No outro dia pela manhã, desci as escadas sonolenta e encontrei uma bagunça! Bati várias vezes na porta do Georg, mas foi plano inútil... devia estar no décimo primeiro sono. Voltei para a cozinha e comecei a juntar copos e garrafas espalhados por ali. Caminhei até a sala e dei um susto com o corpo deitado no sofá.
— Aí, merda... cê tá dormindo? — perguntei, largando o saco de lixo, olhando confusa.
— Se você parar de fazer barulho, eu continuo... — Tom respondeu sonolento.
— Por que não acorda e me ajuda? Fizeram a maior bagunça... quantas pessoas tinham aqui? — olhei ao redor.
— Quantas perguntas. Tinham várias.
Ele se levantou, esticou os braços e passou a mão na cabeça.
— Bebeu demais, Kaulitz — ri, entregando o saco de lixo nas mãos dele.
— Minha cabeça tá doendo... não para de ecoar seu nome nela.
Fiquei sem graça e voltei a juntar copos.
— É melhor que pare! Você é melhor amigo do meu irmão e com certeza não é o extravagante...
— Extravagante? Não entendi, S/n... precisa relaxar, foi só um beijo, que você me pediu, não esquece.
Ele me seguiu até a rua.
— Você que provocou.
— Eu agi normalmente. Se não consegue resistir a mim, não precisa esconder nem arrumar desculpas. Eu sei que você gostou e pediria mais um se fosse menos orgulhosa.
Ele se aproximou. Dei alguns passos para trás, sentindo um arrepio no corpo todo.
— Você se acha demais pra alguém que praticamente se jogou até eu pedir para me beijar. Igual está fazendo agora.
— Acha que eu teria esperado você pedir se eu quisesse beijar você? Eu teria beijado e pronto, tô nem aí pro que você acha.
Eu começava a me irritar. Eram só dez da manhã e já estava sendo perturbada pelo vizinho.
— Precisa da minha autorização pra me beijar? Você não tem! Pode até ser bonito e talentoso, mas é só mais um nariz empinado que acha que o mundo gira em seus pés.
— Uou... talvez você não seja tão delicada quanto imaginei.
Ele me olhou de cima a baixo e foi embora. Fiquei sentindo culpa, raiva e arrependimento... Não sabia o que sentir ao certo. Por que é tão difícil conviver com esse menino?!
Terminei de limpar tudo quase meio-dia, pedi comida e fui tomar banho, me arrumei para passar o dia e, enquanto comia, mexia no celular. Perto das três da tarde, resolvi dar uma volta na cidade. Passei em frente a um café que tinha um show ao vivo. Me sentei e fiquei observando. Era uma galera que parecia ter minha idade, tocando rock, estava incrível.
— Seus olhos não saem da gente... se apaixonou por algum de nós ou a gente realmente toca bem? — uma garota de cabelos pretos, meias roxas e estilo gótico me perguntou sorrindo. Era a mesma que estava tocando há pouco no café.
— Que? Quer dizer, tocam bem, eu fiquei impressionada na verdade. Também toco guitarra.
— Ah... agora faz sentido. Eu me chamo Lanis, e você?
— S/n — sorri.
— Legal, quer dar uma volta com a gente? Você exala ser nova na cidade.
— Tá beleza.
Aceitei. Precisava criar amizades dessa vez, já que agora não eram mais visitas. Ela parecia legal e curtia rock... achei que poderia dar certo.
Passei o resto da tarde no parque com ela, conversamos sobre várias coisas e tínhamos muito em comum. O namorado dela faz um encontro na casa dele toda sexta; o pessoal vai lá tocar e matar o tempo. Ela me convidou pra próxima. Realmente será bom ter lugares para ir e amigos que não sejam aqueles idiotas do Georg.
Cheguei em casa perto das oito da noite e a trupe estava lá. Todos me olharam quando entrei. Vi o Tom, e seu semblante desafiador e provocativo exalava.
— Geo, pode vir aqui — chamei para a cozinha.
— Fala aí? — Georg entrou.
— Sei que vai ser meio repentino, mas... se puder me avisar quando eles estiverem aqui, ou se puder ser na casa de um deles, é melhor. Não curto seus amigos e não quero esbarrar neles.
— Que? Do nada? Achei que você não ligasse, eles gostaram de você.
— Não ligo pro que acharam, só me avisa que daí eu vou pra outro lugar ou entro pelos fundos.
Fui para o meu quarto. Decidi desconhecer o Tom. Estava criando uma paranoia muito rápido sobre ele e quebrei a cara sozinha... por nada! O melhor será fingir que ele não existe, até porque ele é um egocêntrico babaca.
Os dias foram passando e eu mantinha contato com a Lanis todos os dias. Não fui na casa do namorado dela nenhuma vez ainda.
Faz um mês que não ouço mais falar em Tom Kaulitz... está sendo uma paz sem igual.
Estava deitada, entediada, até que Lanis me chamou.
📲Lanis: Amiga, você tem que vir hoje!! Queremos ver seus dons na guitarra, gata... por favor☹
Preguiça😴 :📲
📲Lanis: É uma ordem!! Às 21h quero você aqui, beijosss
📲Lanis: 📍localização em tempo real.
Bloqueei o celular e coloquei o travesseiro na cara, abafando meu grito. Só queria ficar na minha caverna e colorir algo... fazia tanto tempo que nem tocava na tela.
Decidi aceitar o convite super fofo da Lanis e fui tomar banho. Já eram oito da noite, então obviamente não estaria lá às nove. Me arrumei, fiz uma maquiagem um pouco mais trabalhada — geralmente não uso nada, então um delineado e uma sombra já era um evento pra mim. Chamei um carro e esperei na sala, assistindo a uma reportagem.
Entrei no carro e fui até a casa do Doff, namorado da Lanis. Logo que cheguei, ela me recebeu na porta. A típica reunião era na garagem e as luzes estavam vermelhas com uns piscas brancos, estava incrível.
— Eu sabia que você não iria me deixar na mão. Doff quer conhecer você pessoalmente, descobrir o motivo da minha obsessão no celular — Lanis sorriu, dando a entender que passava mais tempo conversando comigo do que saindo com ele.
— Eu vim e espero não decepcionar — dei alguns tapinhas na minha guitarra que estava na capa.
Nos aproximamos do namorado dela, que conversava com outro garoto.
— Só pode ser sacanagem... — murmurei, fechando o sorriso.
— S/n? — Tom respondeu, tão surpreso quanto eu.
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por revisão
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfiction🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
