01 de janeiro
O ano virou, e foi mágico. Eu, Georg e meu pai nos refugiamos em cabanas nas montanhas, e de lá vimos os fogos cortando o céu. Foi como se, por alguns instantes, o mundo fosse perfeito.
O fim de dezembro, no entanto, não saiu como imaginei. Tudo estava igual... exceto o Tom.
Não é como se ainda fôssemos amigos como antes. Ele simplesmente voltou a ser "apenas" o melhor amigo do meu irmão. Isso me incomoda? É claro.
Mas, depois de tudo, talvez seja melhor assim. Não sei se teria coragem de me aproximar de novo e, mais uma vez, sofrer com a ausência dele.
- E aí, maninha... quando você vai mesmo? - Georg pergunta quando entro na sala.
- Depois de amanhã. - respondo, me jogando no sofá. - Mal posso esperar.
- Cara, nem acredito que você vai fazer um intercâmbio. Tô feliz demais por você. - ele sorri, sincero.
- Valeu, Geo... e os meninos? - pergunto, tentando disfarçar.
- Vi eles faz uns dias. Mas você tá falando do Tom, né? - o olhar dele denuncia que já sabia.
- Talvez...
- Ele continua o mesmo de sempre. Só que passa mais tempo em casa do que aqui. Só porque é meu melhor amigo não significa que ele fale tudo pra mim. Igual você e a Lanis. E, convenhamos, ainda mais quando o assunto é você.
- Não quero saber o que ele pensa sobre mim. - minto. - Só achei que ele estava estranho com essa história de eu ir embora.
- Se for isso, você resolve quando voltar. O Tom nunca foi de demonstrar o que sente. Se tivesse algo sério, o Bill teria contado, e você já saberia. - Georg dá de ombros, leve.
Fico pensativa. Mas não posso fazer nada. Essa viagem é uma chance única. Meu pai deu tudo de si para que fosse possível, e a Lanis me apoia de todo coração. Não posso decepcionar ninguém.
No fim, alguém vai sair machucado.
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03 de janeiro
Entro no carro e coloco o cinto. Meus olhos buscam instintivamente a casa do Tom. Nenhum sinal de vida. Georg e meu pai entram logo depois, e partimos rumo ao aeroporto. Da Alemanha para Nova York... meu coração dispara só de pensar.
- Espero que tenha um ano incrível, filha. - meu pai diz ao me abraçar. - Se quiser voltar, é só me ligar. Eu vou te buscar.
- Obrigada, pai.
- Aê, gata!! Chegamos! - Lanis surge correndo no meio do aeroporto, junto com Bill e Gustav.
- Ele vai aparecer... eu acho. - Georg coloca a mão no meu ombro, notando minha procura silenciosa pelo Tom.
Abraço todos, tentando guardar aquele instante.
- O Tom andava meio estranho... mas pediu pra dizer que tá torcendo por você. - Bill comenta, meio sem jeito.
- Sei que ele não falou nada. Mas eu também sei que, lá no fundo, ele está feliz. - sorrio, forçando leveza. - Ele sempre achou que estar aqui seria suficiente. Mas o tempo não espera por ninguém. Não mais.
- Liga pra gente quando chegar. - Lanis pede, me apertando num abraço.
E então vou embora, levando comigo a certeza de que preciso seguir. Talvez seja triste me afastar de uma paixão. Mesmo não sendo mais uma criança, sinto que ainda tínhamos sentimentos imaturos um pelo outro. Quem sabe, com o tempo, a gente cresça. Talvez, no futuro, ele seja a pessoa certa. Mas até lá... preciso ser a pessoa certa pra mim.
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Tom
- Idiota! Disse que iria em outro carro porque precisava passar em algum lugar! Devia ter visto o rosto dela, Tom... como consegue magoar alguém como a Sn? Ela é tão meiga. Mesmo sabendo que você foi um babaca, ela ainda tentou justificar você! Tá me ouvindo? - Bill arranca meus fones.
- Não me importo. - respondo, frio.
- Como é que é?! Você tá mesmo tentando virar um idiota de vez? Tom, você já tem 19 anos. Quando vai crescer? - ele me encara, braços cruzados.
- Antes eu não gostava de ninguém, e era feliz. Dizem que amar é o maior dos sentimentos... eu senti. E tá me destruindo. Prefiro esquecer. Ela vai embora. Assim não me machuco. Não me iludo. - recoloco os fones.
- Se passar a vida inteira com medo de amar, vai morrer sozinho, seu idiota! - Bill grita, saindo e batendo a porta.
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📍 Nova York
A cidade me recebeu como um abraço de luz. Arranha-céus, letreiros, ruas pulsando vida. Eu parecia uma criança em uma loja de brinquedos.
No dormitório, arrumei minhas coisas e mandei mensagens no grupo - eu, Lanis, Georg, Bill, Gustav e Tom. Todos responderam. Menos ele. O Tom só visualizou.
No outro dia, conheci a galeria e a faculdade. Professores atenciosos, colegas acolhedores. Já no primeiro dia, saímos juntos para um bar. Rimos, brindamos. Eu sentia que uma nova vida estava começando.
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Grupo "Nós 6"
Lanis:
Amiga, faz só uma semana e já sinto sua falta. Quero ver suas artes novas!
Bill:
Aqui tá tudo normal. Vamos ficar uns dois meses em casa, tentando nos recuperar.
Georg:
Saudades, maninha ❤
Gustav:
Chique demais em NY!
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1 mês em NY
Mensagens: Lanis.
Lanis (08:34):
Oi, amiga!! Como tá aí? Saudades. Sem você, não tem graça ver os meninos kkk.
Você (22:37):
Dia corrido. Saudades ❤
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Agora já se passaram três meses. E é tudo o que imaginei. Aulas intensas, cursos, compromissos. Meus dias são cheios, mas eu gosto.
O Tom... cada vez mais parece um eco distante. Não porque deixou de ser importante, mas porque ele mesmo escolheu se afastar.
E eu? Eu escolhi seguir.
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Revisado.
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfic🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
