CAP - 39

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Volto para casa tão frustrada… ver minha melhor amiga saindo com o cara que eu sou apaixonada… e pior ainda: ele ser meu namorado. Como dói.

Preciso do Georg… preciso chorar.

Droga! Que patética. Chorar? Que merda. Já não está sendo ridículo o suficiente?

Pego meu celular e ligo para Georg, mas cai na caixa postal. Ligo de novo e de novo. Nada!

Ligo para o papai.

Agora sei o endereço novo de Geo.

Era por volta das duas da manhã, e eu batia em sua porta.

Geo abre, confuso, por me ver lá… e provavelmente por eu estar com a maquiagem borrada de tanto chorar.

—S/n… —ele diz, surpreso.

—Você estava certo, Geo. O Tom… ele… caramba, sou tão burra. —digo, cobrindo o rosto com as mãos, chorando ainda mais.

—Vem, entra. —Geo diz, me puxando pelo braço.

Me sento no sofá e continuo derrubando lágrimas. É tão frustrante.

—Amor… está tudo bem? —uma garota de cabelos escuros e pele clara diz descendo as escadas.

—Tá… eu já subo. —Geo responde.

—Desculpa atrapalhar. —digo fungando.

—O que aconteceu? Por que está chorando? —Geo pergunta, colocando meu cabelo atrás da orelha.

—O que eu deveria saber aconteceu… o que sempre disse que iria acontecer. Tom me traiu. Traiu minha confiança e meu coração… —digo.

—Ele traiu você? Quando? —

—Não sei desde quando, mas hoje o vi no bar, rindo e conversando com a Lanis. Ele disse que ela continuaria sendo a amante dele por um bom tempo, já que eu não desconfiaria. Droga… foi tão doloroso. Eu perdi meu grande amor e minha melhor amiga. Dois babacas sem caráter. —desabafo, chorando.

—Que babaca… vai ficar tudo bem, tá legal. Não sinta tanto. Perder ele não vai ser o fim do mundo. —Geo me abraça, e eu só consigo chorar.

—Não vai ser o fim? Geo… todos esses anos, desde adolescentes… eu vivi pensando nele. Voltei por ele. Larguei tudo por ele. Porque fui idiota o suficiente de colocá-lo à frente da minha vida. Eu… eu… droga! Eu sou patética. —digo, caindo em lágrimas novamente.

Geo acaricia minhas costas em consolação.

—É uma pena conhecê-la nesse estado. Sou a Yana, namorada do Geo. —a garota diz, sorrindo gentilmente.

—A… eu sou a irmã. Me desculpe aparecer a essa hora. Vou embora. —digo, me levantando, secando as lágrimas e pegando minha bolsa.

—Não! Fique. Por favor. —Yana diz, segurando meus ombros.

Ela tem um olhar doce, um toque delicado. Dá pra entender porque Georg largou tudo e sumiu. Ela é diferente de nós. É calmaria; nós éramos confusão.

—Vou pegar uma água. —Geo diz, saindo.

—Vocês realmente são parecidos. Ouvi muito sobre você. —Yana diz, sentando-se.

—Ouviu?

—Seu irmão é um grande fã. Você é talentosa e linda. Não deveria estar sofrendo por algum homem. —Yana fala confiante.

—Não é qualquer homem… —respondo.

—Namorado? —

—Era pra ser… —digo.

A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitzHistórias para pegar e não largar. Descubra agora