—Por que a S/n ainda não entrou? —Gustav pergunta, confuso.
—Ela já vai entrar! —Bill responde, tentando soar confiante.
—Quer Deus que ela apareça logo por aquele tapete... —Lanis sussurra, aflita.
Tom permanecia parado no altar. A cerimônia acontecia ao ar livre, no coração da floresta. As árvores, erguidas como guardiãs, criavam um cenário quase sagrado. O tapete branco iluminado guiava o caminho da noiva até o altar, ladeado por uma decoração sombria e delicada: tons de cinza, verde e branco que refletiam a essência do casal.
Simples. Em meio à natureza. Um equilíbrio perfeito entre o rústico e o sublime.
Tom vestia um terno cinza-escuro, despojado como sempre. A calça e o blazer, propositalmente largos, contrastavam com os tênis nos pés. A noiva, por sua vez, trazia a leveza da pureza: vestido branco liso, fenda delicada na perna, sapatos de bico fino. O tecido moldava o corpo e realçava a curva suave da barriga.
Enquanto aguardava, mil lembranças assaltavam a mente de Tom: o primeiro olhar, a forma inusitada como se conheceram, cada turbulência que quase os separou, todas as voltas do destino até ali. Não havia como conter o sorriso nervoso. Suas mãos se entrelaçavam à frente do corpo, a perna balançava em ansiedade.
Ele não via apenas a entrada. Ele esperava o rosto dela. Não apenas sua noiva. Sua vida.
Tom sabia — aquela garota arisca, que um dia parecia inalcançável, finalmente havia permitido que ele ocupasse um lugar em sua história. Mesmo quando ela fugiu, mesmo quando se perdeu nos próprios erros, ele estava ali. Sempre esteve.
Agora, prestes a formar uma vida juntos, uma família, o futuro parecia se abrir diante deles.
●•●•●
—S/n... —a voz atrás de mim me faz estremecer. Viro-me num ímpeto, incrédula.
—Você... você veio... —as lágrimas escorrem antes mesmo de eu conseguir me conter. O peso que me sufocava minutos atrás começa a se dissipar.
—Eu jamais perderia o casamento da minha filha. —meu pai responde, os olhos marejados.
—Eu pensei em cancelar... não queria entrar sozinha. Pai... por que não respondeu minhas mensagens? —me jogo em seus braços.
—Porque esse pai que você tem, às vezes, não sabe ser bom o suficiente. Sempre coloquei o trabalho acima de tudo. Mas, quando recebi o convite... nada poderia me impedir de vir. —ele sorri, enxugando os próprios olhos. —Você não está atrasada?
O riso escapa de mim. O furacão começava a ceder. O sol se abria, e parecia até que um arco-íris surgia no céu.
—Como eu estou? —pergunto, dando um giro tímido.
Ele me observa, dos pés à cabeça. E as lágrimas caem.
—Está linda. Parece sua mãe... exatamente como no dia em que nos casamos.
—Você acha que vou conseguir? —minha voz falha. —Acha que vou me sair bem?
—Filha... tenho orgulho da mulher que você se tornou. Sua mãe estaria sem palavras se pudesse ver você agora. Mas, de onde quer que esteja, tenho certeza de que está chorando de felicidade.
Respiro fundo, sorrio, e sinto o coração aquecer. Ele estende a mão. Seguro firme.
E, enfim, nos colocamos diante do tapete branco.
●•●•●
Na minha mente, imagens se entrelaçam: dois adolescentes discutindo na porta de casa, guitarras ecoando na garagem, confissões sussurradas em noites perdidas, risadas, toques, beijos roubados...
Tom sempre foi o amor da minha vida. Eu tentei fugir, mas o destino é um círculo. Pode nos afastar por anos, mas sempre nos devolve ao ponto de partida.
E Tom... sempre foi o meu começo. E quero que seja também o meu fim.
A música começa. Meus olhos encontram os dele.
De braços dados com meu pai, caminho lentamente rumo ao altar. Tom me olha com os olhos marejados, mordendo os lábios para não chorar.
Eu não resisto. Deixo as lágrimas rolarem. Sorrio. Sou feliz. Plenamente feliz.
As pessoas que amo — Yana, Georg e meu pai — minha família de sangue. Bill, Gustav e Lanis — a família que a vida me deu. E Tom... ah, Tom. O lar que vou construir.
Chego ao altar. Seguro a mão dele.
O cerimonialista faz seu discurso, abençoa a união. Então, os votos.
—Primeiro as damas... —Tom provoca.
Reviro os olhos, sorrindo.
—Não preparei nada... —a voz embarga. —Foram meses turbulentos, tantas novidades, tantas conquistas... Mas, se meu coração pudesse falar por mim, ele gritaria seu nome. Tom Kaulitz, eu escolhi você desde o primeiro instante. O jeito rebelde, os dreads loiros, as roupas largas... Eu já sabia. Porque vi os mesmos olhos que vejo agora. Eu te amo. Sempre te amei. Sempre amarei. Você foi, é e sempre será meu primeiro amor. Obrigada por ter me esperado por tanto tempo.
As lágrimas dele caem. Ele respira fundo antes de falar:
—O que eu posso dizer sobre você? Garota punk, língua afiada, rebelde até a alma. Mas por trás disso... a doçura mais pura que já conheci. Se eu não tivesse entrado naquela casa naquele dia, nunca teria implicado com a minha futura noiva. Nunca teria dito verdades duras. Nunca teria esperado por você. E nunca teria descoberto o sonho que eu nem sabia que tinha: uma vida inteira ao seu lado. S/n Listing... você é a mulher que eu vou proteger e amar até o fim. Eu te amo pra caralho, sua garota arisca.
Rio em meio às lágrimas.
—Vai ser loucura se eu disser que quero te beijar agora?
—Vai ser loucura se eu disser que também quero? —ele responde, rindo.
E, sem esperar pela permissão do cerimonialista, nos beijamos.
Um beijo cheio de amor, de lembranças, de tudo que nos trouxe até ali.
Enfim, casados.
Porra, enfim casados!
FIM.
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Revisado.
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfiction🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
