—Nossa, estou exausta! —digo, me jogando na cama do hotel cinco estrelas. Poderia ter ficado no apartamento que ainda pago, mas decidi me desvincular de tudo aqui. As lembranças não eram boas… nem mesmo com Tom.
Ele disse coisas que partiram meu coração, mas isso é passado.
—Você poderia ter colocado um tênis, já que ia andar o dia inteiro —Tom comenta, ajoelhando-se diante de mim, soltando o salto 15 que eu calçava.
—Esqueci como o trânsito é um inferno… e também esqueci que o hotel era tão longe. Tentei fugir caminhando… e olha só, calos —fecho os olhos, sentindo suas mãos massagearem meus pés.
—Deixa que eu cuido disso —responde, alisando meu tornozelo com delicadeza.
Era mais que a massagem. Era Tom. Tão presente, tão cuidadoso… Por que tanto receio? Por que tanto medo de confiar?
—Meu celular… sabe onde eu coloquei? —procuro pela cama.
—Não faço ideia —ele responde, ainda concentrado em meus pés.
—Me dá o seu. Eu ligo para tentar achar. —estendo a mão.
—Deixa que eu faço —Tom se levanta e vai até a janela, desbloqueando o celular.
Fico sentada, percebendo a tensão no ar. Um cuidado que quase me impedia de tocar no aparelho.
Observo sua silhueta, de costas, dedo indicador batendo levemente na madeira da janela. Ansioso? Nervoso? Não… só prestativo demais.
Meu pensamento é interrompido pelo toque do meu celular, que estava na bolsa no chão. Nem me lembrava de procurar ali antes.
—Vou tomar um banho. Precisa de algo? —Tom pergunta, colocando o celular no bolso enquanto vasculha a mala.
—Não, estou bem —respondo, analisando cada gesto seu.
—Eu te amo —diz, beijando minha testa antes de ir para o banheiro.
Abro o celular e vejo várias mensagens do Bill. Merda! Esqueci de ligar.
—Oi Bill, como está aí?
B: —S/N!! Pensei que você tivesse morrido ou que o avião tivesse caído. Presa ou sei lá…
—É um exagero, não acha?
B: —Argh! Como foi por aí?
—Seu irmão possivelmente quebrou a cara do Erick. Não quis me aprofundar na história.
B: —E seu irmão? Sem notícias. Cai direto na caixa postal, não atende mensagens.
—Ah… talvez esteja sem celular. A gente resolve quando eu voltar.
B: —Vai ser o jeito. Quando voltam?
—Dois ou três dias, no máximo.
B: —Tá… voltem logo. Essa casa está tão vazia.
—Beijo, tchau.
Suspiro, olhando para o nada. Que caos…
Vou até o banheiro tomar um banho. Ao abrir a porta, vejo Tom parado em frente à pia, ainda vestido.
—O que é isso? Chuveiro ligado e você mexendo no celular? —pergunto, surpresa.
Ele leva um susto e bloqueia o celular.
—Porra, que susto! A água está aquecendo e eu só falava com o Bill —diz, sorrindo.
—E como ele está? —pergunto, sabendo que não era possível ele ter falado com Bill, pois eu havia desligado há menos de trinta segundos.
—Bem, disse que está aproveitando a casa —Tom responde, tirando a camisa.
Viro as costas, pronta para sair do banheiro, mas sua mão segura meu pulso.
—Onde vai? Pensei que ia tomar banho comigo —ele sorri.
—Pode ir primeiro… tenho alguns e-mails para resolver —digo, soltando o braço e fechando a porta.
Sento-me na cama, refletindo. Sempre foi assim? Sempre tão atento, tão cuidadoso, e eu nunca percebi?
Estou tentando encontrar motivos para acreditar no que Georg disse? Ou é paranoia minha?
Droga, S/n… agora que tudo ia bem, você começa a duvidar.
E se não for nada… ainda assim, dói pensar em ser traída.
Ele me ama.
Ele me ama…
Ele me ama?
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Dias depois
—Já coloquei tudo no táxi. Você está pronto? —digo, pegando minha bolsa e conferindo o quarto.
—Estou. S/n… você mudou nesses dias. O que houve? —Tom pergunta.
—Só estresse. Provavelmente vou melhorar quando voltarmos para casa —respondo, indo em direção ao elevador. Ele apenas concorda, mas seus olhos denunciam que minha desculpa é frágil.
No táxi, o silêncio domina. Na embarcação, também.
Sinto-me torturando a mim mesma, transformando Tom em alvo de minhas inseguranças. Seca, distante, desconfiada…
Sei que é errado, mas não consigo evitar.
Se eu pegasse seu celular e não houvesse nada, seria como se eu fosse louca, desconfiando do meu próprio namorado.
Coloco os fones de ouvido e fecho os olhos. Estou exausta.
Três dias de papelada, contratos com Osmar finalizados, apartamento à venda. Erick sumiu. Bloqueou-me. Acabou.
É bom.
Pra mim.
Minha ideia de “viagem perfeita de casal” acabou por água abaixo. Tom ficava no hotel enquanto eu corria de um lado para o outro, resolvendo negócios e finalizando compras.
Nossa relação se perdeu em meio ao caos, mas não culpo Tom.
Não medirei esforços para que nos tornemos únicos novamente.
Com Nova York fora do caminho e tudo que ela me lembra, finalmente posso relaxar.
Voltar à minha vida normal.
Com meus amigos, minha família, meu namorado…
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfiction🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
