—Onde você disse que se conheceram mesmo? —Eric pergunta a caminho da cerimônia. O casamento seria em um jardim de rosas negras inaugurado há um ano, na Alemanha... a cara dela.
—Ela cantava com a banda de rock em um café... depois disso, vivíamos grudadas. Tocava guitarra na garagem do namorado dela. —Respondo.
—Nunca me disse que gostava dessas coisas... de personalidade forte. —ele comenta.
—Personalidade forte? Do que tá falando? —pergunto rindo.
—Achei que seu estilo era só pra chamar atenção, não sabia que realmente curtia esse lado mais gótico. —ele provoca.
—Isso foi quando eu tinha dezesseis anos, Eric... já não tenho os mesmos gostos! —minto, desviando o olhar.
Chegamos ao local. Eric desce primeiro, abre a porta do carro e segura minha mão. Meu estômago revirava, um nervosismo estranho crescia conforme caminhávamos até a cerimônia. Não fazia sentido tanto medo de rever velhos amigos.
—Quer sentar ali? —ele aponta para os assentos. Concordo e nos acomodamos.
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Tom
—Vai ficar do meu lado no altar, né? Quase mais importante que a própria Lanis, só não conta pra ela. —Doff fala enquanto ajeita a gravata.
—Você não amadurece nunca, né Doff? —respondo rindo.
—Fiquei sabendo que a S/n chegou há alguns minutos... não vai lá falar com ela? —ele provoca.
—Não! É só amiga da sua noiva. Pra que eu iria? —retrucando rápido demais.
—Mas não foi você quem se declarou pra ela? —ele solta, sem cerimônia.
—Isso foi anos atrás... eu nem sabia o que sentia. Besteira de adolescente. E, de qualquer forma, ela namora um playboyzinho de Nova York. —respondo, mais seco do que gostaria.
—Ahhh... então se não fosse por isso ia rolar, né, senhor Kaulitz? —ele imita a voz da Lanis, debochado.
—Vai logo pro altar, Doff. —corto o assunto.
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Já sentada com Eric, observava rostos conhecidos e outros totalmente estranhos. Se não fosse por ele, estaria me sentindo sozinha.
—Mal reconheci você de costas... mas ainda se destaca entre todos. —ouço uma voz familiar atrás de mim.
—Gustav! —abro um sorriso genuíno, levantando para abraçá-lo. Logo vejo Georg e Bill chegando. Eles sorriem e vêm até mim. Abraços, risadas, lembranças rápidas. Eric pigarreia discretamente, e só então me lembro de apresentá-los.
—Ah... esse é meu namorado, Eric. Eric, esses são Gustav, Bill e meu irmão, Georg. —digo animada.
Eles mal reagem, frios. Fico sem jeito, me sento de novo.
—Ainda impressionado... você parece uma modelo. Linda e delicada. —Bill elogia, sempre expansivo.
—E você está lindo, Bill! O tempo fez bem pra gente, né? —respondo. Sinto a mão de Eric pousar firme na minha coxa. Georg percebe o gesto e seus olhos fixam ali, como se me repreendessem silenciosamente.
—Então... você é o famoso Eric. Quando fui pra NY ver a S/n, não tive a chance de conhecer você. —Georg diz, seco.
—Pois é... a S/n fala bastante de você. Ainda tô surpreso em saber que são gêmeos. Descobri muita coisa sobre ela recentemente. —Eric comenta com um sorriso, mas soa como acusação. Como se eu escondesse quem sou.
Antes que Georg respondesse, as luzes baixaram. O ambiente mergulhou em expectativa. A trilha começou: rock. Doff entra sorridente, fiel ao estilo dele. O casamento seria tudo, menos tradicional.
Quando levantei os olhos para o altar, encontrei o olhar de Tom. Ele não desviou. Me encarava sem disfarçar, e um arrepio percorreu meus braços. Eu tinha certeza de que já não sentia nada por ele... mas era como se seu olhar ainda tivesse o poder de me abalar.
Desviei para o chão, tentando me recompor.
—Oi... você é a S/n, certo? —uma mulher de preto, provavelmente da organização, se aproxima. —A noiva pediu um favor especial: que você toque a música da entrada dela na guitarra, junto com o padrinho.
Fico sem reação por alguns segundos, mas acabo concordando. Ainda processava a surpresa: madrinha e guitarrista da entrada da noiva.
—Já volto, amor. Vou tocar a entrada dela. —digo, beijando o canto da boca de Eric antes de me afastar.
Pego a guitarra. O frio no estômago volta.
—Ainda sabe tocar? —a voz grave ao meu lado me prende. Tom.
—Sei... —respondo olhando para o chão.
—Você tá bonita. Lanis vai surtar de felicidade em ver você. Passou o mês inteiro falando de como queria você aqui. Quase mais importante que o próprio casamento. —ele diz, afinando o instrumento.
—Obrigada. —respondo, a voz levemente trêmula.
—Aquele engomadinho é seu namorado? —ele solta.
—O nome dele é Eric! —reviro os olhos, tentando me concentrar.
—Eric... legal. —a ironia escapa no tom dele.
Recebemos o sinal. Começamos a tocar. Nossos olhares se cruzaram no meio da melodia. O dele me percorreu de cima a baixo antes de voltar à porta. Meu coração acelerou.
E então ela entrou. Lanis. Um vestido em tons de cinza, intenso e único —como ela. Seus olhos brilhavam, realizados, o sorriso carregava toda a felicidade que merecia. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
Tom sorria discretamente ao lado. E naquele instante, percebi: os detalhes que eu ainda pendurava na galeria eram os mesmos que estavam ali, diante de mim. O rosto de Tom, de lado, parecia uma obra que eu nunca havia terminado.
Quando Lanis cruzou o corredor, seus olhos encontraram os meus. E a alegria dela ao me ver atravessou tudo. Sorri de volta. Aquele momento não era só dela. Era nosso também.
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfiction🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
