—Bom dia... quer café? —Ouço a voz rouca de Tom enquanto abro os olhos lentamente. Ele está sentado na cama, passando os dedos pelos meus cabelos.
—Você não me assistiu dormir, não é? Eu devia estar horrível! —digo envergonhada.
—Você é linda, S/n... e todas as noites olhei você dormir. —Tom responde, levantando-se e estendendo a mão para me ajudar a levantar.
—O que vamos fazer hoje? Eu... bom, me dei férias. —digo animada, indo para o banheiro. Mas Tom não responde nada. Lavo o rosto e, como não trouxe escova de dentes por não planejar dormir com ele, escovo os dentes com o dedo só para tirar o hálito, depois uso um enxaguante bucal. Não é o ato mais higiênico do mundo, mas quebra o galho. Quando volto para o quarto, ele está sentado na cama.
—Você está de férias, eu não... vou sair resolver umas coisas com Bill. Quer que eu te deixe em casa? —ele pergunta.
—Pode ser! Se puder ser antes do seu irmão acordar, eu agradeço. Se eu o ver, vou matá-lo por causa de ontem. —digo sorrindo de forma ardilosa. Ele sorri discretamente e se levanta, indo para a garagem.
Não é como se estivesse saltitante e feliz, mas parece que agora não me odiava tanto... agora pareço mais alguém com quem ele pode desabafar, por mais que nunca tenha feito isso.
Chego em casa e vou direto tomar banho e cuidar da minha higiene pessoal. Ainda tento entender se o que tivemos foi real ou se vai voltar a ser aquele inferno: onde ele me tem por uma noite e me surra emocionalmente nas outras!
Estou preparando um suco com frutas vermelhas quando vejo meu celular tocar. Já são quase meio-dia.
S/n: Por que me ligou?
M: Oi, filha...
S/n: Ah... lembrou que tem filhos.
M: Eu sei... não tiro seu direito de estar zangada, mas filha! As coisas aqui se estenderam e eram tão mágicas... mas o sinal era uma porcaria.
S/n: Claro... claro... desabrigados, carentes e bla bla bla! Suas desculpas são as mesmas de sempre, mãe! O que quer agora?
M: Eu vou voltar semana que vem! E sei que já deve estar uma mulher linda... mas ainda assim, queria que você fosse à nossa casa, ao menos para me mostrar o quanto cresceu.
S/n: Vou ver se tenho espaço na agenda! Estou ocupada demais agora. Tchau, mãe.
M: Amo você!
ligação off
Mais essa agora...
—Princesa! Como você está? —Meu pai diz sorrindo ao me ver na cozinha. Moro com um cara que quase não vejo.
—Oi, pai, bem... a mamãe acabou de ligar. Acredita? —digo incrédula. Foram cinco anos... ela me ligou só uma vez.
—Qual a desculpa agora? —ele diz, pegando uma xícara e indo buscar café.
—Dessa vez ela volta... me ligou quando eu ainda era menor. Agora diz que sente minha falta. Ela nem perguntou do Geo. Argh! Egoísta...
—Não seja tão dura, Boo... não esqueça que você também se prendeu ao trabalho por gostar dele.
—Disse o cara que é um fantasma nesta casa! —digo, pegando meu copo de suco e indo para a sala, apenas para encerrar o provável sermão que viria.
(...)
—Maninha, surpresa! —Ouço a voz de Georg na sala, então desço correndo.
—Ué... o que fazem aqui? Essa hora? —digo, confusa, vendo todos eles. Já são quase onze da noite.
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A irmã do meu melhor amigo -Tom kaulitz
Fiksyen Peminat🍒HISTÓRIA FINALIZADA🍒 Aos 16 anos, S/N vê sua vida mudar por completo. Irmã gêmea de Georg Listing, ela foi criada pela mãe no Brasil, enquanto o irmão cresceu na Alemanha ao lado do pai. Agora, forçada a conviver sob o mesmo teto que Georg, a con...
