—FI-NAL-MEN-TE! —Bill grita correndo pelas escadas ao nos ver chegar, ou melhor… ouvir.
—Tá legal, Tom! Se você acha que está tudo um mar de rosas, ok! Mas não entendo porque sua senha mudou, seu comportamento e toda essa merda que você chama de namoro! —digo irritada, jogando a bolsa no sofá.
—Ih… —Bill resmunga.
—Sério? Acha que é uma merda? Você se arrepende sempre que diz coisas desse tipo. Espero que esteja certa desta vez! —Tom exclama irritado, saindo pela mesma porta que entrou.
Me sento no sofá, passando as mãos pelo cabelo, cansada.
—Nova York não foi romântica? —Bill pergunta, sentando-se ao meu lado e alisando minhas costas.
—Foi péssimo! —digo me jogando para trás, olhando o teto, segurando as lágrimas.
—Quer falar sobre isso? —Bill pergunta.
—Oi, trouxas! Acabei de passar pelo Tom… eu disse “Oi Tom, como foi a viagem?” E ele respondeu “Vai se foder, Lanis, não enche”. Logo percebi que foi maravilhosa… —Lanis entra na sala, sem parar de falar. Sentou-se no chão, cruzando as pernas e apoiando o queixo nas mãos.
—Tom está me traindo! —digo, fechando os olhos.
—O QUÊ?! —Bill entra em choque.
—Filho da put… —Lanis reclama entre dentes.
—Impossível. S/n, ele é obcecado por você desde que te conheceu! —Bill exclama, ainda incrédulo.
—Obsessão não significa amor… talvez ele só não me vê mais como uma mulher atraente ou perdeu o desejo por mim. —Respondo.
—Você olha pra ele e ele tenta te comer. Tem certeza que acabou o tesão? —Lanis pergunta.
—As atitudes mostram que sim. —Respondo.
—Mas… como foi? Quem foi? Tipo… pegou no flagra? —Bill tenta entender.
—O celular dele. A senha é nova. Passei os dias ocupada em NY e ele trocando mensagens com alguma vagabunda! —digo, zangada.
—Amiga, tem certeza? Meio que… porra! Eu não consigo acreditar. —Lanis diz, tensa.
—Ele não quis me emprestar o celular, trocou a senha. Pensei que estivesse no banho, mas o chuveiro estava ligado e ele trocando mensagens. No voo, foi a gota d’água! —digo, cruzando os braços.
—Você viu então? —Bill questiona.
—Não exatamente. Mas fiquei calada o caminho todo. Quando estávamos prestes a desembarcar, ele recebeu uma ligação de um número desconhecido. Atendeu normal e disse “não posso falar aqui, me liga mais tarde”. Eu fiquei, porra… brava demais! O que vocês fariam?!
—É… meio que tudo indica… —Bill começa.
—Que? Duvido. Ainda não estou convencida. —Lanis o interrompe.
—Perguntei quem era, ele fingiu não ouvir. Perguntei de novo e de novo. Pedi para ver o celular, e então… começou a discussão que vocês viram. —termino de falar.
—Acho que deveria se acalmar e tentar conversar. —Lanis orienta.
—Você sabe que isso não funciona. Eu e Tom… acho que isso não dá certo. —começo a dizer, e então Tom sai pela cozinha, nos surpreendendo. Seu olhar era de alguém decepcionado.
—Não dá certo? Então você decidiu isso em uma discussão? Voltei para me desculpar. Mas, pelo visto, não sou bom o suficiente. —ele diz, saindo novamente. Desta vez, ouvimos a porta da cozinha bater com força.
—Porra, ele escutou só o que você disse. —Bill diz, tentando alcançá-lo.
—Que situação… —Lanis murmura.
—Conversar não dá certo! Eu ia dizer que a gente se entende em tudo. Mas, se paramos para resolver algo conversando, sempre acaba em discussão. —digo, revirando os olhos.
—Vai consertar isso, burra! —Lanis xinga.
—Como? Ele não vai parar pra me ouvir, e caraca, eu estou quase descobrindo uma traição dele! Porque eu deveria correr até ele?! —respondo, desesperada.
—S/n precisa tirar isso a limpo. Ele pode ser um babaca com todo mundo, mas jamais seria com você. —Lanis insiste.
—Ele é rápido… não sei pra onde foi. —Bill diz, entrando novamente na sala.
—Quer saber? Estou cansada. Tom, trabalho, mudança… isso tudo está me deixando uma pilha. Vou dormir… —digo, seguindo para o meu quarto.
Pov Tom:
—Até que enfim achei você. Porque não atendeu minhas ligações? —Lanis pergunta, parando em minha frente.
Eu estava em um bar, esfriando a cabeça depois dos surtos da S/n.
—Pensei que estaria consolando sua amiga. —respondo com ironia.
—Tss. Salvar sua pele seria mais importante… mas, infelizmente, ela não quis ouvir. —Lanis responde, sentando-se ao meu lado.
—Você tentando salvar? Achei que ficaria feliz com nosso término. —sorrio.
—Ela merece alguém que não a traia. —Lanis debocha.
—Você me fodeu hoje. Eu disse que iria ligar quando chegasse. Por que me ligou? Isso causou toda essa merda. —digo, virando um gole da cerveja.
—Pensei que você já estava livre… mas, pelo visto, ela não vai saber tão cedo que a “vagabunda” sou eu. —Lanis diz, gesticulando aspas na ofensa.
—Vagabunda? —pergunto confuso.
—O carinhoso apelido que ela deu para sua amante, Kaulitz! —Lanis ri, se levantando.
—Vamos logo com isso. Preciso ir pra casa e tentar consertar as coisas com a S/n. —digo, levantando e largando o dinheiro na mesa.
—Ainda quer continuar com isso? —Lanis me pergunta. Senti culpa e dúvida vindo dela.
—Pensei que você gostasse de fazer isso.
—Gosto… mas preferia ver ela feliz, sem criar paranoias. —ela responde.
—Tem pena dela? —pergunto.
—No final, vai valer a pena. —Lanis sorri, me puxando pelo braço.
Então fomos para o carro e seguimos nosso destino.
Pov S/n:
Eu ouvi tudo… e doía tanto.
A Lanis e o Tom?
Porra! Como eu fui burra.
Me sinto uma idiota.
Pensei que estava ficando paranoica, porque Lanis tentou defender o Tom em vez de desprezá-lo. Pensei que eu era doida. Mas, quando ela disse que eu entendi errado… caraca! Senti que algo estava errado.
Como uma louca, a segui. E então…
Tudo faz sentido agora.
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfiction🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
