Após o casamento da Lanis, voltamos para NY e o clima entre eu e Eric começou a esfriar, obviamente porque a culpa me corroía... eu não conseguia esquecer aquela noite com Tom.
Um dia antes da exposição de verão da galeria, terminei com Eric, após três anos juntos.
—Não posso seguir ao seu lado se não consigo nem ser fiel a você... —digo, sentindo as lágrimas escorrerem. Ele caminhava pelo apartamento com as mãos na cintura.
—Eu estava preocupado com você! E você estava transando por aí... vai se foder, S/n! —ele diz irritado.
—Sinto muito... não queria causar isso em você! —respondo, secando os olhos.
—Tá chorando? Só pode ser piada. Vai se arrepender agora? Não adianta, acabou! —ele se senta, apoiando a cabeça nas mãos.
—Não são arrependimento... é alívio. —digo erguendo a cabeça.
—Que... —ele diz confuso.
—Não me arrependo do que fiz com o Tom, mas sim do que fiz com você. Agora me sinto livre, porque não vou carregar a culpa de ter te traído e fingir que está tudo bem. Você é ótimo, mas nossos mundos não compartilham os mesmos interesses. Eu odeio esgrima, e você só falava sobre isso. Por uma noite, era sobre mim, minha vida antes de você... e você me machucou e me ameaçou. Talvez, no fundo, eu nem me arrependa do que aconteceu. Se te faz sentir melhor, pode dizer que terminou comigo porque me traí. Mas a verdade é que eu terminei porque não aguentava mais seu mundo perfeito, falso e frio! Que só existe perto dos outros... Argh, vai embora daqui, Eric, acho que não temos mais nada a resolver. —digo, abrindo a porta do apartamento.
—Você é a pior! Espero que sua vida seja uma merda. —ele diz, indo embora.
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Noite da exposição:
—Lindinha! Você vive no mundo da lua, não é? Vamos começar a exposição. Sou suspeito a falar, mas você arrasou muito nessa obra... Memórias Proibidas? Que título, dá para interpretar de tantas formas... Quando disse que faria algo sobre memórias, achei que seria delicado... mas isso é sexy e confidencial. Perfeito! —Osmar diz, animadíssimo.
—Me inspirei um pouco após a viagem... —respondo, cruzando os braços e apoiando o queixo.
—Se eu soubesse, tinha mandado você para a Alemanha antes. —ele diz, me beijando no rosto e saindo.
Fico parada ao lado do quadro, esperando os visitantes. Era a estreia de verão em Nova York; junho começava a esquentar a cidade. A galeria se transformou em um espaço vibrante, quase eletrizante.
Atendo os visitantes, converso sobre as obras, e tudo parecia mágico... talvez nem sempre fosse feliz e satisfatório, mas ali, eu me sentia em paz.
—Incrível... quanto custa? —alguém pergunta. Me viro sorrindo, respondendo ao homem antes de notar alguém mais familiar.
—Desculpa, não está à venda... —respondo, e meu corpo recebe uma pequena onda de choque ao vê-lo. —Tom...
—Por que expor algo que não venderia? Quanto custa? —ele insiste. Fico nervosa, mas tento manter a discrição, cercada de visitantes.
—Não estou vendendo, apenas como mostruário para encomendas de artes particulares. —respondo, mantendo a voz gentil.
—Me dá um valor. —ele insiste.
—700. —respondo, cruzando os braços.
—Só isso? 700 mil? —ele diz, pegando o cartão.
—Com licença. —digo para as pessoas ao redor, puxando Tom para um canto. —O que está fazendo aqui?! —pergunto, cruzando os braços.
—Chegamos ontem. Vamos fazer um show amanhã em uma arena de NY. Teria te contado, mas saímos às pressas de casa. —ele responde calmamente.
—Não... a banda é de vocês! Caramba, Osmar! —digo, brava.
—O quê? Já sabia? —ele se mostra surpreso.
—A arena é para o desfile contemporâneo do Osmar. Tudo que ele faz é diferente, óbvio que teria uma banda de rock. —suspiro.
—Seu irmão está aqui também. Não se preocupe, não vim te perseguir. —ele se aproxima do meu ouvido, antes de se afastar.
Observo o salão, vendo outros visitantes admirando os quadros.
—Lindinha! Preciso que leve meus convidados de honra para minha sala, pode fazer isso? —Osmar se aproxima.
—Deixa eu adivinhar, é a banda Tokio Hotel? —pergunto, notando os quatro conversando no meio do salão.
—Perfeito! Você é a melhor. —ele diz, animado.
—Oi, meninos. Sou a assistente do Osmar, podem vir comigo? —digo.
—Quanta formalidade. —Georg ri. Caminhamos até a sala do Osmar. Sei que poderia ser apenas um reencontro normal, mas não faz nem uma semana desde tudo que aconteceu.
—Querem algo para beber? Chá, água, vinho, espumante? —pergunto, respirando fundo.
—Não, estamos de boa... como é seu nome mesmo? —Bill diz, rindo.
—Ele não faz ideia de que eu conheço vocês, muito menos que um de vocês é meu irmão. —respondo, sentando na cadeira de Osmar.
—Nem que você dormiu com um de nós também, pelo visto. —Bill fala sarcasticamente, me deixando vermelha.
—Não precisa saber! Minha vida pessoal é privada. Osmar só sabe do que interessa a mim e a ele: artes! —respondo, olhando a paisagem da janela, com prédios iluminados e ruas brilhando.
—Ah... é você que está aí. —Eric entra.
—O que precisa? —pergunto, tratando-o apenas como funcionário.
—Preciso que Osmar assine alguns papéis para liberar o desfile amanhã. Entrega pra ele. —ele diz, largando os papéis e saindo batendo a porta.
Pego os papéis, guardo e volto ao celular, organizando os detalhes da exposição. Enquanto isso, os meninos apenas me observam.
—Oi, você pode me ajudar? Não consigo acertar o ponto deste vestido. —uma modelo entra.
—Claro! —sorrio, ajustando o vestido e voltando ao trabalho.
—Tem mais esses aqui, mas ele disse que você pode assinar. Agora, tenho que ir. —Eric reaparece, entregando mais papéis. Suspiro, vou até a porta, assino rapidamente e fecho na cara dele.
—Agora entendi porque você não retorna nossas mensagens. —Georg comenta surpreso.
—Não me afastei por arrogância... tudo aqui é corrido. —respondo, mexendo no celular.
—Não usa sua aliança para trabalhar? —Bill pergunta.
—Não estou mais namorando, Bill. —respondo friamente. Eles se surpreendem. Tom parece não ligar.
—Lindinha, obrigado por cuidar disso pra mim! Aproveite a exposição. —Osmar diz, entrando na sala. Sorrio e saio, fechando a porta lentamente. Pude sentir Tom me observando discretamente.
Ele é tão... neutro. Não demonstra interesse, é frio, gélido... não sei se é jogo de interesse ou apenas o que aconteceu foi casual.
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fanfiction🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
