de 2018

Já havia ido ao shopping com Lanis e Doff. Voltei para casa e me arrumei; eram 19h55. Sorrio ao olhar para o relógio, pensando que realmente posso estar lá agora, bem antes das nove da noite.

Pego os presentes do Bill e do Tom e sigo para a casa dos meninos. A festa seria lá mesmo, mas o Bill insistiu que o tema fosse all black.

(...)

—Feliz aniversário, amorzinho! —Digo sorrindo assim que Bill abre a porta.

—Uau... gata demais, gata demais! —Ele exclama, de boca aberta, enquanto entro na sala.

—Espero que goste! Fiz com carinho... —Entrego o presente.

Bill bate palmas animado e abre rapidamente a embalagem.

Preparei um quadro “pequeno” com uma foto nossa, um microfone cravejado de pedras pretas e espinhos, e uma caixinha com um anel de prata lindíssimo.

—Você é a melhor do mundo! Eu amei tudo!! —Ele me abraça com entusiasmo.

—Seu irmão está por aí? —Pergunto.

—Consegue tirar ele do quarto pra mim? Daqui a pouco os convidados começam a chegar e ele sequer deu as caras aqui! —Bill diz, revirando os olhos.

—Tenho quase certeza que não... —Digo com um sorriso forçado.

—Parece que seu nome é a única coisa que faz ele prestar atenção nesta casa. Então sim... você consegue! Te amo, obrigada de novo! —Beija minha bochecha e vai para a cozinha.

A casa estava toda arrumada e decorada. Ficou linda.

—Espero que esteja pronto para comemorar sua noite... —Abro a porta do quarto e procuro Tom com os olhos. Vejo-o sentado na poltrona, no canto do quarto.

—Não vai rolar... foi mal. —Responde sem me olhar.

—Qual é... toma, fiz isso pra você. —Estico a mão em sua direção. Ele me fita dos pés à cabeça, e confesso: amei o jeito como me olhou. Fazia-me parecer única.

—Liguei para você e lembrei que não queria que gastasse seu dinheiro comigo. —Volta o olhar para o presente. Reviro os olhos e balanço a sacola para que ele pegue.

—Você ligou tarde demais... e eu fiz... não comprei nada! Bom... comprei, mas foi pra mim, então não gastei só com você. —Sento-me no braço da poltrona, colocando as pernas entre as dele.

—É a gente? —Segura o desenho da polaroid.

—Desenhei nós dois quando tínhamos 16 anos. Sei que não queria que gastasse nada comigo, e bla bla bla... respeitei sua vontade. Mas você tinha dreads fofos. E eu... era só uma garotinha apaixonada. —Sorrio, enquanto ele observa o desenho, feito à mão em vez de impresso, capturando um abraço da adolescência.

—Você tinha um olhar puro, delicado e bondoso... foi por isso que me apaixonei por você naquela época. —Coloca o desenho na capa do celular.

—Era pra ser fofo? Porque doeu... Eu tinha! Você era! —Passo as mãos pelo seu pescoço; ele responde acariciando minha cintura e me puxando para o colo.

—Seu olhar não é mais tão puro... mas ainda tem os mesmos olhos de sempre. Os olhos apaixonados por mim. —Sorri, deslizando os dedos pela minha perna, me causando arrepios.

—Tom... o que nós somos? —Pergunto. Ele ri, mais engraçadinho que o normal.

—Quem liga? Você é minha, e isso basta... —Relaxando na poltrona, retira as mãos da minha perna.

A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora